Linux: Que distribuição escolher?


A época do “lançamento” das novas versões está quase a chegar e vai ser provavelmente iniciada pelo próximo Ubuntu e pelo Mandriva Spring. O objectivo deste artigo é resolver algumas possíveis duvidas dos leitores em relação a escolha de uma certa distribuição de Linux, visto que o numero destas é crescente, honestamente, “nascem como cogumelos”, por isso o artigo foca-se nas principais.

Instalar? Ou não?

Só querem dar uma vista de olhos ao Linux sem instalar, e sem complicações? A solução está na utilização de um “LiveCD” , mas o que é um “LiveCD”?

Essencialmente é um CD de onde podem correr uma distribuição de Linux sem instalarem nada, algumas versões são “LiveCD” instaláveis.

Como funciona?

Basicamente a ideia é primeiro poderem ver o Sistema e sem quiserem podem instalar. O processo é simples, “sacam” o ISO do CD, gravam-no, “deixam-no ficar na gaveta”, reiniciam a máquina e podem usar Linux sem instalações!

As principais versões LiveCD são o Knoppix e o Slax.



Há para aí algum que seja “pêra doce”?

Claro que sim! Neste campo estão as mais famosas distribuições, algumas já com milhões de utilizadores, são todas fáceis de instalar e usar, e quase todas têm LiveCDs instaláveis, o objectivo destas é de serem Sistemas Operativos para o utilizador comum sem complicar a transição, chamada migração, de sistema para sistema.

Ubuntu - A distribuição do momento é baseada em Debian, é fácil de instalar e usar, tem o Compiz-Fusion “a distância de um clique”, e como a base deste é o Debian têm uma lista de Software bastante grande, o objectivo do Ubuntu é ser o Linux mais fácil de usar, ou seja um Linux para as massas, existem também milhares de “distribuições” baseadas em Ubuntu, as chamadas variantes, as oficias viradas para a utilização doméstica são o Ubuntu (GNOME), o Kubuntu (KDE) e o Xubuntu (XFCE).

CentOS - Desenvolvido a partir dos códigos-fonte do sistema operacional Red Hat Enterprise Linux (RHEL), o CentOS - acrônimo para Community ENTerprise Operating System - é uma distribuição Linux gratuita, voltada ao ambiente corporativo, e que agrega as vantagens técnicas da distribuição na qual se baseia: segurança, estabilidade e compatibilidade com diversos hardwares e pacotes criados especificamente para o RHEL.
Esses e outros atributos fazem do CentOS uma alternativa gratuita para as diversas distribuições corporativas de alto custo, entre elas o SUSE Linux Enterprise Server, Mandriva Linux, além do próprio Red Hat Enterprise Linux.

Mandriva - “Antigamente” chamada Mandrake ou Mandrakelinux, passou a ser chamada Mandriva quando a MandrakeSoft adquiriu a Conectiva. O processo de instalação é muito fácil, sendo esta a primeira distribuição de Linux a pensar no utilizador comum e a conseguir ter sucesso em tal, o Mandriva integrasse perfeitamente em GNOME e KDE, tem um “painel de controlo” que tem tudo e faz tudo, em muitos aspectos é muito mais fácil de usar que qualquer outra distribuição de Linux ou que outro Sistema Operativo, é das distribuições de instalação fácil com maior estabilidade. Os repositórios têm tanto Software que só são “batidos” pelos repositórios do Debian.


Fedora - A distribuição doméstica da “gigante” Red Hat, é uma das distribuições mais complexas, os pacotes incluidos podem servir um pouco para servidor, mas é sem duvida uma distribuição para Desktop, é das mais inovadoras de todas, tem uma integração perfeita com o GNOME, é muito fácil de usar e de instalar é muito independente, e tem uma grande lista de Software. O Fedora nas ultimas versões conseguiu colmatar os problemas das instalações de Codecs que antes eram uma dor de cabeça nesta distribuição.


OpenSUSE - Baseada numa das distribuições mais difíceis, o Slackware, poderia parecer que o OpenSUSE não conseguiria ser fácil de instalar ou de usar, mas desenganem-se é muito fácil, a lista dos repositórios é extensa incluindo mesmo Software grátis mas não Livre/Aberto. Peca infelizmente por ser relativamente lento, quer na instalação quer na gestão dos repositórios, mas fora disso é das versões mais bem conseguídas, tem actualizações diárias e demonstra uma grande capacidade de inovação.


E de Portugal não há?

Claro que existem distribuições nacionais, e actualmente já existem num numero considerável mas as duas principais são o Caixa Mágica baseado em Mandriva e o Alinex baseado em Ubuntu, essencialmente o que as torna especiais são o facto de serem “feitas” por portugueses, existem outros como o Komunix ou o Vixta.



Aqui só entra GNU!

Se são totalmente radicais em relação a licença a melhor escolha é o menino bonito da GN, o Debian, é das distribuições mais estáveis e leves tem Software para tudo, mas o radicalismo do Debian atinge limites sem precedentes, chegando a criar um Firefox, o Iceweasel, actualmente não é muito difícil de usar mas pode ser muito confuso a todos os que querem um Linux mais simples.



Mão nele…

Se quer instalar tudo a sua maneira e ter totalmente mão nele, claro que isto só se recomenda a utilizadores mais experientes.

Slackware - É a mais antiga distribuição de Linux ainda no activo, a instalação é relativamente confusa, e ele só instala o indispensável, ficando um Linux quase ao osso, mas tal torna o Sistema muito, muito estável e leve, dando liberdade de escolha a quase tudo, mesmo assim não é para para utilizadores inexperientes, é só mesmo para os mais aventureiros e sábios.


Gentoo - Se o Slackware é “difícil” o Gentoo é para chocar, não instala quase nada e requer dias para se configurar tem a vantagem de deixar a máquina totalmente a gosto, mas aprende-se a fazer quase tudo através da aventura que é instala-lo, mesmo assim só para “experts”.


Arch Linux - Quase tudo o que se aplica aos anteriores aplica-se a este, a vantagem do Arch é que depois de instalado não é tão difícil de usar, e tem imensas actualizações, acaba por ficar um Linux muito actualizado com imenso software acabado da sair.


Damn Small Linux - Mais conhecido por DSL é a distribuição mais leve actualizada é leve em todos os aspectos desde o tamanho em disco até ao tamanho do ISO de instalação, 50 Mb, o objectivo era enfiar o maior numero de Software no mais pequeno espaço possível.


Agora é só escolher e experimentar…

Knoppix - http://www.knoppix.org/
Slax - http://www.slax.org/
Ubuntu - http://www.ubuntu.com/
Mandriva - http://www.mandriva.com/
Fedora - http://fedoraproject.org/
OpenSUSE - http://www.opensuse.org/
Caixa Mágica - http://www.caixamagica.pt/
Alinex - http://www.alinex.org/
Komunix - http://www.alphamatrix.org/project/komunix
Vixta - http://vixta.sourceforge.net/
Debian - http://www.debian.org/
Slackware - http://www.slackware.com/
Gentoo - http://www.gentoo.org/
Arco Linux - http://www.archlinux.org/
Damn Small Linux - http://damnsmalllinux.org/
CentOS - http://www.centos.org/

Novell promove cursos de aperfeiçoamento em Linux


Desde o início de 2008, a Novell coloca em prática planos de capacitação de desenvolvedores nas suas plataformas. Também faz parte da sua estratégia o recrutamento de 12 novos parceiros especializados em suas soluções de Linux, segurança, gestão de recursos e colaboração.

Tendo isso em vista, a especialização em Linux é o tema de uma série de treinamentos e cursos que a Novell oferece, em conjunto com a Komputer Linux, empresa de prestação de serviços em Linux que compõe seu ecossistema de canais.

O programa de treinamento, que terá início no dia 17 de março, é composto pelos cursos Linux Fundamentos, Linux Administração e Linux Administração Avançado, e ao término será entregue a Certificação Novell CLP SUSE 10.

Para mais detalhes sobre os cursos, acesse: http://www.komputer.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=35

Para mais informações sobre o programa de treinamentos Novell, visite: http://www.novell.com/training/certinfo/clp/.

Nota 4: Workshop de certificação Microsiga acontece em Campinas
Microsiga Campinas oferece Workshop gratuito de Certificação Microsiga e recebe currículos para contratação

Com o objetivo de disseminar o conhecimento em gestão empresarial com ERP (Enterprise Resource Planning), o Projeto Microsiga Dá Educação realizará um workshop gratuito no dia 15 de março em Campinas, São Paulo.

Denominado WCM – Workshop Certificação Microsiga, o evento contará com uma palestra sobre Certificação, que será conduzida pelo executivo palestrante Marcelo Sinhorini, coordenador do Projeto de Certificação Microsiga.

Direcionado aos empresários de diferentes setores, profissionais e estudantes de Tecnologia da Informação, o workshop pretende mostrar as vantagens da Certificação que dará oportunidade ao profissional de fazer parte da equipe Microsiga Campinas.

Durante o evento, serão recolhidos e cadastrados currículos para cinco vagas de contratação imediata.

Configuração e suporte ruins afetam quem compra PC com Linux


Dois anos e meio após as primeiras máquinas chegarem a grandes varejistas, o que se vê é um programa que, mesmo como um dos incentivadores de um setor que cresceu 21% em 2007 atingindo 9,98 milhões de PCs vendidos, enfrenta turbulências na maneira como o Linux chega aos usuários finais.

Usuários ouvidos pelo IDG Now!, que compraram máquinas certificadas no programa Computador para Todos, relataram problemas pontuais em equipamentos que chegam mal configurados e sem suporte adequado para o uso dos sistemas abertos.

O caso do engenheiro de produção Jorge von Atzingen é o mais extremo entre centenas de clientes do programa que, em blogs e fóruns de discussão na internet, detalham como a interação com o micro foi prejudicada.

Jorge comprou um desktop da Novadata com a distribuição Insigne 3.0. Ele ligou o micro e percebeu algo errado ao notar que “as portas USB não estavam instaladas. O modem não estava instalado. Tinha uma gravadora de CD, mas nenhum programa para gravar CD”.

Ao invés de apelar para o suporte técnico, obrigação por um ano de todas as fabricantes homologadas pelo Governo Federal no programa Computador para Todos, Jorge tentou resolver sozinho com o CD que acompanha o equipamento.

“Coloquei o CD no drive, que rodou automaticamente. Só tive de clicar em ‘Avançar’ repetidas vezes para que os drivers fossem instalados e o micro começasse a funcionar corretamente”, relata em entrevista.

Classificado como mal configurado por uma suposta falta de cuidado da fabricante, o micro ainda acolheu a distribuição por duas semanas, até que ele a trocasse pela brasileira Kurumin e, posteriormente, pela Mandriva 2007. "A empresa (Novadata) parecia não estar preocupada se a gente ia continuar usando Linux ou não", acusa.

Jorge não está sozinho nos problemas enfrentados. Allan Alves foi ajudar um amigo na compra do seu primeiro computador – acabou escolhendo um modelo da Itautec com a distribuição Mandriva.

“Não estava mal configurado: simplesmente não estava configurado, nem funcionava o WinModem que veio dentro dele”, relata o usuário dentro da comunidade BR-Linux, que reúne entusiastas do código livre.

Após formatar a máquina, Allan instalou o sistema Mandriva 2005 e, após algumas lições básicas para o amigo, “converteu-o” em usuário de sistemas abertos. “Ele diz que se sente em casa e não tem nem vontade de conhecer” o sistema operacional Windows, continua.

Ainda que em menor grau, José Roberto Gomes experimentou a mesma dificuldade em tirar um PC novo da caixa e não poder aproveitar todas as funções adquiridas – a webcam do seu notebook Amazon PC não era reconhecida pela distribuição Kurumin nativamente, o que o obrigou a procurar a solução pela internet.

Mesmo com a solução criada por um programador italiano, a webcam “ainda não está 100%”, conta o consumior. O laptop, segundo ele, tem alguns problemas no som dada a “qualidade do driver para Linux”, que o acompanha.

Tanto no caso de José Roberto como no de Jorge, houve um estranhamento: mesmo que tenham sido comprados sob um programa que exige sistemas abertos, os equipamentos trouxeram CDs de driver tanto para Linux como para Windows, algo visto por ambos como incentivo à migração pirata para o sistema da Microsoft.

Em todos os casos, é inegável a experiência que os envolvidos têm no desenvolvimento de código aberto. Com problemas de configuração à frente, os três usuários se viram obrigados a apelar (Jorge em menor grau) a um certo conhecimento técnico ausente no público-alvo do programa federal.

“Minha irmã tem uma amiga que comprou um PC que veio com Mandriva. Ela mesma acabou ensinando a amiga a usar e, principalmente (dificuldade, em minha opinião, mais comum) instalar um software adicional”, relata Ivan Brasílico, também no BR-Linux, tocando em uma das principais causas para o suposto incentivo de pirataria que o programa pode promover no mercado brasileiro de micros.

“Via de regra, o primeiro conhecido a ‘dar suporte’ decide o destino da máquina. Se for um ‘formatador’ contumaz, vai instalar Windows”, resume Brasílico.

A falta de informações oficiais sobre a suposta tendência de usuários comprarem micros do programa com a intenção de substituir o Linux por Windows faz de qualquer acusação algo mais embasado pelo “achismo” do que por estatísticas.

O único dado oficial que não tenha relação com o número de cópias das versões de Linux distribuídas desde o começo do Computador para Todos vem da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) e aponta que 73% dos clientes do programa fazem a troca para Windows.

A estatística virou alvo de fabricantes do setor e de entusiastas do software livre, que questionavam os critérios adotados pela ABES. A entidade informa que ouviu 502 usuários nas cidades de São Paulo e Curitiba, em uma pesquisa cuja amostragem tem pouco valor nacionalmente.

Procurada para comentar a pesquisa, a ABES preferiu não se manifestar sobre os critérios adotados.

No último dado divulgado com o apoio do BNDES, a IT Data estimava que 380 mil computadores homologados pelo programa haviam sido vendidos até outubro de 2006, representando 7,1% de todos os PC vendidos no Brasil nos primeiros nove meses daquele ano.

Quase dois anos depois, os dados estão defasados - estatísitcas de fabricantes, como a Insigne, que diz ter atingido o primeiro milhão de máquinas com seu sistema operacional em Linux, provam o ponto.

Linux em ultraportáteis
Um exemplo recente de popularização do Linux por meio de um novo hardware, desta vez internacionalmente, é um bom indicativo que o problema não está relacionado diretamente com o sistema ser aberto ou não.

Criado na onda de notebooks ultrapórtáteis motivada pela batalha entre a fundação One Laptop per Child e a Intel, o Eee PC, da Asus, traz a distribuição própria de Linux, Xandros, que prima pela simplicidade. É o que afirmam usuários do laptop no Brasil.

“É muito fácil de usar e vem instalada redondinha. Cheguei a considerar colocar o (Windows) XP. Como não iria comprar, seria meio na ilegalidade. Mas, só de imaginar que (o Eee PC) ficaria mais pesado, preferi manter (o Linux)”, relata o professor de matemática Robinson dos Santos, dono de um ultraportátil desde janeiro.

A distribuição é motivo de elogios mesmo para usuários que, por necessidades atendidas pela simplicidade do portátil, decidem alterar o sistema operacional. “O sistema está pronto, com editor de texto e browser, mas a conexão à internet pelo celular não rola”, se queixa a dentista Bia Kunze, responsável pelo blog Garota sem Fio.

Para contornar a impossibilidade de usar seu celular como modem, Kunze pretende trocar o Xandros por Windows XP, por mais que tenha gostado bastante do sistema. Trajetória semelhante teve o jornalista João Nucci.

“É um sistema operacional voltado pra deixar as coisas realmente muito fáceis para os usuários, com ícones gigantes para as principais atividades”, explica. “Como tenho experiência com o Ubuntu, desinstalei essa distribuição e instalei o eeeXubuntu. E de fato funciona muito bem, estou bastante satisfeito”.

Muy amigo
Ironicamente, o “amigo/técnico” que sugere a substituição do sistema pré-instalado Linux por Windows está na lista dos principais inimigos de João Pereira, presidente da Insigne Software, responsável pela distribuição de mesmo nome, que é popular entre micros do Computador para Todos.

Responsável por outra distribuição bastante conhecida dentro do programa, a MetaSys foi procurada pelo IDG Now!, mas não retornou contatos.

“O primeiro é o vendedor mal informado - 90% não têm PC em casa e fica difícil falar de algo que você não usa. O segundo é o técnico mal intencionado, que dá cartãozinho oferecendo instalação pirata. E o terceiro é o amigo que acha que entende”, relata Pereira, afirmando que, por estes últimos, a Microsoft conseguiu ter milhares de “consultores gratuitos”.

Em um mercado onde enfrenta a desconfiança do usuário médio frente à dominação do Windows, o Linux pode encontrar o caminho do crescimento na educação de vendedores e usuários. Na avaliação de Pereira, a falta de conhecimento pode ser benéfica ao sistema do pingüim.

“Se um usuário nunca mexeu em computadores, então ele não conhece o Windows do mesmo jeito que não conhece o Linux”, argumenta, explorando as oficinas de instrução que a Insigne montou em São Paulo para ensinar as funções do sistema a clientes.

A malícia de vendedores e técnicos mal intencionados também terá de ser combatida com campanhas de conscientização, num “trabalho de formiguinha”, segundo Pereira, que vem sendo feito por alguns responsáveis por distribuições de Linux.

O presidente da Insigne ainda esclarece que a prática de entregar CDs com drivers do Windows é uma prática da distribuidora para dar opção ao usuário de instalar o sistema que preferir na sua máquina.

Cursos pós-compra estão entre umas das sugestões que entusiastas do Linux ou compradores de primeira viagem sugerem como necessários à maior adoção dos sistemas abertos, junto a uma melhor documentação do sistema.

Materiais de instrução criados e organizados pela própria comunidade de software livre, como o Guia Foca GNU/Linux ou o SuporteLivre.Org, estão entre os lembrados por Jorge ou por Augusto Campos, criador do BR-Linux, como possíveis ferramentas para melhorar a compreensão dos sistemas em Linux.

Não há curso ou “amigo/técnico”, porém, que mude a mentalidade de usuários já acostumados com o Windows que, por outro lado, até nutrem certa simpatia pelo sistema aberto, como a assessora de imprensa Luciana Sanches.

“Pra falar a verdade, eu não quis ter muito trabalho. Como eu tava acostumada com Windows, desinstalei e nem cheguei a usar o Linux”, relata, falando sobre o notebook da Positivo que ganhou do marido no Natal de 2007.

“Nas duas vezes em que usei, achei (o Linux) bem parecido. Deve ser fácil (de mexer), mas queria ter tempo pra aprender”. Ao contrário do que cantaram os Rolling Stones, definitivamente, o tempo (também) não está ao lado do Linux.

Firefox 3 Beta 4 Disponível


Já está disponível o Firefox 3 Beta 4, mais uma evolução para o produto final. Nesta versão, além dos tradicionais bugs corrigidos e algumas pequenas melhorias foram feitas algumas modificações ao look and feel do browser de forma a o melhor integrar com os sistema operativo em uso, o Windows Vista, Windows XP, Mac OS X e Linux. Foram também feitas melhorias ao nível da performance, que devem tornar o browser "muito mais rápido" em aplicações como por exemplo o GMail, reduzindo a quantidade de memória necessária.

Fonte: Techamok
Download: Aqui

Fedora x CentOS x Red Hat

Quem trabalha com informática em algum momento da vida já ouviu falar ou usou uma dessas três distribuições. No entanto, algo que é meio obscuro é a estreita relação que as três distros apresentam entre si (e esta relação não é somente o fato de as três terem a poderosa Red Hat por trás) e como cada uma pode ser usada para fins bastante específicos. Então, se você nunca entendeu qual das três escolher para o seu caso, este é o artigo certo.

Fedora:

O Fedora nasceu em 2003 como uma iniciativa da Red Hat. Nessa época, com o aquecimento do mercado de software a Red Hat, que já mostrava um crescimento espantoso nos seus negócios, decidiu concentrar-se definitivamente no mercado corporativo e cancelou a distribuição gratuita do seu sistema operacional para a comunidade. O Red Hat 9 foi o último Red Hat grátis e ainda pode ser baixado AQUI, mas o fato é que eu, assim como muitas pessoas, fiquei esperando o Red Hat 10 e ele nunca saiu. A Red Hat passou a somente vender seu produto… e não é que ela não vendesse o Red Hat antes. A Red Hat foi a pioneira em empacotar um Linux e oferecer 100% de suporte aos seus clientes, mas o fato é que o fim do Red Hat grátis marca o nascimento do Fedora.

Fedora era o nome de uma pequena equipe de voluntários que participava criando alguns pacotes para o Red Hat e que, posteriormente acabou sendo absorvida pelo Fedora Project. Vale ressaltar que o Fedora não é o Red Hat e que o Projeto Fedora é um projeto com suas próprias metas e táticas de desenvolvimento, sendo, somente, patrocinado pela Red Hat.

O Fedora tem como seu principal objetivo ser o pioneiro em tecnologia de software e testar novas idéias. Basicamente, como usuário Fedora, posso sempre afirmar que tenho instalado em meu computador a versão mais atual de uma imensa lista de softwares e, ainda mais, são grandes as chances de que um usuário Fedora seja o primeiro a experimentar um novo software que as outras distribuições podem levar de seis meses a um ano para poder experimentar.

Sempre há muitas atualizações, tanto que não é raro fazer download de um Fedora e deparar-se com 600 MB de update (mas não se desespere, para isso a equipe lança os respins que são remasterizações dos discos com tudo atualizadinho), no entanto, muitas atualizações não significam, necessariamente, que há muitos problemas. As atualizações refletem, em grande maioria, a própria evolução dos softwares instalados e não significam bugs, geralmente.

Estabilidade:

A distribuição é muito estável, mesmo com a grande quantidade de atualizações e é raro ver um Fedora travando ou passando por um Kernel panic que não seja por motivo de alguma má configuração do próprio usuário. Ainda vale o ponto sempre forte de que se trata de um linux e como todo Linux, o Fedora herda essa estabilidade característica.

Fedora desktop/estação de trabalho/servidor:

Justamente pelo fato de o Fedora sempre usar tudo que há de mais atual em software, ele se enquadra nas três categorias. Durante a instalação, o usuário pode selecionar perfis que melhor se ajustem às suas necessidades e é fácil transformar uma instalação “em branco” do Fedora num sistema multimídia com aplicações de áudio, vídeo e gravação, assim como deixá-lo bonito, com efeitos de cair o queixo ou montar um servidor com rígidas políticas de segurança (sempre ressaltando que os softwares serão os mais atuais possíveis).

Fedora como servidor: uma má idéia?

Se você tem um sistema operacional para diversão ou apenas para as tarefas corriqueiras da vida de um mero mortal, provavelmente não se importará em reinstalar seu Fedora 7 para experimentar as novidades no novo Fedora 8. O desenvolvimento é muito rápido e a cada 6 meses (mais ou menos) há um novo fedora saltando por aí. Você também não se importará em saber que dentro de aproximadamente 13 meses aquele Fedora mais antigo deixará de receber atualizações e será descontinuado os planos do Fedora Project. Mas, se voc|ê é um administrador de rede ou se gerencia um servidor que vive em alta carga, sabe que “em time que está ganhando não se mexe”. Isso equivale a dizer que depois que seu servidor estiver pronto, você rezará aos céus para nunca mais ter que mexer nele e a simples idéia de saber que seu servidor Fedora vai sair de linha dentro de 13 meses pode ser desanimadora.

Não quero dizer que o fedora não vai ser um bom servidor. A verdade é que ele vai ser um ótimo servidor, no entanto, o rápido ciclo de atualizações pode fazer do Fedora uma má escolha se você se importar em ter que reinstalar seu servidor a cada 13 meses. Ainda tenho máquinas rodando Fedora 3 que nunca deram problema, mas isso não significaria que estou disposto a ter um sistema que deixou de receber updates. Lembre-se: “em time que está ganhando não se mexe” e é por essa máxima que ainda existem servidores por aí rodando linux tão antigos que usam o velho kernel 2.2. Para resumir, se você não se importa em deixar de ser atualizado a cada 13 meses, o Fedora será uma boa escolha. O que eu uso nos meus servidores? Uso CentOS. =) Já veremos o motivo.

CentOS:

Centos significa Community ENTerprise Operating System e se você não o conhece deveria conhecer. A verdade é que nós, do Projeto Fedora, amamos o CentOS pois é preciso admitir que eles são “os caras”. Cada CentOS é uma cópia fiel do Red Hat Enterprise Linux (RHEL) pago, retirando somente as logomarcas e o nome Red Hat para não infringir nenhuma licença de uso.

Uma vez que a Red Hat disponibiliza seus códigos fontes, o que a comunidade CentOS faz é compilá-los, distribuindo um RHEL grátis para qualquer um que desejar usá-lo.

Cada CentOS é 100% compatível à sua contraparte RHEL, isso significa que o CentOS 5.1 é compatível com o RHEL 5.1, assim como o 5.0 é 100% compatível com o RHEL 5.0 e daí por diante.

A equipe CentOS não perde tempo e trabalha de maneira muito competente para manter o CentOS sempre em sincronia com o RHEL, tanto que para cada atualização lançada para o RHEL, leva no máximo 72 horas para que a mesma esteja disponível nos repositórios do CentOS.

Ao contrário do Fedora, o CentOS não conta com o patrocínio da Red Hat e é totalmente mantido e patrocinado por uma comunidade de profissionais e empresas voluntários que contribuem com doações ou com trabalho especializado, tornando o CentOS possível.

Estabilidade:

Os softwares que vêm no CentOS são tão estáveis quanto os softwares que vêm no RHEL. Apenas dizer isso já seria uma garantia de que o sistema é sólido e de que cada software, antes de ser colocado na distribuição, foi testado exaustivamente para garantir a segurança e a funcionalidade. Isso, é claro, também significa que o Centos não vem com os softwares mais atuais; em vez disso ele troca o caráter experimentador do Fedora por um caráter conservador.

CentOS desktop/estação de trabalho/servidor:

Assim como o Fedora, CentOS também pode ser mudado simplesmente escolhendo-se um perfil durante a instalação. Basta adicionar alguns poucos repositórios para tornar seu CentOS, naturalmente sério e rigoroso, numa estação de trabalho divertida e bonita. O CentOS 5,1 é o equivalente a um Fedora Core 6 muito estável e ele já vem pronto para ser um servidor que funcione em produção, necessitando apenas ser configurado de acordo com as necessidades do profissional. Ao contrário do Fedora, o ciclo de vida do CentOS é longo e cada versão recebe atualizações por incríveis 7 anos. Isso significa que seu servidor usando CentOS 5 vai continuar recebendo patches e updates até 2014. Se você é uma empresa média ou pequena e que não pode (ou quer) arcar com os custos de um RHEL, mas deseja um sistema estável e de nível Enterprise, CentOS é a sua melhor escolha, mas, é claro, ao abrir mão de pagar pelo RHEL você também abre mão de ter uma empresa que lhe dê todo o suporte e passa a confiar na ajuda da comunidade CentOS que disponibiliza documentação em sites e ajuda em fóruns.

O que a Red Hat pensa sobre o CentOS?

Embora a Red Hat não esteja ligada ao CentOS de nenhuma forma, ela vê com bons olhos a iniciativa e chega a recomendá-lo em alguns casos. Eu só soube o que o CentOS realmente era quando comecei a me preparar para o Exame de RHCE e fui procurar maneiras de estudar o Red Hat Enterprise Linux sem usar nada que fosse “pirata” ou ilegal. Fiquei surpreso ao ler que a própria Red Hat recomenda que procurássemos por distribuições como o CentOS para levar adiante os estudos sem ter que pagar os preços de uma distribuição enterprise.

Por fim, ainda falando sobre o CentOS, se você tem uma empresa que usa CentOS ou se você é um profissional que procura uma boa (e estável) solução, considere contribuir para a Comunidade CentOS com doações financeiras ou contratando servidores dedicados. Isso é muito menos do que você pagaria para usar o RHEL e vai garantir que o CentOS terá uma vida longe (e próspera). Se quiser colaborar de alguma forma, veja como proceder AQUI.

Red Hat

A Red Hat começou suas atividades em 1995, com Bob Young e Mark Ewing. O Red Hat 1 teve o codinome Halloween e foi o primeiro passo dado por uma empresa que se tornaria uma das maiores do software livre no mundo. O nome Red Hat vem de uma história interessante: Mark Ewing gostava de usar um chapéu vermelho e sempre que era procurado diziam para falar com o “cara do chapéu vermelho”. O nome veio naturalmente.

O sistema Red Hat pode ser adquirido gratuitamente quando você baixa o CentOS, mas o diferencial é o serviço. A Red Hat tem uma equipe composta por engenheiros e técnicos que passam por testes extremamente rigorosos durante a capacitação. O exame para RHCE tem a duração de 6 horas e é uma mistura de situações teóricas e práticas que coloca o profissional em uma situação de stress e pressão, tudo para garantir que, depois de aprovado, poderá prover o melhor serviço.

O atendimento é personalizado ao extremo e chega ao ponto de você, como cliente, poder passar as suas especificações de hardware para receber um Red Hat com kernel recompilado especialmente para o seu uso.

O RHEL é um sistema operacional recomendado para grandes empresas que rodam aplicações vitais e não podem abrir mão de um suporte extremamente especializado, 24 horas por dia. Os serviços são caros (podendo ir de US$ 80 até alguns milhares de dólares), mas a Red Hat tem como meta a excelência nos serviços que presta.

Fonte: lonelyspooky.com

The Community Enterprise Operational System



CentOS é uma Distribuição Linux de classe Enterprise, derivada dos fontes disponibilizados gratuitamente pela Red Hat. O CentOS é 100% binário compatível com o sistema Red Hat. Apenas são removidas os banners e os trabalhos gráficos que identificam a Red Hat. O melhor de tudo é que ele é gratuito.

Aplicações para Cluster e GFS (Global File System) estão disponíveis gratuitamente e acompanham a distribuição.

O CentOS é desenvolvido por um pequeno mais crescente grupos de desenvolvedores. Os desenevolvedores do core, são suportados por uma comunidade de usuários ativa, incluindo administradores de sistemas, administradores de redes, usuários enterprise, gerentes, distribuidores do core do Linux e entusiastas de todas as partes do mundo.

O nome CentOS significa: The Community Enterprise Operational System;

Como clone do Red Hat, suas versões seguem o mesmo padrão. Atualmente encontra-se na versão 5.1.
Seu ciclo de versões e período de suporte a versões anteriores segue o mesmo padrão da Red Hat, vide quadro abaixo:

CentOS 2 updates até 31 de Maio de 2009
CentOS 3 updates até 31 de Outubro de 2010
CentOS 4 updates até 29 de Fevereiro de 2012
CentOS 5 updates até 31 de março de 2014


Dessa forma, podemos rodar um sistema operacional Linux robusto, de classe Enterprise, tendo atualizações de segurança e suporte ao produto durante um longo período.

Vantagens do CentOS:

- Comunidade ativa e crescente;
- Os pacotes são rapidamente montados, testados e auditados por QA;
- Rede de mirrors extensa;
- Desenvolvedores contactaveis e enviam respostas as questões submetidas;
- Diversas formas de obtenção de suporte gratuito: IRC Chat, Lista Discussões via E-mail, Foruns, FAQ's. Suporte Comercial também está disponível através de representantes.

Sempre que a Red Hat faz a liberação de um fix e coloca em seus mirrors públicos, a equipe do CentOS possui como meta o rebuild e liberação desses pacotes em até 72hs, no entanto, na maior dos casos, isso é feito em 24hs, ocasionalmente, atraso podem ocorrer.

O CentOS é atualizado através do yum ou através do up2date, ambos apontando para os repositórios do CentOS.

Arquiteturas suportadas por cada versão:

CentOS 2 apenas suporta x86.
CentOS 3 suporta x86, x86_64 (AMD64 e Intel EM64T), s390, s390x, ia64 (Intel Itanium2).
CentOS 4 suporta x86, x86_64, ia64. ppc (PowerPC) e alpha (DEC Alpha) existe beta releases para s390, s390x, e sparc está sendo desenvolvido.
CentOS 5 suporta x86 e x86_64


O CentOS pode ser baixado em Centos Download

Devido as características apresentadas acima, o CentOS constitui uma excelente opção de distribuição Enterprise, possuindo recursos, performance e segurança baseados na maior distribuição Linux do Mundo, a Red Hat.

Fonte: http://www.madeira.eng.br/wiki/index.php?page=CentOS

Análise do CentOS 5


Desenvolvido a partir dos códigos-fonte do sistema operacional Red Hat Enterprise Linux (RHEL), o CentOS - acrônimo para Community ENTerprise Operating System - é uma distribuição Linux gratuita, voltada ao ambiente corporativo, e que agrega as vantagens técnicas da distribuição na qual se baseia: segurança, estabilidade e compatibilidade com diversos hardwares e pacotes criados especificamente para o RHEL.

Esses e outros atributos fazem do CentOS uma alternativa gratuita para as diversas distribuições corporativas de alto custo, entre elas o SUSE Linux Enterprise Server, Mandriva Linux, além do próprio Red Hat Enterprise Linux.

Um clone do RHEL

CentOS 5Tela do CentOS 5
De acordo com algumas pesquisas realizadas no ambiente corporativo, o Red Hat Enterprise Linux - distribuído pela Red Hat, Inc. - é atualmente apontado como o líder de participação entre as distribuições Linux. Resultado de suas importantes vantagens para esse mercado:

  • Uma grande base de softwares e hardwares certificados.
  • Uma série de programas de parceria.
  • Longo ciclo de suporte para cada versão da distribuição (7 anos).
  • Excelente performance, segurança, escalabilidade e disponibilidade, com testes de performance auditados pela indústria.
  • Tecnologias de código aberto rigorosamente testadas através do projeto Fedora, patrocinado pela Red Hat.
  • Excelente interoperabilidade com outros sistemas Unix e Microsoft® Windows®.

Pode-se, no entanto, subtrair dessas vantagens o alto custo da distribuição, que muitas vezes se torna um impeditivo para pequenas e médias empresas adotarem o RHEL em seus servidores ou estações de trabalho. Praticamente esse custo está associado ao suporte técnico, que pode ser por telefone, web ou ambos, dependendo do contrato.

Apesar do custo, a Red Hat cumpre o compromisso com os princípios de código aberto, bem como dos softwares de código aberto utilizados, e libera os códigos-fonte dos pacotes usados no RHEL, permitindo assim que qualquer pessoa ou instituição recompile e utilize a distribuição sem absolutamente nenhum custo, mas com apenas uma condição: remover as marcas registradas e os logotipos da Red Hat.

É com base nesse princípio que, em meados de Maio de 2004, surgiu a primeira versão do CentOS 2, baseado no Red Hat Enterprise Linux 2.1. Desde então, a distribuição se tornou uma opção gratuita para empresas que gostariam de contar com as vantagens técnicas do RHEL, mas que não tinham condições de pagar por sua licença. Ou para aquelas que simplesmente não necessitavam do suporte técnico da Red Hat.

Versão do CentOS Arquiteturas suportadas Versão do RHEL (base)
2 i386 2.1
3.9 i386, x86_64, ia64, s390, s390x 3 Update 9
4.6 i386, x86_64, ia64, ppc (beta), alpha, sparc (beta), s390, s390x 4 Update 6
5.1 i386, x86_64 5 Update 1
Tabela de versões e arquiteturas suportadas

Com o passar do tempo, o projeto do CentOS ganhou força e notoriedade em relação as outras distribuições "clones" do RHEL, entre elas o Scientific Linux, Tao Linux (projeto encerrado em Junho de 2006) e o White Box Enterprise Linux.

Atualmente na versão 5.1, que obviamente é baseada no RHEL 5.1, o CentOS conseguiu estabelecer uma base sólida de usuários, boa documentação e uma lista de e-mail bastante ativa, com apoio dos mantenedores e da grande comunidade que se formou em torno dessa distribuição.

Download e instalação

Existem hoje aproximadamente 140 mirrors públicos para o CentOS, onde é possível obter as imagens ISO dos seus CDs ou DVD de instalação, de todas as versões lançadas a partir do 3.4. Os mesmos mirrors são também repositórios dos pacotes RPM, utilizados por ferramentas de gerenciamento de pacotes como o yum.

Instalação do CentOS 5Instalação do CentOS 5
Para a versão 5 existe uma novidade: um CD de instalação, com tamanho aproximado de 7 MB, chamado NetInstall. Com ele, todos os pacotes RPM são obtidos através da rede (NFS, FTP, HTTP) durante o processo de instalação. Esse procedimento é comum em empresas para, por exemplo, agilizar a instalação em múltiplos servidores.

Felizmente, o CentOS também herda do RHEL o seu excelente programa de instalação, o afamado Anaconda. Nele, todo o processo é guiado com clareza e simplicidade suficiente, ao mesmo tempo que permite realizar configurações muitas vezes essenciais para servidores, como a configuração do Firewall e SELinux, criação de partições utilizando Software RAID e LVM, e seleção de pacotes individuais ou por grupos. É importante revelar que o Anaconda também é um projeto da Red Hat licenciado pela GPL.

Um recurso interessante e útil do programa de instalação Anaconda é o Kickstart. Através dele o administrador poderá automatizar todo o processo de instalação, colocando em um arquivo todas as respostas para as questões que normalmente são feitas durante esse processo. Isso faz do Kickstart uma boa opção para acelerar a instalação de servidores e estações de trabalho em empresas onde esse procedimento é corriqueiro.

Política e procedimento de atualização

Diferentemente do projeto Fedora - cuja atualização ocorre praticamente a cada 6 meses - a Red Hat garante um grande ciclo de vida para cada versão do RHEL. Como referência, o RHEL 5 foi lançado 2 anos após o lançamento do RHEL 4. Essa política de atualização, típica de distribuições corporativas, garante uma qualidade muito apreciada pelas empresas: a estabilidade.

Após o lançamento de uma nova versão do RHEL, por exemplo, o RHEL 5, são priorizadas as atualizações de segurança e correções de bugs dos softwares que integram essa versão da distribuição. Novas funcionalidades são geralmente adicionadas após a atualização para um novo release, por exemplo, o RHEL 5.1. Antes de ser disponibilizado nos repositórios, os pacotes atualizados são rigorosamente testados pela Red Hat para evitar, ou pelo menos minimizar, qualquer impacto na estabilidade ou desempenho do sistema.

A política de atualizações do RHEL pode ser ilustrada da seguinte forma: caso a distribuição seja lançada com o servidor de banco de dados MySQL na versão 5.0, será bem provável que ele não seja atualizado para a versão 5.1 se isso implicar, de alguma forma, uma alteração no funcionamento dos sistemas que utilizam esse banco de dados. Mesmo assim, vale ressaltar que as falhas de segurança e bugs encontrados nas versões posteriores ao MySQL 5.0, mas também presentes nessa versão, serão rapidamente corrigidos através de uma técnica conhecida como Backporting.

Evidentemente o CentOS se beneficia dessa mesma política, lançando suas atualizações poucos dias após a Red Hat liberá-las, e com um diferencial que pode ser importante para determinadas empresas: Tela do Yumex

Tela do Yumex
conta com repositórios adicionais, mantidos pelo próprio projeto, que possuem alguns pacotes de softwares nas versões mais recentes. No entanto, por não serem distribuídos no RHEL, não são suficientemente testados e, por conseguinte, podem prejudicar a estabilidade do sistema em casos específicos.

A partir da versão 5.0, a tarefa de atualizar e gerenciar os pacotes passou a ser exclusivamente do software yum (Yellow dog Updater, Modified), substituindo definitivamente o up2date presente nas versões anteriores. O yum é um programa de gerenciamento de pacotes por linha de comando para sistemas operacionais baseados em RPM, comparado, por exemplo, ao notável apt-get do Debian. Atualmente o yum é considerado um software bastante estável e maduro, sendo usado como base para várias ferramentas gráficas de gerenciamento de pacotes, entre elas o pup, pirut, e yumex.

Softwares

Um dos pontos mais criticados do RHEL, e conseqüentemente do CentOS, são as versões dos softwares disponibilizados na distribuição, consideradas muito antigas em relação a última versão estável (ver tabela comparativa de versões).

Novamente, essa discordância entre as versões é resultado da já explicada política de atualizações da Red Hat, que, de certa forma, desestimula os usuários que preferem contar com as novidades dos softwares mais recentes.

Software Versão no CentOS 5.1 Última versão estável
Kernel 2.6.18 2.6.23
Mozilla Firefox 1.5.0.12 2.0.0.11
Mozilla Thuderbird 1.5.0.12 2.0.0.9
OpenOffice 2.0.4 2.3.1
Gnome 2.16 2.20
MySQL 5.0.22 5.0.51
PostgreSQL 8.1.9 8.2.6
Apache 2.2.3 2.2.6
PHP 5.1.6 5.2.5
Tabela comparativa de versões

Outro ponto importante de discussão é o Kernel da distribuição. No RHEL 5 alguns módulos e opções considerados instáveis são desativados por padrão, como por exemplo, os sistemas de arquivos XFS, ReiserFS e JFS, além de vários módulos USB, Firewire e SCSI. Então, para permitir uma alternativa aos usuários que sentem falta desses recursos, os mantenedores do CentOS sustentam em um repositório chamado CentOSPlus um kernel recompilado (kernel-2.6.x.xxx.el5.centos.plus), com todos esses módulos e opções ativados.

Mesmo com uma razoável coleção de softwares espalhada nos 6 CDs do CentOS 5, existe ainda uma grande quantidade de pacotes RPM disponíveis em outros repositórios na Internet. Entre esses repositórios destaca-se o RPMForge, com mais de 4.000 pacotes compatíveis com todas as versões do CentOS.

Documentação e suporte

Como fruto do recente ganho de popularidade e espaço nas empresas, o CentOS passou a servir de base para muita documentação disponibilizada na Internet. Junto a essa fartura de documentação, somam-se os próprios manuais do RHEL, disponíveis nos CDs de instalação e traduzido em várias línguas, e também um Wiki, onde é possível encontrar HowTos, dicas, FAQ e acompanhar algumas novidades sobre a distribuição.

Outra fonte de informação útil para usuários do CentOS é a Base de Conhecimento (knowledgebase) da Red Hat. Ela é uma biblioteca de dicas, procedimento para resolução de problemas e informações adicionais, atualizada diariamente pelos técnicos da Red Hat com base nas questões mais freqüentes obtidas pela equipe de suporte. Vale citar também a existência das erratas, com detalhes das atualizações liberadas para a distribuição.

No caso de alguma informação não estar na web ou nos manuais, ainda é possível recorrer as melhores fontes de conhecimento e suporte do CentOS: seu fórum e suas listas de e-mail. Eles já contam com uma grande quantidade de mensagens acumuladas em seus históricos e um bom número de membros bastante prestativos, incluindo alguns dos mantenedores da distribuição.

CentOS em Laptops

Há não muito tempo, foi colocado em discussão na lista de e-mail do CentOS um projeto para alavancar e prestar informações para o uso da distribuição em Laptops. Inicialmente desinteressante para essa esfera de usuários - já que o foco do CentOS é principalmente os servidores e as estações de trabalho - muitos já se convenceram que a estabilidade e confiabilidade de uma distribuição é um fator muito mais importante do que ter as últimas versões dos softwares em seu sistema operacional. Pensando nisso, a comunidade foi encorajada a reunir na Wiki as informações sobre suas experiências com o CentOS em Laptops.

Considerações finais

Embora sob algumas críticas, a Red Hat pode ser considerada responsável por grandes avanços do Software Livre dentro do mercado corporativo. Consolidou-se líder em soluções Open Source e criou uma relação de confiança com as empresas, principalmente através de sua distribuição: o Red Hat Enterprise Linux.

Seguindo esse sucesso do RHEL, o CentOS surgiu apenas como mais um clone gratuito dessa distribuição. Com o passar do tempo, tornou-se o mais profissional entre eles, construindo em sua volta uma comunidade de usuários ativa e tendo como alicerce a boa quantidade de documentação e repositórios pela Internet. Suas atualizações são lançadas rapidamente, na maioria das vezes levando alguns poucos dias após a Red Hat liberá-las.

Por essas e outras razões, o CentOS tem conseguido conquistar um importante espaço, sendo cada dia mais uma escolha confiável para as empresas.

Varejo se divide entre elogiar Linux e incentivar migração para Windows


Não haveria melhor maneira de medir a forma como os lojistas vêm oferecendo os equipamentos do programa Computador para Todos do que visitar alguns dos maiores varejistas brasileiros atrás dos micros com Linux e financiados pelo governo.

Usando o argumento de que precisaria comprar um PC para usuários com pouca intimidade com computadores (os pais do repórter, no caso), a reportagem visitou lojas das redes Carrefour, Ponto Frio e Extra, três grandes varejistas com PCs vinculados ao programa do governo.

A rede Casas Bahia também foi visitada, mas atendentes informaram que a cadeia tem um acordo de exclusividade com a Positivo Informática e vendia apenas micros com o sistema Windows Vista.

O que se apresentava apenas como acusações nos discursos de entusiastas e desenvolvedores de distribuições de Linux se provou verdade na primeira parada. No Carrefour, o vendedor P. recebeu o repórter com uma série de fatos errados salpicados por uma sinceridade inoportuna.

“O Linux até pra gente é difícil de trabalhar. Pelo menos bastante gente já falou que é mais difícil trabalhar com Linux. Tô dizendo que é pior? Não também. Só que o brasileiro está muito acostumado com a Microsoft, desde o Windows 95”, afirma, explicando a suposta “rejeição a outros sistemas operacionais”.

Ao expressar uma preocupação premeditada sobre dar um PC com Linux aos pais fantasiosos, o vendedor compara a compra de um micro do programa com a preparação de um peixe.

“Você vai fazer um peixe. O peixe saiu barato, mas, de repente, o molho que você vai usar não é. E por quê? Porque não é simplesmente tirar um e colocar outro, principalmente Linux. Linux tem que mexer em placa e em tudo. Se for pra tirar um e colocar o outro, tem que ser o Windows”, citando o XP como melhor opção.

Questionado se o volume de reclamações dos usuários é alto frente ao número de micros com Linux vendidos, P. reitera sua crença de que o Linux “é difícil até pra quem conhece informática” e confirma um número alto de reclamações, como que tentando convencer o repórter a apelar para PCs com Windows.

E qual é a distribuição Linux? Ele não sabe – responde, obviamente, Linux. Um segundo vendedor se aproxima e, encostado em caixas de impressora, encara a conversa entre o vendedor e o repórter – é hora de ir embora.

Próxima parada, Extra. No segundo andar da ampla loja próxima à Avenida Paulista, não há quase vendedores pelos corredores apertados onde laptops e desktops se enfileiram em prateleiras de metal. O repórter se aproxima de um vendedor que atende uma senhora de seus 50 anos e pede ajuda.

Explico meu desejo de comprar um PC para meus pais e peço os mais baratos da loja. Ele toma o sentido contrário das prateleiras e, debruçado sobre um micro antigo, usado como terminal de acesso para preços, me detalha um micro da NovaData. A empresa enfrentou problemas financeiros a ponto de ter sua falência decretada por credores, mas continua a ter micros próprios nas prateleiras.

Não comento o assunto e o vendedor J., mais experiente que o concorrente do Carrefour, se mostra bastante informado sobre as particularidades do Linux.

Fala sobre o OpenOffice sem citar seu nome (“você não vai precisar do Office”), elogia a usabilidade do sistema (“é que você não conhece, mas é mais fácil que o Windows”) e apela para a inegável superioridade de segurança em relação ao sistema da Microsoft (“não pega vírus”).

O repórter reitera sua preocupação e, meio incomodado pela duração do atendimento enquanto outros clientes andam a esmo entre as prateleiras, J. começa a se desvencilhar, dizendo que os micros do Computador para Todos vendem bem e não registram muitas reclamações.

Aperta a mão no repórter, deixa o ponto de atendimento e, antes de contornar uma pilha de caixas com TVs de LCD, olha pra trás, levanta o dedão da mão direita e diz que eu não tenho de me preocupar, que posso ter certeza que o Linux é fácil de usar.

Hora de procurar ajuda em localizações mais populares. Em pleno Largo da Batata, região de grande tráfego de pessoas que chegam das cidades ao redor de São Paulo numa espécie de terminal de ônibus, o Ponto Frio quase divide portas com a rival Casas Bahia.

Já é final da noite e o segurança cutuca o vendedor para avisar sobre a chegada do cliente. Assim que me identifico e lhe conto sobre o motivo da visita, M. emenda o preço do PC mais barato e vai falando - sem espaço para interrupções - sua configuração.

O modelo que ele detalha é completo. "Quero apenas a CPU", aviso. No terminal da loja, ele mostra a configuração de um micro da Toshiba, em último dia de uma promoção que torna seu preço centenas de reais mais barato do que supostamente é cobrado normalmente (não caia nessa, ok?).

"E qual é o sistema Linux?", pergunto. “Ah, é normal, né?”, diz M..

Quando questiono se o micro é fácil de usar, o vendedor logo responde: “É fácil, todo mundo compra e não tem reclamação. Melhor que o Windows Vista.”

"Sério? Vendem tanto assim estes com Linux?", indago surpreso. “Tá acabando", joga o vendedor. "Só tenho duas peças. Vieram 100 peças na semana passada e acabou tudo."

“O Linux você pode trabalhar numa boa com quantas janelas quiser e é antivírus”, continua, criticando a restrição do Windows Vista Starter Edition de permitir apenas 3 janelas e confundindo um pouco a segurança do Linux com o fato de não precisar de software de segurança.

Exponho novamente o medo de entregar um micro com Linux na mão dos meus supostos pais e M., num humor bem justificável por estar trabalhando além das 21h, responde que “ninguém nasceu sabendo.”

Ele percebe o papel nas mãos do cliente com os preços de outras lojas (e onde grande parte da minha apuração está) e argumenta: “Pode procurar que preço igual ao meu você não vai achar (...). Você não vai fechar já?”.

O que mais assusta o repórter não é o estado de espírito de M., o detalhamento do Linux dado por J. ou a sinceridade meio torta de P..

Nenhum deles, em momento algum, ofereceu cópias piratas do Windows para substituição dentro da loja. Isto não significa que a prática, garantida por alguns usuários ouvidos pelo IDG Now!, não aconteça em canais de varejo onde o Computador para Todos é comercializado.

O IDG Now! teve o cuidado de gravar todas as conversas que teve com os vendedores para a redação desta matéria.

IST promove exames sobre Linux


O Instituto Superior Técnico (IST) e a DRI, empresa representante do Linux Professional Institute em Portugal, assinaram um acordo de cooperação que permite aos alunos de informática do instituto a realização de exames de Certificação LPI a metade do preço. Esta redução visa dar aos estudantes de TI a oportunidade de valorizarem as suas capacidades sobre o sistema operativo Linux e as suas ferramentas associadas.
Para Arlindo Oliveira, presidente do Departamento de Engenharia Informática do IST, «o estabelecimento de relações deste tipo enquadra-se na política do departamento de incentivar as ligações entre a universidade e o tecido empresarial, e de fornecer aos alunos de Engenharia Informática do IST conhecimentos práticos que lhes permitam ser produtivos imediatamente após a sua inserção no mercado de trabalho».

IBM faz acordos para oferta de PCs sem sistema da Microsoft


A IBM firmou parceria na Áustria e Polônia para oferta de computadores sem sistemas Microsoft para o mercado do Leste Europeu, afirmou a IBM em comunicado nesta terça-feira.

A IBM informou que está oferecendo computadores com o sistema operacional de código aberto Linux juntamente com a distribuidora austríaca de software VDEL, da Red Hat, e a distribuidora de software e serviços LX Polska, da Polônia, em resposta à demanda dos executivos de tecnologia da informação da Rússia.

Os computadores serão equipados também com o software Lotus Symphony, da IBM, baseado em Open Document Format, um formato concorrente do Open XML da Microsoft, que a empresa de Bill Gates tenta fazer com que seja adotado como um padrão ISO aprovado internacionalmente.

A IBM, que vendeu sua unidade de PCs para a chinesa Lenovo, afirmou que o hardware seria fabricado por parceiros da VDEL e LX Polska.

Na Rússia, onde muitas grandes empresas e agências governamentais de serviços públicos estão montando sistemas de computadores pela primeira vez, está surgindo uma disputa entre a Microsoft e seus rivais, que oferecem alternativas de código livre.

A Microsoft faz campanhas educacionais de tecnologia na Rússia e no mês passado assinou um acordo com a MTS, maior operadora de telefonia móvel do país, para oferta de serviços e laptops de custo menor equipados com o sistema operacional Windows Vista para pequenas empresas.

A IBM afirmou que a linha de computadores com Linux que irá oferecer em parceria com a VDEL e LX Polska, chamada de Open Referent, irá reduzir pela metade os custos dos compradores com computador.

A gigante norte-americana afirmou que executivos de tecnologia da informação de organizações russas, incluindo o Ministério da Defesa, a companhia aérea Aeroflot e o banco privado Alfa Bank estão na lista de entidades que pediram PCs com sistema operacional livre.

Entrevista: Ballmer, da Microsoft, fala sobre Windows Server, Yahoo e Linux

Lançamento do Windows Server, virtualização, aquisição do Yahoo e promessas de interoperabilidade estão em pauta


A Microsoft lançou o Windows Server 2008, o SQL Server 2008 e o Visual Studio 2008, em um evento realizado em Los Angeles (Estados Unidos), em 27 de fevereiro. Depois do discurso dirigido aos profissionais de TI presentes na ocasião, a InformationWeek EUA teve a oportunidade de conversar com o CEO da Microsoft, Steve Ballmer.


Em uma entrevista com duração de 25 minutos, Ballmer falou sobre virtualização, Linux, as preocupações que os clientes podem ter sobre o lançamento do Windows Server 2008, o recente anúncio de "abertura" por parte da Microsoft; a futura aquisição da Yahoo (incluindo o destino do Flickr), e até mesmo sobre mainframes. Eis os principais pontos:


InformationWeek: Acredito que você considera que a VMware atuando de maneira agressiva na área de virtualização. Os clientes com quem conversei afirmam que a Microsoft está definitivamente atrasada neste setor. Você mencionou isso em sua palestra de hoje, com o atraso do Hyper V. O fato de a companhia estar iniciando agora no segmento da virtualização a coloca em desvantagem, em relação às concorrentes?

Ballmer: Como se sabe, a escolha está em ser, ou não, o primeiro a ter participação em um mercado. Creio que prefiro ser o primeiro. Mas é preciso lembrar que este mercado mal começou a ser explorado e, menos ainda em base instalada – menos de 5% de todos os sistemas estão virtualizados. A virtualização é um caminho complicado demais para se seguir; um caminho demasiadamente caro, atualmente, para que as pessoas possam tirar proveito dele, e está excessivamente isolada do restante de tudo o que acontece no desenvolvimento de aplicativos para a implementação e as operações de data centers. O que digo não é uma forma de criticar, trata-se apenas de se vamos nos dedicar efetivamente a esse caminho – se o fenômeno chegar a concretizar seu efeito total, então, teremos de democratizá-lo. Isso poderá ocorrer por meio da VMware, mas eles não têm demonstrado nenhuma iniciativa nesse sentido. Alguém pode argumentar que essa pode ser uma das alternativas do código aberto. Gosto daquilo que temos. Acho que assumimos a responsabilidade por esses problemas.

Isso não significa que outras empresas vão desistir. Obviamente, reconhecemos esse fato e proporcionamos boa interoperabilidade com a virtualização da VMware. Mas não creio nisso – existe uma simplicidade quanto ao desempenho, ao gerenciamento, ao gerenciamento integrado, e todos os outros fatores –, acredito que vamos fazer uma verdadeira diferença. Certamente, eu gostaria que, já há um ano, tivéssemos e fornecêssemos o que temos e estamos disponibilizando agora. Ou, quem sabe, há dois anos? É claro que sim. Mas pode acreditar: vamos fazer uma grande diferença.

InformationWeek: Uma das preocupações que descobri que as pessoas têm – certamente, com o lançamento do Vista e suas experiências anteriores com esses sistemas operacionais – é a preocupação referente à compatibilidade inicial com os aplicativos. Que tipo de coisas a Microsoft está realizando atualmente e que não fez antes para garantir aos clientes que eles poderão começar a migrar muito em breve para o Windows Server 2008?


Ballmer: Bem, obviamente, temos trabalhado muito, mesmo no que se refere ao Vista. Temos nos dedicado muito à compatibilidade dos aplicativos. Parte desse trabalho é direcionada ao código, mas a maior parte do nosso esforço está dirigida à nossa iniciativa relacionada a outros provedores de software, aos desenvolvedores de aplicativos, às ferramentas que ajudam as pessoas a obter melhor desempenho, etc. E isso não significa que conseguiremos concluir totalmente nosso trabalho, mas creio que essa é uma área na qual temos realizado um ótimo trabalho e, a verdade é que o fato de o Windows Server 2008 estar sendo lançado um ano depois do Vista realmente acaba ajudando muito no seu próprio lançamento.


Sendo assim, acho que deveremos prosseguir muito rapidamente daqui em diante. Sabe como é, se considerarmos isso, somente parte do que acontece no segmento de servidores se refere a aplicativos “sob medida” ou a aplicativos distribuídos por terceiros. Muito do que acontece no setor de servidores, francamente, tem muito a ver com a padronização de aplicativos. Todos os bancos de dados são compatíveis ou não? Todos os programas de e-mail são compatíveis ou não? Todas as ferramentas de gerenciamento de documentos e de colaboração, assim como o SharePoint, são compatíveis ou não? Acredito que uma porcentagem muito maior das máquinas forma o que chamamos de aplicativos padronizados, em vez dos aplicativos especializados. Isso não significa que os aplicativos padronizados não sejam importantes.

InformationWeek: Outro aspecto a se considerar é o Linux. Você disse que está ganhando terreno em relação ao Linux, e os relatórios de alguns analistas têm demonstrado isso. Mesmo assim, um quarto de nossos leitores disse que pretende aumentar sua proporção de servidores Linux em relação aos servidores da Microsoft. Como a Microsoft pode manter seu sucesso frente ao Linux e como você poderá convencer este um quarto de nossos leitores de que eles estão errados?


Ballmer: Bem, acredito que o que temos de fazer, em vez de convencer as pessoas de que elas estão erradas, é convencê-las de que o produto que fornecemos, de que a parceria estabelecida proporciona verdadeiro valor. E é nesse sentido que estamos fazendo um excelente trabalho. Quero dizer, o que importa é: Como vamos superar o Linux? O modo como uma companhia ultrapassa quaisquer outras de suas concorrentes: você pode agregar valor real, o que, nesse caso, significa um bom custo total de propriedade, certo? Porque, no final, o custo total de propriedade é o que realmente importa. E também o fato de que o Linux é código aberto, portanto, parece que seu custo é nulo – isso, torna mais fácil fazê-lo se destacar no aspecto que sempre faz a diferença, de qualquer forma, que é o custo total de propriedade. Hoje em dia, temos uma melhor proposição, eu creio, para o custo total de propriedade, e precisamos oferecer melhor valor onde este fator reflete os aplicativos que estão disponíveis, a qualidade das ferramentas.


Considere algo como o SharePoint, independentemente. Trata-se de um ótimo produto. A qualidade dos bancos de dados é uma excelente vantagem. A disponibilidade de ferramentas, do Visual Studio e .Net, e a capacidade de integrar aplicativos personalizados; tudo isso faz parte do valor e do custo total de propriedade. E acho que estamos tendo grande sucesso em nossa iniciativa. Nas áreas em que não estamos realizando um bom trabalho, temos menor participação. Por exemplo, nossa porcentagem de participação de mercado é menor no segmento de computação de alto desempenho. Isso representa 40% dos negócios relativos ao Linux. Realmente não entramos nesse mercado com o que se pode chamar de um produto aperfeiçoado, com alto nível de inovação e com grande valor agregado, até o ano passado. Agora, estamos “no jogo”, estamos conquistando participação no setor de carga de trabalho de computação de alto desempenho. Nesse sentido, a formula é antiga: mantenha os preços baixos, mantenha um alto grau de inovação, e faça com que o custo total de propriedade permaneça baixo.


InformationWeek: As questões relacionadas à interoperabilidade, à abertura e aos padrões representam um papel importante nessa concorrência com o Linux e também o código aberto?


Ballmer: Certamente que sim, essas questões são significativas. A interoperabilidade é uma via de mão-dupla – o concorrente tira participação de você, e você tira participação dele –, e sempre será assim. Tudo o que começa com a palavra “interoperabilidade” tem essa característica. O benefício de nossos clientes, o que é uma ótima coisa. Enquanto acreditamos que temos uma oportunidade de obter benefícios, você está considerando os riscos; acho que os riscos são de que a interoperabilidade faz mais mal do que bem. Não acredito que isso seja provável, mas de qualquer modo, a interoperabilidade está disponível para nós e também para as pessoas com quem você precisa interoperar.


Eu sempre costumava brincar com a IBM; sabe como é: estamos abrindo o segmento de desktop para eles, e eles estão abrindo o setor de mainframes e data centers para nós. E definir quem conseguirá convencer quem é uma boa coisa em termos de quem vence.

InformationWeek: Duas das principais preocupações que tenho ouvido sobre a aquisição do Yahoo se referem às principais diferenças de infra-estrutura entre Yahoo e Microsoft, e uma série de redundâncias de produtos. Craig Mundie realmente mencionou isso em uma palestra realizada para os profissionais da Goldman Sachs. Por que os clientes e investidores não estariam preocupados com esses fatores? InformationWeek: Você soube da matéria divulgada no New York Times, em que a IBM dizia que os mainframes estão voltando?

Ballmer: Eu realmente não sei se isso é verdade. Mas se eles poderão continuar a operar e se poderão aumentar seus rendimentos, essa é outra história. Mas se você realmente conversar com a maioria de seus leitores e disser que os mainframes estão realmente voltando à ativa, creio que você vai perceber que apenas 25% deles concordarão com essa declaração.


InformationWeek: Com todas as versões do Windows, você ouve pessoas dizendo: "Estou esperando pelo Service Pack 1". Muitas dessas pessoas fazem isso porque percebem a quantidade de “bugs” existente em uma versão inicial. A Microsoft vem dizendo que esta versão do Windows Server está entre os produtos que foram mais rigorosamente testados para serem lançados pela companhia. O que você pode dizer para comprovar isso?


Ballmer: Ele deriva da base de código do Vista. Por isso, todos os testes continuaram por mais um ano. Houve algum aperfeiçoamento e muitos testes foram feitos. Modificamos – há cerca de três ou quatro anos – nosso processo de desenvolvimento para podermos mudar para uma abordagem segura de ciclo de vida de desenvolvimento. E se você observar - a prova está nos resultados obtidos – todos os produtos que temos lançado com esse tipo de metodologia de desenvolvimento apresentam suscetibilidades e vulnerabilidades reduzidas, o que me faz sentir muito bem, e corroboro totalmente essa declaração.


Acredito que muitos clientes dirão: "Bom, resolvi que vou adiante". Algumas pessoas, sem dúvida, escolherão esperar pelos resultados apresentados pelo mercado, ou por um pacote de serviço.


InformationWeek: Existe uma expectativa no sentido de que as implementações de servidores poderão ser realizadas durante um período mais longo do que as de desktops?


Ballmer: Todo o processo necessário para que os servidores sejam implementados é muito diferente do que acontece com os desktops. As pessoas querem fazer parecer que os processos são os mesmos. Os usuários substituem ou atualizam os desktops; as pessoas, principalmente, acrescentam servidores. Ocasionalmente, alguém poderá redefinir a plataforma de um aplicativo servidor que está funcionando. Mas na maioria das vezes, um servidor não precisa que sua plataforma seja redefinida. Você tem apenas um desktop para uma pessoa; esse é o ambiente completo. Você pode modificá-lo ou não. Você pode deixar a carga de trabalho do SharePoint no Windows Server 2008 e manter a carga de trabalho da computação de alto desempenho no Linux, e alguma outra carga de trabalho da web no Windows Server 2003, e o usuário nem precisa saber disso. Por isso, a tendência é de que os servidores sejam acrescentados e de que os desktops sejam atualizados.


InformationWeek: Nesta era de consolidação de servidores, com a virtualização sendo considerada como uma próxima etapa para a consolidação, o Windows Server continua a ser um mecanismo de crescimento para a companhia. O que é responsável pelo contínuo acréscimo de servidores?


Ballmer: Em primeiro lugar, a virtualização é um estágio muito inicial, um fenômeno que está nascendo. Ou seja, eu já disse que menos de 5% dos servidores estão virtualizados. Em segundo lugar, temos definido os preços de nosso software do Windows Server de tal modo, que, na verdade, mesmo se os sistemas tenderem a se tornar mais consolidados, teremos uma oportunidade de continuar a participar financeiramente, não cobrando muito, mas o preço adequado. Cobramos mais por nossa edição corporativa e para data centers, e disponibilizamos mais máquinas virtuais, efetivamente, do que as que são executadas. Temos alguns preços que nos ajudam a continuar sustentando valor.


E, em terceiro lugar, a demanda absoluta; o número absoluto de aplicativos que as pessoas querem integrar e executar está ultrapassando qualquer capacidade que qualquer um de nós parece ter de reduzir cargas de trabalho. Provavelmente, o fator número quatro é o aumento de escala, que é como um uso mais intensivo de servidores por carga de trabalho. O modelo de aumento de escala é importante para muitos dos aplicativos de próxima geração para a web, que estão sendo executados. Eles não serão consolidados, pois irão em outra direção. Certamente, podemos verificar isso em um local como a Microsoft, com MSN ou Amazon ou eBay ou qualquer uma dessas empresas.



Ballmer: Honestamente, não tenho certeza de que os clientes vão pensar duas vezes a esse respeito. Ou seja, os clientes, agora, são consumidores e anunciantes. E o que quer que esteja acontecendo “nos bastidores”, esse é o tipo de problema que devemos resolver. Portanto, esses não são clientes corporativos. Trata-se de algo com que temos de lidar, portanto, não entendo o ponto de vista do cliente.


Dissemos aos acionistas: olhem, acreditamos que existe uma oportunidade de obter valor, de obter sinergia nesta combinação, e que temos uma série de idéias; conversamos a respeito de algumas áreas nas quais podemos ter sinergia. E, ao mesmo tempo, até que nós e o Yahoo tenhamos uma verdadeira discussão a esse respeito, isso ainda é muito prematuro, para ser mais específico.


InformationWeek: Creio que o aspecto com que os clientes podem estar preocupados a respeito, por exemplo, é o Flickr. Acontecerá alguma coisa em relação a ele ou ele “desaparecerá”?


Ballmer: Como eu disse, esse será um problema que teremos de resolver. E naturalmente, existem algumas questões a serem avaliadas. Não tenho certeza do porquê que uma coisa boa como o Flickr desaparecer do mercado, não sei por que alguém poderia levantar essa hipótese.

InformationWeek: Quanto à garantia de abertura que vocês anunciaram recentemente, uma coisa que eu realmente não consegui entender direito é se vocês sentem que a Microsoft está se dirigindo mais no sentido de adotar padrões abertos do que fez anteriormente? Essa é a primeira parte. E o segundo aspecto é: o que vocês esperam conseguir com esse crescente envolvimento com a comunidade de código aberto?
Ballmer: Creio que no que realmente trabalhamos para fazer a abertura foi sistematizar e formalizar e tornar digerível para os parceiros, os participantes da indústria, os clientes, etc. o modo como pensamos sobre a interoperabilidade e a compatibilidade entre padrões. Não dissemos, de modo algum, que não vamos nos dedicar à inovação. Não fizemos isso. Afirmamos que quando adotarmos padrões, seremos transparentes sobre o modo como faremos isso. Iremos adotar muitos padrões, e teremos de ser transparentes com relação a isso. Se nos desviarmos do que planejamos, também seremos transparentes a esse respeito.


Conversamos sobre o que eu chamo de um envolvimento transparente e aberto com os padrões da indústria, o que acredito que é muito bom. Posso até mesmo dizer que se trata do modo como estamos tentando realizar as coisas; outras pessoas podem discordar, mas em vez de discutir sobre isso, por que não estabelecer isso como um princípio? Vamos seguir esse princípio internamente e também com nossos clientes.


No caso do código aberto, temos vários tipos de projetos. A Microsoft sempre se esforçou para estar no centro de onde o trabalho inovador está acontecendo. Se o trabalho inovador estiver sendo realizado na comunidade de código aberto, quero que ele ocorra em nossas plataformas. Sempre estamos tentando fazer um trabalho inovador acontecer em nossos sistemas operacionais, e quero que o Windows seja o principal destino da inovação referente ao código aberto.


Ao mesmo tempo, alguns de nossos produtos têm, eles mesmos, concorrentes na área de código aberto. E iremos competir com os concorrentes que temos nesse segmento, assim como iremos interoperar com eles; e também faremos qualquer coisa que realizaríamos com um concorrente comercial. Se estivermos anunciando interoperabilidade para nos aproximar do Linux, estamos falando sobre proposição de valor e o que estamos tentando fazer para tirar a participação de mercado do Linux. Nesse sentido, o que se pode dizer é que o Windows compete com o Linux, e não que a Microsoft compete com o código aberto, não em termos gerais. O Windows compete com o Linux; o SQL Server compete com o MySQL, etc.

5 coisas que você vai adorar no Firefox 3


Depois de testar a versão Beta 2 do novo navegador, a jornalista do Computerworld faz uma análise dos pontos que mais gostou. Acompanhe.

Novas versões de aplicativos prediletos sempre são um pouco complicadas. Você quer acompanhar os novos tempos sem precisar consertar o que não está quebrado. Pensando nisso, dei uma olhada no recém-liberado Firefox 3 Beta 2 para descobrir o que podemos esperar da versão final, prevista para 2008.

O visual básico do browser não mudou e há poucos recursos novos. (A lista completa está nas notas da Mozilla sobre o release.) Alguns dos recursos novos no Firefox 3 não são óbvios, pelo menos para o usuário ocasional.

Entre outras coisas, a Mozilla incorporou novas arquiteturas de renderização de gráficos e texto em seu mecanismo de layout web Gecko 1.9 para aprimorar a renderização em CSS e SVG; vários recursos de segurança, como proteção contra malware e verificação de versão de seus add-ons; e suporte offline a aplicações web adequadamente codificadas.

Outras novidades são mais visíveis para os usuários finais, como a barra de menu que agora pergunta se você quer salvar uma senha que acabou de entrar. Eu me pergunto se o browser ficará pesado com recursos embutidos que já estavam disponíveis, como add-ons.

O Firefox 3 Beta 2 permite que você salve as tabs existentes quando fecha o aplicativo e aprimorou a capacidade de ampliar web pages, passando do texto à página inteira – recursos que já estavam disponíveis via extensões Tab Mix Plus e Image Zoom. No momento, parece que a nova versão vai escapar de uma crítica específica – o tamanho da memória é menor do que o da versão 2 – mas só o tempo dirá.

A propósito, se você quiser testar o novo beta, sinta-se à vontade, mas lembre-se de que é uma versão beta no sentido tradicional, não o tipo de beta eterno que você obtém, digamos, com Google Docs. Como resultado, ainda não há suporte a add-ons atuais. (Ou melhor, algumas extensões, como Adblock Plus, funcionarão com o Firefox 3 Beta 2, mas você deve ter cautela.) E ainda existem algumas falhas graves – por exemplo, você recebe uma mensagem de erro se tentar usar o formato de e-mail mais recente do Yahoo.

Dito isso, cinco recursos novos ou aprimorados do Firefox 3 Beta 2 atraíram especialmente minha atenção. São eles:

1. Downloads mais fáceis.
O antigo gerenciador de downloads era muito útil, mas a Mozilla fez alguns ajustes interessantes na nova versão. Ele agora lista não só o nome do arquivo, mas também a URL de onde foi baixado, e inclui um ícone que leva à informação sobre quando e onde você o baixou. (O link Remove foi removido do gerenciador de downloads – agora você tem que clicar com o botão direito do mouse para deletar uma listagem.)

O recurso novo que realmente aprovo, entretanto, é a capacidade de reiniciar um download que foi interrompido abruptamente porque o Firefox ou o sistema do usuário quebrou. Testei-o usando o gerenciador de tarefas para fechar o firefox.exe durante um download. Quando abri o Firefox de novo, o gerenciador de downloads reiniciou o download como se nada tivesse acontecido. Como desperdicei muito tempo ao longo dos anos lidando com downloads fracassados, gostei deste recurso.

2. Barra de endereços aprimorada.
A Mozilla também melhorou a função ‘autocomplete’ da barra de endereços (que a Mozilla chama de “barra local”) e tenho que admitir que a acho fantástica e útil. No Firefox 3 Beta 2, a função autocomplete não apenas oferece uma lista das URLs que você visitou, como também inclui sites que estão na sua lista de favoritos.

Você recebe uma lista clara de URLs e nomes de sites em texto grande e fácil de ler, com a frase digitada sublinhada. É muito fácil encontrar e retornar àquele web site “semi-lembrado” que você visitou alguns dias atrás.

3. Organizador de favoritos funcional.
Por falar em favoritos, as barras laterais e os gerenciadores de histórico/favoritos foram substituídos – ou melhor, reforçados – por um único Places Organizer, que utiliza o familiar formato de árvore na esquerda/lista na direita do Windows Explorer.

Ele oferece uma maneira simples e rápida de ler e gerenciar o histórico e os favoritos – incluindo a capacidade de editar imediatamente o nome, o local e as tags de um favorito, em vez de ter que entrar na caixa Propriedades (algo que realmente eu não gostava na versão 2).

4. Favoritos simplificados.
Na realidade, existem poucos recursos novos relacionados a favoritos. Alguns deles são pequenos, mas extremamente úteis. Agora você pode criar um favorito rapidamente com um duplo clique em uma estrela que aparece no lado direito da barra de endereços. Você também pode acrescentar tags para seus favoritos, o que funciona muito bem como uma ferramenta organizacional.

Há ainda uma nova pasta chamada Smart Bookmarks na barra de ferramentas. Ela oferece três categorias de favoritos -- Most Visited, Recently Bookmarked e Recent Tags – e é povoada automaticamente durante as sessões na web.

Como a maioria das pessoas, tenho a tendência de visitar regularmente uma série de sites, e posso ver que a lista Most Visited seria útil como um recurso de um clique para minha navegação diária. (É claro que eu poderia criar minha própria pasta para estes sites, mas é muito mais fácil deixar que o Firefox o faça.) Minha única crítica: uma lista Recently Visited também seria útil, mais até do que uma lista de sites que foram recém-marcados como favoritos.

5. Melhor gerenciamento de memória.
Sou grande fã do Firefox, mas houve uma época em que pensei em voltar para o Internet Explorer por causa de problemas com memória. Depois de algumas horas acrescentando e soltando tabs, o Firefox confiscaria 200MB de memória – nesta altura, normalmente eu teria que fechá-lo para evitar que meus outros aplicativos paralisassem. Era muito frustrante, principalmente quando o pessoal da Mozilla negava que isso fosse um problema.

Agora, o problema parece ter sido resolvido. A Mozilla anunciou que a nova versão lida melhor com o uso de memória. Por isso decidi fazer um modesto teste. Abri o Firefox 3 beta e minha cópia atual do Firefox 2.0.0.11 em sistemas diferentes.

O uso de memória inicial da versão atual (com add-ons desativados) foi de 25.740KB, cerca de 100KB a menos do que os 25.848KB do novo beta. Depois abri cinco tabs em ambas as versões, executei um vídeo do YouTube de dois minutos e fechei tudo, exceto a home page inicial. Nesta altura, o Firefox 3 Beta 2 estava utilizando 46.296KB de memória –2.500KB menos do que os 48.968KB que o Firefox 2 estava utilizando.

Não é um teste abrangente ou conclusivo, mas, se esta tendência se estender ao uso no longo prazo, antevejo a nova versão do Firefox consumindo muito menos memória do que a anterior.

De acordo com as notas da Mozilla sobre o Firefox 3 Beta 2, ainda há muito por vir. Isso tanto pode ser bom quanto ruim. O Firefox ganhou popularidade porque era enxuto e podia ser ajustado pelo usuário, e eu detestaria que a Mozilla perdesse este foco.

Certamente, se o Firefox 3 Beta 2 servir de indício, a equipe da Mozilla está sabendo muito bem equilibrar recursos novos com a filosofia básica de “não consertar o que não está quebrado”. Vamos torcer para que eles continuem seguindo este lema à medida que o tempo passa e o release final se aproxima.

Linux para o mercado SMB: lento, sólido ou ambos?


O avanço de open source por nas pequenas e médias é impulsionado pelo baixo custo do ciclo de vida, bem como outros fatores e há quem defenda que a adesão seja inevitável.

Para qualquer lugar que você se vira, hoje, esbarra em um fornecedor de olho no mercado de pequenas e médias empresas (SMBs). As SMBs estão se multiplicando e representam um segmento do mercado de TI que ainda não foi totalmente explorado por muitas organizações, incluindo os fornecedores de software de código aberto que alcançaram sucesso rápido junto às grandes empresas.

Os fornecedores se deparam com obstáculos para entrar no espaço das pequenas e médias empresas. Elas relutam a apostar em uma solução open source em um mercado dominado pela Microsoft. Querem soluções de TI que sejam fáceis de instalar, configurar e manter. A marcha dos fornecedores de software de código aberto, portanto, é lenta, mas está acontecendo.

Quase três anos atrás, a AMI Partners pesquisou a participação do Linux no mercado SMB. O estudo mostrou que o Linux estava presente em aproximadamente um quarto de todas as empresas com 100 a 249 funcionários. A concentração maior de usuários Linux foi encontrada no setor de serviços.

Na verdade, muitas SMBs que utilizam Linux e software open source atuam na indústria de TI e já são familiarizadas com soluções open source e sua configuração e manutenção. As revendas estão integrando soluções de código aberto às suas ofertas para o mercado SMB.

A Avocent, empresa de TI que oferece produtos de gerenciamento, incluindo equipamento KVM e console serial, delineou uma estratégia de negócio destinada a capitalizar o mercado SMB. A Avocent lançou um produto de gerenciamento de servidor Linux desenvolvido especificamente para este mercado.

“As pequenas empresas querem economizar dinheiro em tecnologia”, diz Kamini Rupani, diretor de produto da Avocent. “Em uma época de licenciamento rigoroso, custos de software crescentes e baixos custos iniciais do Linux e seu arsenal de ferramentas, as SMBs estão adotando a estratégia de cogitar software open source. O Linux é apropriado para organizações menores porque permite escalas como incremento sem grandes gastos monetários iniciais. As SMBs podem se adequar para melhor suprir suas necessidades com Linux”, afirma.

Entre outras economias associadas ao código aberto, está o uso de servidores Linux em uma variedade de funções – por exemplo, como servidor de arquivos e servidor web. Os servidores Linux também podem atender um grande número de usuários sem custo extra além do hardware adicional.

Heather Boyer, diretor de gerenciamento de produto da Verio, fornecedora de rede IP (Internet Protocol), credita o atrativo do Linux e de soluções de código aberto no mercado SMB a três fatores: redução de custos, fim da dependência em relação a um único fornecedor e maior segurança.

A Microsoft está abraçando apaixonadamente o mercado SMB, mas o argumento de Boyer de “fim da dependência em relação a um único fornecedor” é algo a que a SMB não se oporia.

“As pessoas estão aprendendo que software proprietário de uma única fonte é ruim para o negócio no longo prazo. Além de ficarem condenadas a pagar preços mais altos ao longo da vida útil do produto, em muitos casos a tecnologia proprietária não é adequada para resolver diretamente os problemas de negócio que elas estão enfrentando”, diz Dave Roberts, vice-presidente de estratégia da Vyatta, que fornece uma solução roteador e firewall open source baseada em Linux.

Segundo ele, o código aberto permite que as pessoas façam modificações e adaptem a solução ao seu problema específico. Em muitas situações, consultores e parceiros de negócio estão ajudando-as a desenvolver o sistema de que precisam utilizando o open source como matéria-prima.

O avanço de open source por SMBs é impulsionado pelo custo mais baixo de seu ciclo de vida, bem como outros fatores. “O ritmo de implementações de Linux está tão veloz que talvez se torne difícil mantê-lo. Mas a adoção crescente, esteada em diversas motivações, dependendo da região, é uma evidência convincente para outros que estão cogitando o Linux”, acrescenta Rupani.

“O Linux oferece flexibilidade, propriedade e segurança a baixo custo. Com uma variedade de cenários de retorno do investimento para governo, negócio e educação, o Linux está acelerando não só a inovação tecnológica, mas também o desenvolvimento econômico e social em todo o mundo”, diz.

Segundo Boyer, as grandes empresas que adotam open source ajudam a conquistar as mentes e os corações de SMBs. “O endosso de governos asiáticos e europeus está aumentando a credibilidade das soluções open source e até fomentando esforços concentrados para eliminar a dependência em relação a um único fornecedor”, afirma Boyer. “Nos últimos anos, o aumento do suporte de fornecedores estabelecidos contribuiu para conscientizar mais as SMBs e está impulsionando a adoção do Linux de uma maneira geral.”

De acordo com Ellen Libenson, vice-presidente de gerenciamento de produto da Symark, que oferece soluções de gerenciamento de senha e usuário para ambientes Unix e Linux, um dos fatores de custo importantes a favor do Linux nas SMBs é ser implementado, normalmente, em hardware commodity que elas podem adquirir ou trocar em uma loja de informática local.

“Os custos de manutenção iniciais e contínuos são muito razoáveis em comparação a hardware proprietário”, diz Libenson. “O que se tornou uma nova e importante tendência é a maturidade do processo de instalação e configuração”, acrescenta.

Montar uma rede baseada em Linux costumava ser um esforço de configuração. Entretanto, a maioria das distribuições de servidor Linux agora inclui funcionalidade de implementação e gerenciamento que as transformam em acréscimos lógicos à rede baseada em Microsoft de uma SMB.

Gerald Carter, da Likewise Software, tem um tutorial popular na LinuxWorld Conference & Expo que ensina a integrar novos servidores Linux em um ambiente Microsoft Active Directory. Agora, um produto Likewise open source, o Likewise Open, foi integrado a várias distribuições Linux populares, tornando mais fácil incorporar um servidor Linux a um ambiente Active Directory existente.

Outros dados de pesquisas
Alguns acham que a incursão do Linux e de open source no espaço SMB não é tão sólida quanto pode parecer. Outra empresa de pesquisa de TI, The 451 Group, descobriu que isso ainda vai demorar um pouco para acontecer de fato.

De acordo com o estudo, o segmento SMB é responsável por menos de 50% da receita de quase três quartos dos fornecedores de open source. Metade dos fornecedores acredita que o segmento SMB contribuirá para um crescimento significativo do seu negócio no futuro e para cerca de um terço isso não acontecerá.

A pesquisa do The 451 Group revela ainda que o domínio da Microsoft no mercado SMB é uma barreira expressiva para muitos fornecedores de software open source que tentam se infiltrar nele, e é improvável que qualquer mudança ocorra em breve.

Produtos Windows e Office, por exemplo, são suportados por um leque respeitável de profissionais com certificação MCSE (Microsoft Certified Systems Engineer). Em contrapartida, os profissionais com certificação em open source para a comunidade SMB são escassos.

O levantamento do The 451 Group aponta que as áreas mais amadurecidas de adoção de código aberto no nicho SMB serão aquelas com menor domínio da Microsoft.

Será difícil enfraquecer a influência da Microsoft na América do Norte, mas na Ásia, Europa, Índia, América do Sul e em outras regiões o crescimento de Linux e de software open source deverá ser rápido, alimentado por diretrizes e preferências governamentais e comerciais locais”, diz Jay Lyman, analista do The 451 Group, em um comunicado divulgado junto com a pesquisa.

Ainda assim, persiste o paradigma de que o Linux veio para ficar e que as pequenas e médias empresas são a próxima grande mina de ouro. Este paradigma já existe há alguns anos e mais cedo ou mais tarde o Linux será parte integrante da infra-estrutura de TI das SMBs.

“O código aberto é uma tendência do mundo de TI: resistência é fútil”, afirma Roberts, da Vyatta. “Em algum momento, você será assimilado. É difícil dizer se acontecerá em 3, 5 anos ou mesmo 10 ou 20 anos, mas a tendência, definitivamente, é essa”, decreta.

Linux no celular: Ubuntu Mobile

Todos querem estar nos celulares! Esta afirmação se torna cada vez mais forte a cada anuncio envolvendo novos sistemas operacionais para celulares. A Canonical, organização que mantém a distribuição Ubuntu, divulgou hoje as primeiras imagens do projeto Ubuntu Mobile que deve ser lançado em breve.

Ubuntu Mobile irá incluir suporte touch-screen e ícones grandes para uma navegação fácil através dos dedos. Utilizará o navegador Firefox como padrão, além do suporte a Flash 9, Java, e praticamente tudo que precisa para acessar os mais modernos web sites.

Algumas das aplicações incluem:

* Skype com suporte a vídeo
* Players de Áudio e vídeo
* Cliente de e-mail com suporte a POP e IMAP
* Leitor de RSS
* PIM software