Durante o concurso para hackers PWN 2 OWN, na conferência CanSecWest, muitas empresas tiveram seus sistemas invadidos. Primeiro, veio o MacBookAir. Depois, um pequeno laptop da Fujitsu, rodando o Windows Vista. Mas foi o Linux, rodando em um Sony Vaio, que se manteve intacto.


Na semana do concurso, patrocinadores do evento ofereceram três laptops para que os usuários tentassem invadir seus sistemas e rodar seus próprios softwares, por um prêmio de 10 mil dólares.

No segundo dia, Charlie Miller, do Independent Security Evaluators, invadiu o Mac em dois minutos, se aproveitando de uma falha ainda não revelada que explora o navegador Safari.

Após dois dias de trabalho, o Vista foi invadido por Shane Macaulay - que contou com a ajuda de alguns amigos.

Macaulay foi vice-campeão do concurso de 2007, e usou alguns truques do pesquisador Alexander Sotirov, da Vmware. Isto ocorreu porque ele não esperava ter que invadir o Service Pack 1 do Vista, que tem medidas adicionais de segurança.

Sob as regras do concurso, Macauley e Miller não podem divulgar detalhes específicos sobre os bugs até que eles sejam ajustados, mas Macaulay conta que a falha explorada era um bug de plataformas múltiplas, que usa códigos Java para contornar a segurança do Vista.

“Esta falha também pode afetar o Linux ou o Mac OS X”, alertou Macauley. Por sua vez, a TippingPoint afirmou, em um post, que o bug encontrado pelo pesquisador também está presente no Flash Player da Adobe, e a empresa trabalha em um ajuste.

Apesar de muitos terem tentado invadir o Linux, ninguém o fez, afirma a diretora de respostas de segurança da TippingPoint, Terri Forslof. “Fiquei surpresa por ninguém ter conseguido.”

Embora algumas pessoas tenham encontrado bugs no sistema operacional, muitas não conseguiram desenvolver um código de exploração para ganhar o concurso.


A Adobe anunciou ontem uma nova versão do seu software de desenvolvimento multiplataforma, que será compatível com o sistema operativo Linux, isto no mesmo dia em que tornou público um acordo com a Fundação Linux.

De acordo com a fabricante, o AIR - Adobe Integrated Runtime -, um plug-in que permite iniciar e criar aplicações Web tanto em modo online como offline, surge na versão alfa, melhorando a oferta anterior, lançada no mês passado.

Para além desta versão ser compatível com Linux está também preparada para funcionar com dispositivos móveis.

No que se refere ao acordo com a Fundação Linux, a Adobe refere que o objectivo é impulsionar o desenvolvimento de RIA - Rich Internet Aplications, compatíveis com o sistema operativo de código aberto. Com esta união, a fabricante junta-se a empresas como a Hewlett-Packard, IBM, Google a Nokia, que já são membros da fundação.

De acordo a C|net, a empresa está ainda a preparar o lançamento de uma nova versão do editor de imagens Photoshop, desta vez compatível com Linux.


A LiMo Foundation exibiu um novo sistema operacional baseado em Linux para smartphones.

A fundação mostra detalhes do sistema LiMo Platform Release esta semana, durante feira de telefonia móvel em Las Vegas.

O sistema tem apoio de importantes fabricantes e operadoras, como Samsung, Motorola, Vodafone, NTT DoCoMo e Texas Instruments.

A LiMo propõe um sistema operacional que unifique os esforços em Linux para dispositivos móveis e seja uma alternativa ao Windows Mobile e Symbian, ambos controlados por grandes empresas, Microsoft e Nokia respectivamente, diz a fundação.

Esforço similar foi feito pelo Google ao desenvolver o Android, que conta com o apoio de diversas companhias telecom.

A LiMo diz, no entanto, que seu sistema permite aos fabricantes de smartphones adaptar a interface do sistema com maior liberdade que o Android, o que lhe permitirá disputar um nicho diferente do Android no crescente mercado de telefones móveis.


Dia 29/03 foi o último dia para que os países membros da Organização Internacional para Padronização (em inglês: International Organization for Standardization — ISO) pudessem rever ou confirmar o voto dado na primeira rodada do processo decisório relativo à padronização do controverso formato de arquivos proposto pela Microsoft, o Office Open XML (OOXML), ocorrida em setembro de 2007. Ao todo, 157 países foram convocados para decidir definitivamente se aceitavam que o OOXML fosse declarado um padrão ISO, através de um processo conhecido como fast-track, possível apenas porque o padrão proposto já é um padrão ECMA.

Assim como o Brasil, Canadá, Cuba, França, Japão e Índia — para citar apenas alguns — já haviam se manifestado contra a padronização. Especialmente a posição da França teria sido uma surpresa amarga para a Microsoft, que, de acordo com diversos observadores, esperava pelo menos uma abstenção, o que não foi o caso: segundo matéria publicada no jornal Les Echos, "a França deverá se unir ao Brasil, à Índia e à Cuba para dizer 'não' à Microsoft". Entretanto, há boatos de que ninguém menos que o próprio Bill Gates estaria em contato com a Associação Francesa de Normatização (do francês, Association Française de Normalisation — AFNOR), no intuito de oferecer "aconselhamento" à associação no que tange à especificação proposta de formatos de arquivos de aplicativos de escritório.

Surpreendente deverá também ser a mudança de um claro 'não' à especificação, para um decidido 'sim' ao OOXML, por parte do Instituto Britânico de Padrões (do inglês, British Standards Institution — BSI). Segundo relatos de observadores do trabalho do comitê executivo do BSI na Inglaterra, somente a IBM teria se manifestado a favor da especificação concorrente, o Open Document Format, que já é um padrão ISO, e se posicionado contra o formato proposto pela Microsoft.

A Associação Suíça de Normas (do alemão, Schweizerische Normenvereinigung — SNV), deverá votar a favor da padronização, segundo informações do portal de tecnologia alemão heise Online, que alega dispor de um documento oficial com essa informação, de autoria do próprio presidente do comitê suíço correspondente (o UK14), Hans-Rudolf Thomann. O processo no comitê suíço teria, no entanto, apresentado irregularidades, uma vez que, segundo uma petição encaminhada aos membros do órgão pela Free Software Foundation Europe (FSFE), "os erros constatados nas mais de 6.000 páginas da especificação poderiam somente, de acordo com o comitê, levar a uma rejeição do formato como padrão ISO." Esse seria o consenso a que a maioria dos membros do comitê teria chegado após a análise técnica da especificação proposta e, mesmo que a direção da SNV, por conta de questões regimentais, não possa aceitar o 'não' do grupo de trabalho correspondente, a associação deveria se posicionar a favor de uma abstenção junto à ISO. "Não se pode admitir a criação de regras novas apenas para aceitar o OOXML."

O presidente do comitê suíço contestou a petição da FSFE com o argumento — que, ao nosso ver, carece de substância — de que ao menos não teria havido nenhuma piora na especificação da Microsoft, e que somente uma tal piora justificaria um 'não' à proposta de padronização. Os comentários do voto anterior da SNV ("Sim, com comentários"), que traziam uma série de sugestões de melhorias para a especificação, não teriam que ser considerados em sua totalidade, e não pesam contra o seu aceite. O voto a favor da proposta, emitido em setembro do ano passado, seria independente dos comentários formulados. Segundo Hans-Rudolf Thomann, somente um voto "Não, com comentários", obrigaria a Microsoft a considerar os comentários e fazer as alterações sugeridas. Por isso, a petição para modificar o posicionamento da Suíça a respeito da especificação não teria substância.

O processo de votação no comitê polonês foi também alvo de acusações de irregularidade, conforme noticiamos recentemente. Neste caso, as acusações são ainda mais graves, contando com nuances "picantes" e um processo de votação totalmente arbitrário. De acordo com informações coletadas do site polishlinux.org, a presidente do comitê executivo do Bureau Polonês de Normatização (do polonês, Polski Komitet Normalizacyjny — PKN), Elżbieta Andrukiewicz, numa situação sem precendentes nos 84 anos de existência do referido bureau, teria escondido uma carta do presidente do próprio PKN, Tomasz Schweitzer, segundo a qual, em vista da falta de consenso entre apoiadores e detratores da especificação do OOXML, sua recomendação para o voto final polonês seria a abstenção. Como se não bastasse, ela ainda teria "orientado" os membros do comitê com o mesmo "slide secreto", sobre o qual um dos delegados do comitê brasileiro escreveu, e que afirma que 98% dos problemas encontrados na especificação do OOXML já teriam sido resolvidos. O autor do referido slide seria um gerente da Microsoft na Holanda. Andrukiewicz obviamente não concordou com nenhuma dessas acusações, e ameaçou processar qualquer um que as revelasse.

Para finalizar, como não se chegou a um consenso somente com os membros presentes, Andrukiewicz permitiu que os votos dos ausentes fossem coletados via email, sem ter entretanto avisado que aqueles que não manifestassem seu voto por essa via estariam implicitamente votando a favor da especificação. Resultado: dos 24 membros do comitê que no final das contas votaram a favor do OOXML, 7 não votaram realmente, 13 votaram contra e 4 se abstiveram. A União Européia já está investigando o processo polonês com base nessas reclamações.

Na Alemanha o processo também foi conturbado. O famoso Instituto Alemão para Normatização (do alemão, Deutsches Institut für Normung — DIN), criador, entre outros, do padrão de papel A4, utilizado no Brasil, publicou o resultado da votação do seu comitê executivo sobre a proposta do padrão da Microsoft. O resultado foi mais do que apertado: 7 votos a favor da manutenção do resultado da primeira votação (de setembro de 2007), 6 contra e 7 abstenções, sendo que o Voto de Minerva veio do presidente do próprio DIN. Esse voto foi decisivo e evitou uma abstenção da Alemanha no processo. O presidente do instituto alemão teria resolvido participar da votação pois não se tratava de uma "questão técnica". O mais pitoresco nessa história é que nem houve a possibilidade do 'não' ao OOXML na segunda rodada de votação na Alemanha. O instituto ressaltou que a decisão técnica do grupo de trabalho, apresentada no ano passado e que teria levado à decisão a favor da especificação, não era objeto de reavaliação, de modo que não seria possível uma rejeição da proposta: somente a abstenção ou a aceitação, que parece ter sido "extraída a fórceps".

A contagem final deve sair hoje (31/03) e vamos acompanhá-la de perto. Entretanto, com a saraivada de irregularidades que vêm sendo reportadas desde o início do processo de submissão da especificação do OOXML à ISO, resta saber se instituições idôneas — muitas delas centenárias — de normatização no mundo inteiro permanecerão incólumes diante do poder econômico, do lobby e do jogo de conveniências de corporações e governos. Padrões são definidos por instituições sem finalidades lucrativas, com o objetivo puro e simples de servir à sociedade e minorar o gap de comunicação entre os seus países membros. Se eles ficam à deriva e ao sabor dos ventos e marés dos interesses econômicos, a sociedade inevitavelmente sofre. Da mesma forma, a imagem dessas instituições normativas está sob prova no momento. A aceitação ou rejeição do formato como padrão ISO não pode ficar na dependência dos interesses de qualquer empresa que seja, independentemente de quem seja beneficiado ou prejudicado. A sociedade tem a primazia do benefício nesse caso, e é essa preferência que cabe a essas instituições resguardar.

Novell e SAP reforçam parceria


A Novell e a SAP reforçaram a sua parceria com o objcetivo de permitir aos clientes de todas as dimensões utilizarem o Linux nas suas aplicações de missão crítica. A extensão da parceria aumenta o compromisso da SAP com a comunidade open source.

Trata-se do primeiro acordo do género entre um fornecedor de aplicações e um distribuidor de Linux, e inclui: a criação de uma versão optimizada para SAP do SUSE Linux Enterprise Server , a criação de uma solução SAP Business All-in-One baseada no SUSE Linux Enterprise Server ; a integração do Novell Identity Manager com o SAP GRC Access Control ; a integração do Novell ZENworks Orchestrator com a ferramenta Adapting Computing Controler dentro do SAP Netweaver. “À medida que o Linux continua a crescer como plataforma principal para suportar aplicações de negócio, tornam-se cada vez mais importantes as relações de colaboração entre fornecedores de software aplicacional, como a SAP, e fornecedores de software de infra-estrutura, como a Novell”, declarou Al Gillen, Vice-Presidente de Pesquisa da IDC. “Este esforço de desenvolvimento, suporte e comercialização torna possível à SAP e à Novell disponibilizar uma solução melhor integrada e tecnicamente mais completa do que os utilizadores poderiam alcançar se juntassem as mesmas peças por sua conta. O resultado final é uma diminuição clara da barreira para adoptar aplicações SAP, em particular nas PME, e um mercado mais alargado para o SUSE Linux Enterprise Server.” Novas ofertas de virtualização SAP-Novell A Novell e a SAP irão integrar o ZENworks Orchestrator, a solução de gestão da virtualização multi-plataforma da Novell, com a ferramenta Adaptive Computing Controller dentro da plataforma tecnológica SAP NetWeaver.

Microsoft contribuirá com Apache


A Microsoft anunciou que passará a contribuir com doação de código para o Projeto POI da Apache Software Foundation. O projeto consiste em uma biblioteca Java para leitura e escrita de arquivos nos formatos do Microsoft Office e, no momento, permite apenas a operação com arquivos do aplicativo de planilhas eletrônicas Excel, com o suporte aos outros aplicativos do pacote proprietário planejado para breve.

O nome do projeto é um acrônimo de Poor Obfuscation Implementation (Implementação de Ofuscação Ruim), em referência à complexidade dos formatos proprietários da gigante do software proprietário.

O objetivo da Microsoft com a colaboração é implementar no projeto POI o suporte a seu controverso formato Office Open XML (OOXML, como é mais conhecido). A SourceSense, empresa de consultoria especializada em Código Aberto, também participará do processo.

A empresa de Steve Ballmer afirmou, por meio de seu diretor de estratégia de tecnologia de plataformas, Sam Ramji, que essa iniciativa faz parte de sua mudança de estratégia, anunciada recentemente, de se aproximar do Código Aberto por meio da publicação de especificações de formatos.

Que tal dar uma olhada antecipada nos recursos que o OOo vai incluir a partir de sua versão 3.0?

O que eu mais gostei, por atender a uma demanda da qual eu compartilho, é a edição no Writer em um modo que exibe simultaneamente múltiplas páginas. Mas as notas de revisão na margem também me agradaram, assim como as tabelas no Impress e as barras de erro nos gráficos do Calc. E tem vários outros recursos mencionados no artigo.

Saiba mais (slashdot.org).

Agora fico no aguardo da inclusão como default do recurso mostrado acima: a tela secundária para uso exclusivo do apresentador, no Impress. No caso de uso mais comum, enquanto o projetor exibe a apresentação normalmente, ela exibe na tela do PC o slide atual, as anotações dele, o próximo slide e o contador de tempo. A idéia não é nova, e torço para que seja incorporada a tempo do 3.0.

Eu também já testei, e tirei a screenshot que ilustra a notícia, a partir de uma ilustração de Frank Cho. Funcionou bem, embora não substitua o Gimp para os meus usos. O relato do Christian dá os detalhes:

“Não sou artista gráfico (apesar de trabalhar às vezes com imagens) e o GIMP sempre atendeu minhas exigências. Mas para aqueles que não conseguem viver sem o Photoshop no Mac/Win, ou que apelavam para o usar com o Wine, agora há uma alternativa a mais: Photoshop Express.

Trata-se de uma versão básica e gratuita, para ser usada apenas pela internet. Já fiz meu test-drive, e no Ubuntu 7.10 com Flash 9 rodou redondinho. Achei que interface simplificada também ajudou, já que o GIMP e Photoshop as vezes parecem esconder os filtros em vários submenus.”

Enviado por Christian Ferreira (christian·linuxΘgmail·com) - referência (photoshop.com).

Red Hat Enterprise Linux Desktop

Uma solução atraente e altamente produtiva para usuários de laptop e de desktop. Inclui o pacote Office, o browser Firefox, aplicações de email, mensagens instantâneas, wireless e networking, ferramentas gráficas, detecção automática de câmeras e impressoras, gráficos 3D no gerenciamento da área de trabalho, firewall embutido e administração do sistema via interface web.Uma solução atraente e altamente produtiva para usuários de laptop e de desktop. Inclui o pacote Office, o browser Firefox, aplicações de email, mensagens instantâneas, wireless e networking, ferramentas gráficas, detecção automática de câmeras e impressoras, gráficos 3D no gerenciamento da área de trabalho, firewall embutido e administração do sistema via interface web.

A Red Hat oferece uma ferramenta simples e de rápida implementação que permite a um administrador de sistemas gerenciar uma configuração de desktops complexa e geograficamente dispersa a partir de um único console via web. Quer sejam 10 ou 10 mil sistemas desktop, o esforço de administração do sistema é o mesmo.

Características do Red Hat Enterprise Linux Desktop

Segurança:

O Linux tem a reputação de ser um sistema operacional muito seguro. A Red Hat ampliou a vantagem de segurança do Linux ao desenvolver um esquema de defesa em camadas para manter os sistemas desktop seguros.

Desde aplicativos mais seguros até a possibilidade de ter novas características de segurança ou de acrescentar características kernel para bloquear o buffer overflow, SPAM, ou de desenvolver características de segurança militar com a Agência de Segurança Nacional Americana (NSA), a Red Hat torna fácil proteger um desktop de ameaças externas e internas.

Gerenciamento:

A Red Hat oferece uma ferramenta simples e de rápida implementação que permite a um administrador de sistemas gerenciar uma configuração de desktops complexa e geograficamente dispersa a partir de um único console via web.

É o Red Hat Network, que permite a um administrador de sistemas atualizar, agrupar, configurar e provisionar sistemas desktop de forma remota. Quer sejam 10 ou 10 mil sistemas desktop, o esforço de administração do sistema é o mesmo. Isto permite que parte do seu pessoal de desktop seja remanejado para outros projetos.

Interoperabilidade:

Os aplicativos não só vêm num pacote com um sistema desktop Red Hat totalmente interoperável com os formatos Microsoft, como também a Red Hat inclui outras tecnologias para permitir que um desktop Red Hat se integre num ambiente Microsoft.

Aplicativos:

O Red Hat Enterprise Linux Desktop inclui os aplicativos para desktop mais utilizados no mundo open source, sem nenhum custo adicional. Possuindo todas as características e interfaces intuitivas, esses aplicativos tornam seus usuários produtivos com pouca necessidade de novos treinamentos.

E todos esses aplicativos são completamente interoperáveis com seus equivalentes Microsoft. Isto significa que você pode criar, visualizar e editar documentos, e-mails, vídeos ou áudios formatados na Microsoft e alavancar os investimentos que você já fez.

Experiência do Usuário:

A filosofia de projeto da Red Hat é prover aplicativos eficientes e intuitivos, criando uma experiência positiva para o usuário. Isto envolve grandes melhorias em tudo, desde o OpenOffice e o Firefox até o suporte a redes, o suporte a laptop, o suporte a periféricos, os recursos gráficos, a multimídia, e assim por diante. Tudo isto garante que seus usuários sejam mais produtivos com uma necessidade mínima de treinamento.

O Red Hat Enterprise Linux Desktop está disponível em 4 opções:

A Red Hat garante que as empresas podem continuar implantando o Linux sem ter medo dos "castigos jurídicos" da Microsoft, mesmo com as constantes ameaças da empresa.
redhat

Em resposta as criticas de Ballmer, o time da Red Hat diz que a comunidade que desenvolve códigos Open Source, representam uma forma de desenvolvimento saudável, e é tão seguro quanto o código proprietário.
De acordo com um blog da Red Hat:
"Nos estamos cintes que não tem nenhuma ação judicial contra patentes do Linux"

180px-red_hat_image002Durante a apresentação do sistema operacional corporativo RHEL5 (Red Hat Enterprise Linux 5), da Red Hat, Gabriel Szulik, general manager da empresa para a América Latina, fez uma declaração polêmica em relação ao acordo de interoperabilidade entre a Microsoft e Novell. Segundo ele, a Red Hat “não venderá a alma como fez a Novell”.
De acordo com Julián Somodi, gerente geral da Red Hat para a América do Sul, a companhia vende valor e não preços. Segundo ele, a Red Hat não tem motivos para entrar numa guerra de preços independente do acordo entre a Novell e a Microsoft. “Somos os primeiros do mercado e temos como clientes algumas das principais empresas e governos do mundo. Não há por que iniciarmos uma guerra de preços.”

Segundo Szulik, a Red Hat está aberta com à discussões de parcerias com outras empresas. No entanto, para Szulik, tem de haver uma colaboração mútua. “Se a Microsoft está interessada em interoperabilidade, eles têm de abrir suas principais plataformas como o Office, ao Linux. E eles não parecem interessados.”. Para complementar a polêmica, o executivo da Red Hat disse que “a Microsoft não detém nem mesmo 10% das patentes de softwares no mundo. Empresas como IBM e Philips detém um número de patentes bem maior e são parceiras da Red Hat”.

Acordo entre Microsoft e Novell

Assinado no início de novembro, o acordo prevê a distribuição, em cinco anos, de 350 mil sistemas operacionais SUSE Linux para a base de clientes que já usam Windows. O objetivo da empreitada é atender a demanda de usuários de tecnologia da informação que manifestaram interesse em rodar tanto Linux quanto Windows com interoperabilidade garantida.

Quando o acordo entre as empresas foi assinado, ficou combinado que tanto a Microsoft quanto a Novell não entrariam com processos contra consumidores que usassem os produtos de ambas as empresas em suas máquinas. O efeito do acordo, segundo comunicado da Novell, era dar liberdade para que os consumidores pudessem pedir suporte para ambas as empresas caso tivessem dificuldades na operação dos sistemas.

Foto: Divulgação

O especialista em tecnologia Charlie Miller ganhou notoriedade por ter quebrado o código do iPhone no ano passado. Já em 2008 seu grande feito foi registrado na quinta-feira (27), quando ele conseguiu invadir um MacBook Air, também da Apple, em apenas dois minutos.

De acordo com o site “Macworld”, ao cumprir o desafio do evento de segurança PWN 2 OWN, realizado nos EUA, ele embolsou um prêmio de US$ 10 mil (cerca de R$ 17,4 mil) e levou o MacBook Air. Os organizadores do evento disponibilizaram o notebook da Apple, um Sony Vaio e um Fujitsu U810 para os participantes.

Aqueles que conseguissem invadir as máquinas poderiam levá-las para casa.

Em 2005, Miller ganhou US$ 50 mil pela descoberta de uma falha no sistema operacional Linux – a informação foi comprada por uma agência governamental, diz o “Macworld”.

Ninguém conseguiu completar o desafio no início do evento, quando as regras eram mais rígidas. Na quinta-feira, no entanto, elas ficaram mais flexíveis e os competidores puderam usar as máquinas para visitar sites e abrir mensagens de e-mail. O MacBook foi o único portátil invadido na quinta, mas os participantes acreditam que o mesmo acontecerá nesta sexta (28) com as outras máquinas, que rodam Linux e Windows.

De acordo com o “Macworld”, as regras determinavam que os competidores só poderiam tirar vantagem dos programas já instalados nos notebooks. Por isso, continua o site, a falha explorada pode ter sido encontrada no navegador Safari, da Apple.


Pesquisa realizada pela ISF (Instituto Sem Fronteiras) revelou que 73% das grandes empresas brasileiras, com mais de mil funcionários, utilizam softwares livres. Entre as menores empresas que participaram do estudo, aquelas com até 99 colaboradores, 31% demonstram essa mesma preferência. Entretanto, quando analisada a adoção de um software livre no servidor, o índice é de 56% no total de empresas avaliadas, sem distinção do porte, informou o site InfoMoney.

Ficou claro o equívoco existente na crença geral, de que o software livre seria utilizado em maior escala pelas empresas pequenas, que enfrentam mais dificuldades financeiras. Por exemplo, no caso do software livre usado como sistema operacional, o Linux, o índice mais alto de adoção é registrado as maiores empresas que participaram do estudo: 53%.

A lógica é clara: quanto maior a organização, há mais riscos referentes ao uso de softwares piratas. O professor de pós-graduação em redes da FIAP (Faculdade de Informática e Administração Paulista), Marcelo Okano, a multa para a empresa pega ou denunciada por se beneficiar da pirataria é 'altíssima', variando entre 10 vezes e 3 mil vezes o valor do programa original.

Quanto aos computadores, em 12 meses, houve um avanço de 12,4% no uso do softwares livres nos PCs das empresas que já os utilizam. Por outro lado, a pesquisa revelou que 53% dos entrevistados não utilizam softwares livres nos PCs e que apenas 1% das organizações os usam em seus computadores de forma integral. 'Embora pareça pouco, transpondo este percentual para o universo de empresas brasileiras, os números são consideráveis', esclarece o ISF.

O Instituto Sem Fronteiras salienta que os sistemas operacionais baseados em software livre estão de acordo com as especificações e expectativas técnicas de áreas em que há grande volume de transações e processamento de dados, bem como armazenamento. 'Segurança, interoperabilidade e disponibilidade são, portanto, essenciais. Muitas atividades de tecnologia da informação do segmento de governo enquadram-se em tais características', diz a entidade.

Entre as empresas que utilizam software livre, 48% mencionaram o uso em aplicações de missão crítica. Esta informação quebra outro tabu, relacionado à qualidade dos softwares livres. Marcelo Okano, confere inúmeras vantagens aos softwares livres frente aos aplicativos pagos.

A primeira é o custo. 'A forma de licenciamento dos softwares livres é gratuita, o que constitui um atrativo. Para se ter uma idéia, um pacote Office custa, hoje, no mínimo R$ 500. Logo, uma empresa com dez computadores irá gastar R$ 5 mil', explica. 'As empresas que distribuem softwares livres não ganham com o desenvolvimento da tecnologia, ou seja, com os produtos, e sim com a prestação de serviços. Por exemplo, elas podem cobrar para instalar os programas'.

Além disso, estamos falando de produtos confiáveis hoje, e, em alguns casos, considerados até melhores. 'Quanto à segurança, no caso do Linux, por exemplo, existem vários desenvolvedores. Por conta disso, em uma situação de vulnerabilidade, o problema é rapidamente corrigido. O mesmo não ocorre com o sistema operacional pago, em que o único desenvolvedor precisa corrigir o problema, como é o caso do Windows'.

O professor alerta que, às vezes, a situação de vulnerabilidade demora a ser revertida porque o desenvolvedor tem interesses de vender softwares de segurança. Nesse ponto, os softwares livres levam vantagem. Eles permitem que o usuário utilize programas gratuitos de segurança que, antigamente, eram caros. 'Há um Firewall feito para Linux', exemplifica.

Existe ainda um software para Linux chamado Samba que permite compartilhar arquivos no servidor. Todos esses avanços indicam que os softwares livres abriram portas, tornando acessíveis serviços e produtos da área de informática que, antigamente, eram inacessíveis por conta do alto custo. Nada mais adequado às micro e pequenas empresas, na opinião de Okano.

Para o consultor do ISF, Álvaro Leal, os pontos positivos do software livre são a estabilidade, a segurança e a facilidade de implantação. 'As soluções se desenvolveram, melhoraram. Há uns anos, as pessoas usavam os programas gratuitos por conta do custo. Atualmente, a opção é feita com base na qualidade também'.

Okano explica que existem vários tipos de softwares livres. O Linux, por exemplo, é um sistema operacional, sendo o único livre. Ele substitui o Windows, mas não nasceu para ser seu concorrente. 'Pessoas que desenvolvem softwares livres não entendem como uma empresa pode cobrar muito mais pelos programas do que gastou para desenvolvê-los. Como eram contra essa filosofia, lançaram os aplicativos gratuitos', analisa.

Existem ainda alguns que são usados em bancos de dados, outros para o ensino à distância. Um deles é o Teleduc, produto desenvolvido pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e usado hoje por inúmeras universidades e centros educacionais que promovem cursos que não são presenciais.

O Apache, por sua vez, é um servidor de páginas da Internet usado por boa parte dos provadores, sendo compatível com os softwares livres. Aliás, graças à ele, uma das poucas desvantagens dos programas gratuitos está sendo transposto: a incompatibilidade dos sites desenvolvidos para o Windows com os softwares gratuitos. Exemplificando: muitos softwares bancários foram criados para o Windows, o que impossibilita a geração de boletos de pagamentos àqueles que não utilizam o programa.


A Red Hat, fornecedora de soluções open source, fechou o ano fiscal de 2008 com uma receita de 523 milhões de dólares, um aumento de 31% em relação ao fiscal de 2007.

O rendimento do quarto trimestre, encerrado em 29 de fevereiro deste ano, atingiu US$ 141,5 milhões, 27% maior que igual período do ano anterior.

As subscrições do ano fiscal de 2008 chegaram a 449,8 milhões de dólares, 32% superior ao ano anterior. E no último quadrimestre, atingiram 12,9 milhões de dólares, 27% maior que a mesmo período do ano passado e de 5% em relação ao trimestre anterior.

"Durante o quarto trimestre, gastei uma quantidade significativa de tempo encontrando com clientes, parceiros, funcionários e líderes da comunidade open source. O momento das soluções open source é forte e crescente e acreditamos que há uma oportunidade significativa de expandir nossa presença entre os clientes existentes e entre as companhias e setores que apenas começaram a adotar soluções open source de forma significativa", diz Jim Whitehurst, presidente e CEO da Red Hat.

"Além disso, o feedback que recebi atesta porque a Red Hat foi classificada a fabricante de software corporativo número um pela CIO Insight por quatro anos consecutivos. Como resultado desses fatores, estamos otimistas sobre o crescimento do mercado de Linux e para a Red Hat enquanto iniciamos o ano fiscal de 2009".


Um dos sites disponíveis no portal Uol é o Superdownloads endereço onde se pode saber tudo, ou quase tudo dado o ritmo acelerado de novas informações da rede, sobre arquivos e programas a serem instalados em seu computador. Com grande parte dos downloads realizados de forma gratuita, o site ainda oferece uma classificação para plataformas Windows, Linux, para Mac, além de links com novidades, destaques e rankings. Para jogadores on-line e virtual, este site é o verdadeiro paraíso na terra, ops! na rede. Mas uma dica, é preciso confirmar se o programa que pretende baixar é mesmo freeware, ou seja, gratuito, alguns custam e não é barato.

Entre as principais categorias que podem ser consultadas, além da ferramenta de busca, os downloads relacionam-se à rede e internet, áudio e MP3, vídeos e DVD, além de gráficos e imagens em terceira dimensão suporte para empresas, utilitários e web disign. Nesta mesma linha ainda estão disponíveis arquivos de programação, de pessoal e lazer, somados a games, desktop, antivírus e segurança.

Na categoria Utilitários, entre os destaques que o internauta poderá encontrar, programas que realizam buscas de arquivos, além de bibliotecas gráficas de alta capacidade. Ainda nesta seção, uma das listas mais procuradas refere-se à segurança, especialmente os antivírus. Entre os destaques, o Mozy Online Backup, programa que oferece espaço de 2GB para armazenamento de arquivos na rede.

Na categoria vídeos e DVDs, a possibilidade de baixar programas de captura de vídeos é destaque. Na seqüência, programas de legendas e de edição de vídeos. Entre os mais visitados, o link para o Porta Curtas, site nacional com acervo de filmes curta-metragem, além do Weshow Beta, programa que disponibiliza os melhores vídeos da net, inclusive do YouTube.

Para os jogadores virtuais, a seção Games disponibiliza por afinidade centenas de jogos nas subcategorias Ação, Corrida, Simulação, Esporte, Estratégias, além de jogos educacionais para crianças, aventura e raciocínio. Na seção destaques, o jogo Maximum Torque promete uma emocionante corrida de motocicletas com gráficos aprovados por jogadores experientes. Já no Blackout 1.0, a aventura é em um jogo de tiro on-line que objetiva impedir invasões. Por fim, no The Misile Game 3D, toda proeza será certificada para aquele que atravessar um túnel cheio de ...

http://superdownloads.uol.com.br/linux/

Asus publica SDK para o EeePC


A Asus, empresa que produz o subnotebook EeePC, lançou o SDK (Software Development Kit) para seu produto. Qualquer pessoa que deseje desenvolver aplicativos para o EeePC poderá utilizar o SDK gratuitamente. O EeePC utiliza um sistema Linux, possui uma pequena tela e é bem integrado, com uma interface simplificada.

A base Linux do EeePC é o (Xandros), e o SDK contém o Xandros Desktop Open Circulation versão 4.5, a biblioteca Qt, a IDE Eclipe com os plugins Qt e o assistente Xandros para a criação de pacotes Debian.

O SDK é fornecido como um arquivo RAR de uma imagem de DVD, com 1,2 GB. Essa imagem precisa ser instalada por meio de um DVD num sistema Xandros. A documentação necessária para a integração do software de desenvolvimento no EeePC, o Asus Launcher, está embutida no sistema. Para exemplificar, o user handbook (em formato PDF) mostra como desenvolver um software para o EeePC com o Eclipse, para a criação de um pacote de instalação. Ele também explica como instalar o SDK no sistema de virtualização VMware.

Também há material para download da imagem ISO do EeePC 701, do SDK para EeePC e da imagem da máquina virtual EeePC para VMware na comunidade Eee no Sourceforge. Esse material deve facilitar o trabalho dos interessados em preparar o ambiente para o desenvolvimento de ferramentas para o EeePC.


As inscrições para os 15 cursos ofertados pelo Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) do Centro de Referência do Professor (CRP), para professores, supervisores, orientadores e técnicos em Educação da Prefeitura de Fortaleza, começam nesta sexta-feira (28). As aulas serão realizadas no NTE/CRP durante os meses de abril, maio e junho deste ano, nos três turnos. No dia 14 de abril, têm início as aulas para os cursos de Projetos Colaborativos e Comunidades de Aprendizagem; Recursos da Internet como Suporte à Educação.

Em ambos os cursos, serão apresentadas as diversas possibilidades de utilização da internet como suporte à Educação. Gestão do Laboratório de Informática Educativa e Linux Avançado são os novos cursos oferecidos pelo NTE. Também estão entre as opções de cursos: Objetos de Aprendizagem em Ciência e Matemática; Informática Educativa; Tecnologias Assistivas; Recursos da Internet Como Suporte à Educação; BR Office.Org para Professores; Linux para Professores; Recursos da Internet como Suporte à Educação; HQ’S: Linguagem e Diversão; Intel na Educação; Fazendo Arte no Writer e Impress. As turmas iniciam-se em diferentes datas.

A carga horária dos cursos varia de 40 a 60 horas. As aulas são compostas de momentos presenciais e atividades à distância, feitas por meio de plataforma virtual. Não existe um limite de vagas, sendo necessário um mínimo de vinte inscritos por turma. Também existe a possibilidade de aproveitamento de reservas, em caso de desistência da vaga.

O objetivo da formação é dar maiores subsídios aos profissionais da Educação no que se refere à gestão das tecnologias nas escolas. Os cursos estão sendo realizados por meio de um convênio com a UFC e com a Intel / Senai.

Serviço:
Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) do Centro de Referência do Professor (CRP)
Endereço: Rua Conde d’Eu, 560, centro.
Telefone: (85) 3433-7681

Mais informações com a assessora de comunicação da SME, Débora Dias, no telefone 3433-3598.

Lançado o OpenOffice 2.4


Após uma espera relativamente longa, a nova versão do OpenOffice está disponível para download. São várias as novidades que se destacam neste salto de versão, entre elas, melhorias na geração de documentos PDF, mudança da fonte-padrão para DejaVu, melhorias gerais no acesso a banco de dados (MySQL, Oracle jdbc etc.) e inclusão de suporte nativo ao formato MS-Access 2007.

A interface também apresenta algumas mudanças. A seleção do idioma no corretor ortográfico está mais simples, novos atalhos de teclado foram criados para a definição de estilos de parágrafo e os blocos de células do Calc podem ser copiados e movidos mais facilmente pela planilha. Na janela de impressão, as opções avançadas podem ser escondidas, uma vez que dificilmente precisam ser alteradas.

A variação do OpenOffice especialmente adaptada para usuário brasileiros – o BrOffice.org – deverá estar disponível dentro das próximas semanas.

Também o site do OpenOffice conta com um novo visual que facilita a usabilidade. Lá, podem ser encontradas mais informações sobre o programa e todas as versões do programa para diferentes plataformas e idiomas.


O Senac Informática promove, neste sábado, 05 de abril, das 9h às 16h, o 1° Seminário Senac de Software Livre, na sede da instituição (Venâncio Aires, 93). Gratuito, o evento tem por objetivo qualificar profissionais da área de TI com ênfase no sistema operacional Linux Mandriva.

Professores farão a instalação do sistema em máquinas com processador de 1Ghz ou superior, memória RAM mínima de 256 MB e HD com no mínimo 10 GB. Durante o seminário, também haverá sorteio de brindes de informática.

Mais informações pelo telefone (51) 3029.3633.

Confira a programação:
9h - Inscrições
9h30 - Palestra: Suíte de Escritório com Software Livre.
10h - Palestra: Software Livre - Exigências e Perspectivas de Mercado.
10h30 - Palestra: Inclusão Digital Software Livre e Games.
11h - Palestra: Java e Software Livre - Uma perspectiva de Mercado.
11h30min - Palestra: Posso ser um Designer com Software Livre?
Até as 16h - Demonstrações e instalações de Linux




Trata-se da mais esperada disputa no mundo dos hackers: Linux vs. Mac OS vs. Vista. Que sistema será invadido primeiro? É isso que os organizadores da conferência de segurança CanSecWest esperam descobrir esta semana, oferecendo aos participantes uma chance de invadir os sistemas de três laptops que estão em exibição no local do evento, em Vancouver, no Canadá. Mas é necessário usar um método de ataque que seja novo e jamais tenha sido empregado. O prêmio é de US$ 20 mil, mais o laptop.

De acordo com informações da MacWorld, os organizadores chamam a disputa de PWN 2 OWN (invadir para ganhar). Pwn é uma expressão usada por hackers quando assumem o controle de um computador.

O prêmio de US$ 20 mil pode parecer muito dinheiro, mas de acordo com os participantes do evento, um código de ataque a computadores de alta qualidade pode ser vendido facilmente por quantia semelhante a empresas de software de segurança como a iDefense ou Tipping Point, que adquirem os programas de ataque para desenvolver defesas contra eles, ou a uma das agências de espionagem e segurança do governo dos Estados Unidos

Charlie Miller, mais conhecido como membro da Independent Security Evaluators, a organização que conseguiu hackear o iPhone pela primeira vez, no ano passado, disse participa do concurso, não pelo dinheiro mas pela emoção de descobrir se conseguirá ser um dos primeiros a invadir os computadores.

Pela noite desta quarta-feira ¿ o dia inicial do concurso - ninguém havia tentado invadir os três laptops. Isso não foi exatamente uma surpresa para os organizadores porque no dia inicial os participantes estavam autorizados a utilizar apenas ataques via rede, sem recurso de interação gerada por usuários, e ataques desse tipo são extremamente raros, hoje em dia.

Miller disse que iria inserir seu código de penetração no MacBook Air nesta quinta-feira, quando as regras seriam ligeiramente relaxadas e os hackers estariam autorizados a tentar ataques que requerem ações de usuários, como visitas a um site contaminado ou abertura de um e-mail.

Mas esperar até a quinta-feira já acarreta uma penalidade. O valor do prêmio cai à metade, a cada dia. Caso ninguém tenha ganho os laptops até sexta-feira, o prêmio se reduzirá a apenas US$ 5 mil e os organizadores começarão a instalar software não-padronizado nas máquinas, para verificar se elas poderiam ser comprometidas por meio de programas como o Skype.

O concurso do ano passado atraiu muita atenção mas envolvia apenas um laptop: um MacBook Pro. Este ano, com três laptops, a disputa se tornou uma espécie de corrida. "Será interessante ver que sistema sucumbe primeiro", disse Aaron Portnoy, pesquisador da TippingPoint, a empresa que está oferecendo o prêmio.


Novo notebook de baixo custo tem trackpad multi-touch - como o MacBook Air -, câmera de 1.3 MP e tela de 8.9 polegadas.

A nova geração do laptop de baixo custo Eee PC, da Asustek Computer, terá um trackpad com a tecnologia multi-touch, tela maior, melhorias na webcam e na capacidade de armazenamento, informou a empresa nesta quinta-feira (27/03).

O Eee PC 900 exibe uma tela de 8,9 polegadas, maior do que as 7 polegadas do modelo original, além de uma câmera com resolução de 1.3 megapixel e drive de disco (SSD) de 12 Gigabytes. A câmera do modelo anterior tinha apenas 0.3 megapixel de resolução e SSD de 8GB.

O amplo touchpad (área do notebook usada como um mouse) do Eee PC 900 funciona de forma semelhante ao Macbook Air. Com dois dedos, uma pessoa pode aproximar e ampliar a imagem de fotos e documentos, rolar a tela e mais, segundo a Asustek. Ele poderá usar tanto o sistema operacional Windows XP quanto o Linux.

O Eee PC 900 chegará ao mercado em junho e seu preço sugerido, na Europa, é de 626 dólares.


Após ter lançado seis versões alfa, a equipe de desenvolvimento do Ubuntu apresentou, dia 18 de março, a primeira versão beta de sua distribuição para download. O Ubuntu 8.04 Hardy Heron será a segunda distribuição LTS (Long-Term Support) da história do Ubuntu e a primeira a oferecer recursos 3D no desktop. Junto ao Ubuntu, temos o Kubuntu, Xubuntu, UbuntuStudio e Edubuntu também chegando à versão beta.

A versão final do Ubuntu Hardy Heron está planejada para o mês de abril. Entre as novidades desta versão, temos a presença do Gnome 2.22 (a versão mais recente desse ambiente desktop). No Kubuntu, teremos duas versões concorrentes. A primeira vem com o KDE 3.5.9 e a segunda embarca o novíssimo KDE 4.0.

O Hardy Heron vem com o kernel 2.6.24 embarcado e com o KVM (Kernel-based Virtual Machine) ativo, como uma virtualização em que o kernel Linux trabalha como um Hypervisor. Para a funcionalidade desse recurso, é necessário um processador com capacidade de virtualização, como o Intel VT ou o AMD-V. Para o ambiente gráfico, o Ubuntu 8.04 traz o Xorg 7.3.

Oracle expande sua base em Linux

O Oracle Unbreakable Linux é um programa que fornece suporte corporativo de alto nível em Linux, e não uma distribuição Linux. A Oracle reconhece a demanda por distribuições Linux verdadeiramente enterprise, e vê nisso uma importante redução dos custos na infra-estrutura de TI dentro de uma empresa, oferecendo suporte ao sistema operacional Linux. Todo o programa de suporte é baseado na compatibilidade com a distribuição da Red Hat, a Red Hat Enterprise Linux (RHEL), e fornecido juntamente com o Oracle Enterprise Linux.

De acordo com Monica Kumar, diretora sênior de marketing de produtos da Oracle, a empresa tem caminhado muito bem com seu programa de suporte. Kumar informa que atualmente a Oracle possui 2 mil clientes em Linux, que ganharão um bônus – um software para desenvolvimento de clusters, gratuitamente. O software estava disponível apenas para os clientes RAC (Real Application Clusters), mas agora fará parte do programa de suporte Oracle Unbreakable Linux.

O software central da Oracle para criação de clusters, o Oracle Clusterware, oferece a possibilidade de agrupar servidores individuais em um sistema de cluster. Porém, para quem ainda não considerar o Oracle Clusterware suficiente, o pacote RAC completo fornece outros componentes úteis para o gerenciamento das bases de dados Oracle nos clusters.

De acordo com o comunicado da própria Oracle, a empresa está estritamente comprometida com a causa do Código Aberto, investindo recursos significativos em desenvolvimento, testes, otimização e suporte a tecnologias de Código Aberto como Linux, PHP, Apache, Eclipse, Berkeley DB, e InnoDB. Atualmente, muitos clientes estão utilizando a Oracle junto a tecnologias de Código Aberto em ambientes de missão crítica, gozando de benefícios como baixo custo, facilidade de gerenciamento, alta disponibilidade e garantia, além das vantagens de desempenho e escalabilidade. A Oracle também está envolvida com eventos importantes do Código Aberto, como o EclipseCon 2008 e a Open Source Business Conference. Também possui diversas iniciativas de Código Aberto e contribui com o desenvolvimento de ferramentas. A Oracle possui inclusive um site sobre Software Livre e de Código Aberto.


Leandro Moreira escreveu “Há algum tempo atrás recebi uma demanda para aproveitamento de maquinas antigas, as maquinas teriam apenas o Rdesktop (Cliente para acesso a servidor de terminal, ou terminal remoto) instalado para acesso a um servidor de terminal Windows 2003 serve, foi então que comecei a pesquisar nas listas de discussão, Google e afins, resultando na documentação abaixo.”

Leia Mais em nosso wiki http://under-linux.org/wiki/index.php/Tutoriais/X/ts

Game é distribuído em DVD nos centros de recrutamento do exército americano

De bobo o exército dos Estados Unidos não tem nada. Com sérios problemas para recrutar jovens, principalmente depois da primeira invasão ao Iraque, houve a necessidade de uma campanha de para atrair mais recrutas. Neste momento, nascia America’s Army, primeiro jogo de computador feito explicitamente para estimular o alistamento dos cidadãos norte-americanos.

Não existem números divulgados que mostrem o sucesso do jogo no recrutamento dos jovens, porém, o constante lançamento de novas versões e também a adaptação do game para outras plataformas é um forte indício de que o rebanho está aumentando. Recentemente, o jogo foi portado para as plataformas Linux, Mac e Xbox.

Desenvolvido pela Naval Postgraduate School, universidade de pesquisa da marinha dos Estados Unidos, no ano 2000, America’s Army teve como inspiração Counter-strike, jogo de tiro em primeira pessoa que faz grande sucesso entre os jovens. O engenho gráfico usado foi o do Unreal treinament, outro jogo de tiro bastante conhecido, que garante um visual de arrasar.

E a intenção é alcançada. Para um jogo de tiro em primeira pessoa, America’s Army não fica devendo nada para outros jogos do gênero.

O enredo de America’s Army – special forces é simples e direto. Depois de entrar para o exército, o jogador deverá ir para vários lugares do mundo, lutar pelo seu país. Porém, antes de sair para a batalha, o jogador terá que treinar duro até conseguir o status de Boina verde, permitindo participar de um time de elite chamado Special Forces.

As missões são bem variadas, como conseguir acesso a computadores inimigos, recuperar explosivos roubados por terroristas e salvar reféns. Todas as armas e veículos são iguais aos usados pelas forças armadas americanas, como também os uniformes, emblemas e insígnias.

O game é distribuído em DVD nos centros de recrutamento do exército americano, como também pode ser baixado gratuitamente pela internet. No Brasil, ele pode ser encontrado em bancas de revista com preço bastante atrativo.


Atualização do browser, liderada ontem, corrige bugs considerados críticos nos sistemas Windows, Mac OS e Linux.

A Mozilla divulgou nesta terça-feira (25/03) a versão 2.0.0.13 do Firefox que corrige seis falhas de segurança no navegador, sendo que duas foram consideradas "críticas" por permitiram a execução remota de malwares no PC da vítima.

A primeira vulnerabilidade explora problemas com o uso de memória do navegador para permitir os ataques remotos por crackers, enquanto o segundo se beneficia de problemas no sistema de privilégios para usuários a partir de ataques com JavaScript.

>Baixe agora o Firefox 2.0.0.13 em português

Duas brechas consideradas de "alto risco", relacionadas ao sistema de abas e execução de Java no navegador, também foram corrigidas, assim como outras duas, com riscos de segurança "moderado" e "baixo", respectivamente.

O Firefox 2.0.0.13 também resolve questões de configuração que atingem o Firefox dentro dos sistemas Windows, Max OS e Linux, como falhas nos atalhos pelo teclado e bloqueios silenciosos do programa feitos pelo firewall do PC.

O usuário pode atualizar o navegador automaticamente por sua própria interface, na opção "Verificar atualizações..." dentro do menu "Opções", ou pode ser baixado direto do site da Mozilla.

O Firefox 2.0.0.13 deverá ser uma das últimas atualizações de segurança do navegador antes da oficialização do Firefox 3, programado originalmente para março, mas atraso em semanas após o excessivo acúmulo de bugs nas versões de testes.























Um em cada três telefones celulares vendidos em 2013 será um smartphone. Hoje, apenas cerca de um em cada dez aparelhos comercializados no mundo é um smartphone. A expansão de 10% para cerca de 31% de participação, entre 2007 e 2013, será motivada por uma variedade de fatores, afirma a consultoria ABI Research. Um deles é a motivação das operadoras em aumentar seu faturamento com serviços avançados e outro a tendência geral de adicionar sistemas operacionais mais sofisticados em aparelhos de preço intermediário.

Os sistemas operacionais inteligentes estão sendo otimizados continuamente para rodarem em processadores com performance mais baixa. Existe a estratégia de suportar esses sistemas em aparelhos intermediários para obter um maior faturamento com dados, afirma o vice-presidente da ABI, Stuart Carlaw. O mercado atualmente é dominado pela Nokia (com 52% do mercado de celulares) e pelo (sistema operacional) Symbian (com participação de 65%). Ainda assim, a guerra de padrões no ambiente Linux e a crescente força do Windows Mobile permitirão que novos competidores aumentem a pressão sobre esse eixo estabelecido, acrescenta.

Segundo a ABI, o iPhone está realmente influenciando o mercado de celulares. O aparelho da Apple introduziu uma série de funções, como a tela sensível ao toque e sensores de posicionamento, que devem ser cada vez mais exigidos pelos consumidores.

O celular mais livre do mundo

Durante a Bossa Conference, a Linux Magazine conversou com Mickey Lauer sobre o primeiro telefone celular a contar com um kernel Linux e aplicativos também livres, o OpenMoko. Mickey está envolvido com o projeto desde o início; ele nos contou um pouco da história da idéia de fabricar um smartphone o mais livre possível, como a FIC se interessou pelo dispositivo e o que ele prevê para o futuro do aparelho.

Mickey Lauer

Linux Magazine» Como você se envolveu com o OpenMoko?

Mickey Lauer» Meu trabalho com o OpenMoko, na realidade, começou quando a HP entrou em contato com minha empresa para que instalássemos o Linux no iPaq. Esse trabalho foi muito bom, porque criamos mais e mais softwares para diversos dispositivos. Porém, o problema era que ainda não tínhamos uma plataforma para GSM. Alguns fabricantes de celulares já usavam Linux em seus aparelhos — Motorola, por exemplo — mas o único código que eles liberavam era do kernel, pois era obrigatório, enquanto os aplicativos eram proprietários. Ou seja, não era possível acrescentar nada a esses telefones, pois o código-fonte não estava disponível.

“A FIC tem como objetivo vender hardware, e eles sabem que um bom software é essencial para isso.”

Quanto ao hardware, também havia um problema. Tínhamos o projeto OpenEZ, que na realidade foi o que me fez entrar no projeto OpenMoko. O OpenEZX, mais especificamente, tinha como objetivo portar um kernel 2.6 para a plataforma EZX da Motorola, fornecendo ainda todo um conjunto de softwares livres sobre essa camada. No entanto, sem o apoio do fabricante do hardware, lutamos durante alguns anos e ainda não conseguimos grande progresso.

LM» E foi então que a FIC entrou?

ML» Sim. Felizmente, a FIC entrou em contato conosco para saber o que desejávamos. Após explicarmos que precisaríamos de uma plataforma de hardware aberta, a FIC concordou que isso poderia ser um grande projeto. Então, os dois lados concordaram em colaborar para tornar esse projeto uma grande empreitada.

Telefone OpenMoko inicializando

Com a plataforma em mãos, conseguimos em poucos meses o que não havíamos alcançado com o OpenEZX. E assim surgiu a OpenMoko Inc., com o objetivo de tornar o cenário o mais aberto possível. Infelizmente isso não inclui a pilha GSM, que, caso fosse aberta, impediria a certificação do telefone, que então não poderia ser habilitado em nenhum país, permanecendo como apenas um PDA. Até mesmo Richard Stallman concorda com essa exigência, então não acreditamos que seja necessário combater esse segmento especificamente.

Já em junho de 2007 conseguimos pôr à venda no mercado o primeiro protótipo do telefone, o Neo1973. Para nossa surpresa, e também da FIC, as 3 mil unidades se esgotaram em poucos dias. Ou seja, existe a demanda para esse aparelho.

LM» Quais os planos para o futuro?

ML» A próxima evolução do celular, o Neo Freerunner, deve ser comercializada daqui a aproximadamente dois meses. Mas fabricar hardware é bem mais difícil do que imaginamos. Há muitos pequenos detalhes que acabam atrasando o projeto em alguns dias ou semanas, e os prazos se estendem. Agora, finalmente, acreditamos ter um conjunto pronto para produção, o que deve ocorrer no final de abril. Liberamos todas as especificações possíveis, tanto de hardware quanto de software, e o aparelho terá todos os recursos mais desejados no mercado, com bluetooth, wi-fi, dois acelerômetros — ou seja, um grande playground para os hackers do Software Livre se divertirem e criarem novos usos e aplicativos.

Na realidade, nem eu imagino todas as possibilidades para esse dispositivo. Acho que exercemos somente uma pequena parte de todo o potencial da máquina. É verdade que temos um cliente SMS e um reprodutor multimídia, mas todos já têm isso. O valor do OpenMoko é exatamente prover uma base para a experimentação, para que os usuários possam implementar o que desejam que seus smartphones façam, promovendo a inovação.

LM» Como vocês pretendem promover o desenvolvimento de aplicativos adicionais para o aparelho?

ML» Desenvolvemos a interface gráfica do OpenMoko com componentes da GTK, Qtopia e Enlightenment, e ainda não sabemos ao certo em qual direção seguir. Mas temos certeza de que precisamos ter o middleware correto. Se essa parte estiver funcionando bem, será fácil conectar todos os outros componentes, como telefonia, GPS, rede sem fio e outros, tudo sobre uma interface fácil e conveniente. Então, no momento, o middleware é nosso foco.

LM» Quais partes do projeto são abertas? E quais jamais serão?

ML» A FIC tem como objetivo vender hardware, e eles sabem que um bom software é essencial para isso. Com uma plataforma aberta, acreditamos que serão desenvolvidos aplicativos realmente impressionantes e inovadores para esse celular, com grandes chances de impulsionar as vendas. Atualmente, a FIC não tem como competir com os maiores players do mercado de smartphones. Porém, se eles conseguirem conquistar o nicho dos desenvolvedores, talvez consigam começar a capturar a atenção dos interessados em tecnologia. Em seguida, nosso objetivo é que até mesmo os usuários não-técnicos também se interessem pelo aparelho.

A única forma de garantirmos a esse processo a velocidade que desejamos é tendo tudo aberto. E gostaríamos muito de ter todas as partes dessa máquina abertas, até mesmo os esquemas do hardware. Porém, na Ásia serão precisos dois meses para que esse hardware seja copiado por outros fabricantes e vendido a preços inferiores aos nossos, atrapalhando os negócios da FIC. Caso divulgássemos até os esquemas do hardware, esse tempo seria de duas semanas.

Ainda assim, disponibilizamos gratuitamente os arquivos CAD do projeto externo do aparelho, o que permite que os interessados criem seus próprios visuais para o aparelho.

Outra parte muito importante é o gerenciamento de energia. Nós conseguimos convencer aos engenheiros da FIC a publicar os esquemas da unidade de gerenciamento de energia do celular, pois todos sabemos que se trata de uma parte crucial do produto.

LM» Mas se o Neo Freerunner é compatível com um kernel Linux 2.6, ele também será compatível com concorrentes, como o Android, por exemplo.

ML» Teoricamente, sim. Entretanto, na prática, isso depende de dois fatores: em primeiro lugar, temos apenas binários do Android, que não foi oficialmente lançado. Além disso, o Android é feito para dispositivos ARM5, enquanto o OpenMoko, no momento, utiliza processadores ARM4. Isso significa que, ainda que se conseguisse rodar o Android no Neo Freerunner, ele provavelmente ficaria lento demais.

Em relação ao código-fonte, o Google liberou apenas os códigos que precisam obrigatoriamente ser liberados, enquanto nós contamos com Software Livre em todas as partes possíveis.

LM» O sistema do OpenMoko, atualmente, usa o projeto OpenEmbedded para gerar os binários, e teoricamente seria possível usar qualquer distribuição Linux no aparelho. O lançamento do Ubuntu Mobile and Embedded (UME) deve afetar de alguma forma o mercado do OpenMoko?

ML» Não. Já conversamos com os responsáveis pelo UME, e essa distribuição é destinada a UMPCs, dispositivos localizados entre laptops e telefones celulares. Ao menos no início, eles disseram não ter planos de portar o UME para smartphones. No entanto, se pudermos colaborar em algum momento no futuro, isso será ótimo.

LM» Existem planos de lançar uma versão do Neo Freerunner com menos recursos e custo mais baixo?

ML» É muito provável que venhamos a ter duas linhas de produtos no futuro. Uma delas provavelmente terá uma resolução menor, como WQVGA (428x240), e também incluiremos o suporte à transferência de dados por 3G. No final, deveremos ter um modelo mais barato que o atual e outro ainda mais poderoso que aquele que temos hoje, com uma tela maior e processador mais veloz.

LM» Quando o Neo Freerunner será comercializado no Brasil?

ML» A OpenMoko está procurando distribuidores, e já recebemos o contato de empresas brasileiras interessadas. A questão das tarifas de importação é grave, então, infelizmente não podemos garantir nada.

O vice-presidente da ANSOL, Rui Seabra, respondeu às alegações da Microsoft relativas ao comunicado, no qual aquela associação acusa a multinacional de ter exclusividade no software utilizado no Parlamento. Rui Seabra foi directo, ao afirmar ao SOL que repudia «totalmente a acusação de difamação feita pela Microsoft», considerando que esta «é uma atitude típica de quem já não tem argumentos para refutar a realidade»

ANSOL acusa Microsoft de «falta de argumentos»
Microsoft acusa ANSOL de faltar à verdade na questão do software utilizado no Parlamento

A Microsoft considerou ter ficado surpreendida com as acusações da ANSOL, acerca da eventual exclusividade no que se refere ao software utilizado na Assembleia da República, alegando que estas «não correspondem à verdade».

Na resposta enviada pela multinacional à imprensa, a empresa sublinha que «em abono da verdade e do cabal esclarecimento público recordamos que, no passado dia 4 de Outubro de 2007, foi aprovada por unanimidade na Assembleia da República a utilização de formatos de documentos abertos e standard, que são independentes de aplicações fornecidas por empresas de software em modelo proprietário ou em modelo de software livre. Pelo que é falsa a crítica de exclusividade à Microsoft», enfatiza.

De acordo com o vice-presidente da ANSOL «o documento original faria com que também fosse instalado nos computadores dos deputados software que recorresse a formatos livres».

O responsável defende que «seria muito mais simples para um deputado trocar documentos em Open Document Format com cidadãos se o seu computador já tivesse um OpenOffice.org instalado ou até mesmo um GNU/Linux, para utilizar como alternativa ao Microsoft Windows».

«Numa alusão ao filme ‘The Matrix’, já chega de pílula azul», concluiu Rui Seabra.


O Red Hat Certificate System é um sistema de autenticação escalável e gerenciável, que tem por objetivo garantir que somente usuários e aplicações autorizados tenham acesso a recursos e dados de missão crítica dentro de uma rede corporativa, oferecendo um abrangente framework de segurança para certificar a identidade dos usuários e assegurar a privacidade das comunicações. O sistema gerencia todas as principais funções do ciclo de vida do certificado digital dos usuários, desde a sua emissão até a sua revogação, simplificando a implementação em toda a empresa — bem como a adoção — de uma arquitetura de segurança robusta.

O sistema consiste, entre outros componentes, de uma Autoridade Certificadora (CA, do inglês Certification Authority), capaz de emitir certificados, de uma Autoridade de Registro (RA, do inglês Registration Authority), responsável por relacionar os certificados aos seus donos, e de um gerenciador de consultas online ao status de certificados (via protocolo OCSP), que verifica a validade dos certificados emitidos. Segundo a Red Hat, o sistema é capaz de gerenciar milhões de certificados e de interagir com outras infraestruturas de chaves públicas (PKIs, do inglês, Public Key Infrastructure).

Alguns componentes do Red Hat Certificate System já eram Software Livre, como por exemplo o servidor web Apache e diversas bibliotecas de criptografia. A partir de agora, entretanto, a totalidade do código foi colocada sob licenças de código aberto — a maioria sob a GPLv3, alguns dos módulos Apache utilizados sob a LGPL e as partes oriundas do projeto Mozilla sob um esquema de licenciamento triplo: MPL/LGPL/GPL.

Dois projetos de código aberto que utilizam o código da Red Hat, são o FreeIPA (Identity Policy Audit) e o Dogtag, ambos muito próximos da empresa e do seu projeto comunitário de distribuição Linux, o Fedora. A tecnologia utilizada pelo Red Hat Certificate System provém originalmente do Netscape Certificate Management System, adquirido pela Red Hat há três anos dos proprietários da Netscape, a AOL.


Detendo apenas 13% do mercado de sistemas operacionais para celular, a Microsoft esperar virar o jogo nos próximos anos. A expectativa da empresa é que a venda de licenças para Windows Mobile supere o crescimento geral da venda de smartphones, nos próximos anos, informa a Reuters.

Em entrevista, Robbie Bach, diretor da área de aparelhos e entretenimento da Microsoft, afirmou que o mercado de smartphones deverá crescer quase 400%, atingindo a marca de 400 milhões de unidades vendidas até 2012.

A previsão da Microsoft, é que as vendas de licenças do Windows Mobile atinjam 30 milhões no ano fiscal que se encerra em junho.

Disputa acirrada
Atualmente o mercado de smartphones está dividido entre os sistemas Symbian, com 67% de participação, Blackberry (10%) Linux (4%), Apple (4%) e outros (2%), segundo dados da Canalys.


A Dextra Sistemas promove no próximo sábado (29), o treinamento Administração de Redes Linux I. O objetivo do curso é formar administradores de redes através de abordagem de conceitos teóricos e exercícios práticos, proporcionando conhecimentos sobre o funcionamento da rede e dos protocolos nela utilizados.

A apostila do curso traz informações detalhadas do amplo conjunto de ferramentas úteis para a exploração e diagnóstico de uma rede Linux.

Como pré-requisito é necessário conhecimento em Administração de Sistemas Linux II ou equivalente.

A duração do treinamento é de 40 horas, podendo ser divididas em cinco dias, 10 noites ou cinco sábados. O curso tem valor sob consulta, inclui coffee-break, material didático e certificado de conclusão.

As inscrições podem ser feitas através do e-mail cursos@dextra.com.br ou pelo telefone (19) 3256-6722.

Serviço
Administração de Redes Linux I
Data: 29/03/2008
Local: Dextra Sistemas - Rua Antonio Paioli, 320 - Parque das Universidades. Campinas- SP.
Consulte o site www.dextra.com.br


A SourceLabs pretende oferecer, através de ferramentas de self support , uma alternativa ao sistema clássico de suporte atualmente adotado pelo mercado corporativo. A oferta para Linux e Java de código aberto, dessas ferramentas, já existe desde 2007, na forma de um aplicativo em versão preliminar (beta), e somente agora está sendo publicado.

A SourceLabs criou, a partir de contribuições provenientes de várias listas de e-mail, boletins sobre sistemas de rastreio de bugs e de problemas de segurança, um repositório com análises de problemas analisados e suas soluções, que foi armazenado em um banco de dados. Adicionalmente, a empresa também analisa as modificações no código fonte e nas licenças dos aplicativos e sistemas para os quais pretende oferecer essa alternativa de suporte.

O uso do banco de dados deverá permitir aos usuários encontrar rapidamente soluções para problemas comuns, além de ser útil na resolução de muitos problemas, desde lapsos de segurança, até alterações de licença importantes. Os interessados podem baixar uma versão de teste do software, após terem feito um cadastro no site. O preço de lançamento para a anuidade da versão empresarial das ferramentas de auto-suporte é de US$ 99 por usuário. Por US$ 399 é oferecido adicionalmente suporte via hotline 24 horas, para um usuário e um servidor de até duas CPUs.


A corrida em torno da finalização do primeiro telefone móvel comercial disponível com base na plataforma Android, lançada recentemente pelo Google, promete. A corporação Tailandesa HTC (High Tech Computer) prevê o lançamento de um celular desenvolvido com essa tecnologia ainda este ano. O dispositivo da HTC recebeu o sugestivo nome de “Dream” e faz uso de uma tela touchscreen que vem com um teclado completo embutido.

E, com perdão do trocadilho, o ’sonho’ parece estar mesmo para se tornar realidade: o primeiro telefone móvel disponível no mercado usando a plataforma de Código Aberto Android, baseado em Linux e Java, seria o primeiro resultado prático da Open Handset Alliance, aliança para dispositivos móveis fechada entre diversas empresas do setor no ano passado. Apenas algumas semanas após sua formação, a Open Handset Alliance lançou o SDK (Software Development Kit – o ambiente de desenvolvimento) da plataforma Android. Saiba mais no site da Linux Magazine.


Técnicos e gestores dos Centros de Formação e Desenvolvimento da Administração Pública direta e indireta, das universidades e faculdades estaduais e da Rede Nacional de Escolas de Governo envolvidos na capacitação de servidores públicos poderão participar de treinamento na ferramenta de gestão de cursos à distância Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment), um sistema de gestão de aprendizagem baseado na internet e em sítios web.

O Moodle é um software livre que permite a administração de atividades educacionais em ambientes virtuais. O sistema permite que um estudante ou um professor participem de cursos on-line de livre escolha, estudando ou lecionando, tendo como base a pedagogia sócio-construtivista.

Segundo o instrutor do curso professor Glauco Gomes de Menezes, além de sua utilização para cursos pela internet, o Moodle também serve de apoio para capacitação presencial. “Uma de suas principais características é a colaboração entre os usuários, o que permite que o seu conteúdo possa ser utilizado em qualquer ambiente”, destacou Gomes de Menezes.

O programa é gratuito e pode ser instalado em diversos ambientes (Unix, Linux, Windows, Mac OS) desde que os mesmos consigam executar a linguagem PHP. Como base de dados podem ser utilizados MySQL, PostgreSQL, Oracle, Access, Interbase ou ODBC. O Moodle é desenvolvido de forma colaborativa por uma comunidade virtual, que reúne programadores e desenvolvedores de software livre, administradores de sistemas, professores, designers e usuários de todo o mundo. Encontra-se disponível em diversos idiomas, inclusive em português.

Muitas instituições de ensino (básico e superior) e centros de formação estão adaptando com sucesso a plataforma aos próprios conteúdos. O Moodele também vem sendo utilizada para outros tipos de atividades que envolvem formação de grupos de estudo, treinamento de professores e até desenvolvimento de projetos. Outros setores, não ligados à educação, também utilizam o Moodle, como por exemplo, empresas privadas, ONGs e grupos independentes que necessitam interagir colaborativamente na Internet. No Governo, esse sistema já vem sendo utilizado pela Companhia de Informática do Paraná (Celepar) para a capacitação de seus funcionários.

Com uma carga horária de 24 horas, a grade de programação apresentará noções básicas sobre o ambiente virtual de aprendizagem, dos recursos da plataforma Moodle e sua adaptação ao ensino com auxílio de tecnologia, também conhecido como sistema e-learning, requisitos de instalação, diferenças com outros programas similares, configuração de homepage e sobre diferentes tipos de usuários.

O curso é limitado a 25 vagas. As aulas, com início no dia 24 de abril, serão realizadas das 8h30 às 12h30 e serão realizadas na Gerência Executiva da Escola de Governo (Centro Administrativo Santa Cândida – rua Máximo João Kopp, 274, Bloco 06 - bairro Santa Cândida, em Curitiba).

LINUX – Outro curso relacionado à tecnologia de informação oferecido pela Escola de Governo é o que visa a capacitação dos servidores estaduais em software livre, com noções básicas sobre o sistema operacional Linux, ferramentas de escritório BrOffice, navegador de internet Mozilla Firefox e suíte de comunicação Expresso Livre. Estão programados quatro períodos do curso: 15 a 18 de abril, 17 a 20 de junho, 05 a 08 de agosto e 04 a 07 de novembro. Cada período possui 25 vagas.

Para inscrições e outras informações acesse: www.escoladegoverno.pr.gov.br


Os pequenos seguem a tendência dos grandes quando se fala no uso de software livre nas empresas. Enquanto as grandes poupam milhões com a migração, a economia entre as pequenas também é significativa, informou o Jornal Folha de São Paulo.

O software livre, que não tem restrição de uso, cópia, modificação ou distribuição, tem ainda a vantagem de ser gratuito. Alguns exemplos desses programas são o sistema operacional Linux e a ferramenta de escritório OpenOffice.

Segundo Rodolfo Avelino, coordenador do Conisli (Congresso Internacional de Software Livre), o que move as pequenas empresas para a migração é a dificuldade que têm para manter seu software legalizado. 'O investimento para comprar softwares pagos pode ser inviável.'

Menos gastos
Foi pensando na economia que o engenheiro José Maria de Carvalho Júnior, responsável pela área de tecnologia da informação da Carvalho Saúde Ocupacional, fez a migração.

'O que deixamos de gastar com licenças da Microsoft é considerável', diz. Hoje, a empresa roda o Linux nas 30 máquinas. O pacote de ferramentas de escritório também foi trocado por uma versão livre.

Com a economia, foi possível desenvolver, por cerca de R$ 8.000, um sistema personalizado de gestão da empresa.

'O pequeno empresário pode aproveitar o orçamento e tratar a informática com mais profissionalismo', aconselha Marcelo Okano, professor de pós-graduação em redes da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista). 'Ele pode também reaproveitar suas máquinas, já que um servidor com o Linux roda bem em uma máquina mais simples', diz Okano.

Outra vantagem é que o usuário pode modificar o código do programa. 'Se faltar alguma funcionalidade, é possível programá-la', diz Alessandro Brawerman, professor do curso de sistemas de informação da Universidade Positivo.

'O empresário deve calcular o número de máquinas afetadas e ver se compensa contratar alguém para instalar os programas', aconselha Egnaldo Paulino, consultor de orientação empresarial do Sebrae-SP.

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Se as suas séries de televisão favoritas demoram uma eternidade para estrear no Brasil, então você certamente já deve ter feito downloads com o Bit Torrent. Seria ótimo ter um aparelho que além de fazer o download dos torrents, também funcionasse como player para você assistir as séries na sua televisão, não é? Pois este aparelho já existe, e se chama Myka!

O Myka roda Linux e vem com o Bit Torrent pré-instalado. Ele pode ser conectado a Internet pela sua rede ou pela Wi-Fi, e tem portas HDMI, Composto, S-Video e SPDIF, além da USB. Você pode escolher entre um HD de 80, 160 ou 500 GB, com preços que variam entre US$ 299 e US$ 459, lá fora.

Saiba mais sobre o Myka.

Como migrar do Windows


  • Sobre

A maioria das pessoas que instalam openSUSE ou outra distribuição GNU/Linux têm usado Microsoft Windows desde há muito tempo, muitos há 10 anos ou mais. A migração para um sistema operativo completamente diferente pode ser mais difícil do que você pensa.

Um dos obstáculos quando se migra de um sistema operativo para outro não é, na verdade, o SO em si, mas a familiaridade que o utilizador criou ao longo dos anos com o sistema operativo e com as aplicações que correm sobre ele, como instalar novas aplicações ou dispositivos, onde certos tipos de ficheiros estão normalmente armazenados, e assim por diante.

Bom, não há nenhum interesse em fingir que a migração para um novo sistema operativo é simples como atravessar a rua, porque existem diferenças significativas entre Windows e Linux; qualquer diferença torna a vida mais difícil. No entanto, qualquer pessoa que saiba usar Windows consegue usar Linux - não há nenhuma magia envolvida; apenas um pouco de paciência e vontade de aprender.

Na maior parte dos casos a coisa mais difícil em relação à aprendizagem de Linux é "desaprender" o Microsoft Windows.

  • Dicas para uma migração mais fácil

Instale versões Windows de programas open source

Muitas aplicações Linux têm também versões para Windows (e em muitos casos versões para OS X também), conhecer alguns desses programas torna a mudança mais fácil:

* Suite de produtividade OpenOffice.org
* Navegador de internet Firefox
* Cliente de email Thunderbird
* Editor de fotografia GIMP
* Pacote de desenho vectorial Inkscape
* Mensageiro Instantâneo GAIM
* Editor HTML NVU
* Cliente bittorrent Azureus
* Reprodutor Multimédia VLC
* Cliente IRC Xchat
* Edição Electrónica Scribus
* Edição Áudio Audacity



  • Verifique a compatibilidade dos dados gerados por aplicações baseadas em Windows

Verificações preliminares podem dirigir preocupações para esta área:
* Verifique as opções "Gurdar como..." ou "Exportar" nos seus programas Windows para ver que formatos estão disponíveis.
* Verifique as opções "Abrir" ou "Abrir como" ou "Importar" nas suas aplicações Linux para ver se algum dos formatos dos programas Windows estão disponíveis.
* Verifique as opções "Guardar" ou "Guardar como..." nas suas aplicações Linux para ver se pode guardar para um formato aceitável por utilizadores Windows.
* A página em Aplicações Equivalentes contém as várias aplicações normalmente usadas em Windows, e as alternativas que estão disponíveis para utilizadores SUSE Linux.


  • Experimente o LiveDVD

openSUSE tem um LiveDVD. Com ele você pode carregar um sistema Linux completo que irá correr apenas do DVD e da RAM. Não irá afectar dados no seu disco rígido. Esta é uma boa maneira de obter uma ideia sobre o quão compatível o seu hardware é com Linux antes de instalar. Também é uma maneira fácil de olhar simplesmente para o openSUSE. Claro que o sistema é muito mais lento ao correr por um DVD do que quando instalado no seu disco rígico.

  • Experimente com um computador suplente

O medo de perder dados e configurações do sistema inibe muitas pessoas de explorarem os seus SO. Um computador para experiências pode ser uma ferramenta poderosa para convencer os outros, tal como familiares, que uma mudança para Linux é uma boa ideia.

  • Motivação

Para o manter motivado para aprender e ultrapassar as questoẽs iniciais é importante conhecer os benefícios que o esperam ao fundo do túnel.

  • Benefícios técnicos

* Um sistema seguro onde vírus e spyware não são um problema.
* Um sistema muito estável.
* Tem efeitos 3D, buscas e aplicativos no ambiente de trabalho, e qualquer outra caracterśtica que encontra em outros sistemas operativos

O desenvolvimento é rápido. Não tem de esperar 5-6 anos por uma nova versão. Novas versões de openSUSE são disponibiliizadas a cada 8 meses.

  • Benefícios Económicos

* Não há necessidade de comprar um sistema operativo muito caro. O openSUSE pode ser descarregado gratuitamente ou você pode comprar comparativamente barato conjunto de caixa.
* Não há necessidade de comprar uma dispendiosa suite de escritório - o OpenOffice.org está incluído.
* Não há necessidade de fazer um upgrade ao seu hardware. O Linux não possui monstruosos e cada vez mais elevados requisitos de equipamentos de hardware, obrigando-o a comprar hardware previamente.


  • Benefícios éticos

* A maior parte do software no openSUSE é software livre e open source, o que garante ao utilizador a liberdade que não existe no mundo proprietário.
* Uma vez que pode obter software com tanta qualidade gratuitamente em Linux você não se sentirá tentado a piratear.
* Os sistemas Linux suportam padrões abertos e formatos abertos. E isto mantém a competição justa e garante diversidade. Você não verá monopólios num mundo Linux.


  • Potenciais problemas

Linux é diferente de Windows e leva tempo e esforço para aprender. Além disso o Windows só tem uma coisa a favor dele - ele tem mais utilizadores. Isto significa:

* Existem mais jogos e programas para Windows. Photoshop, Dreamweaver, MS Office e jogos 3D populares estão entre as aplicações mais ausentes para Linux. Existem no entanto programas muito bons disponíveis para estas tarefas.

* Existe mais suporte para hardware em Windows. Nenhum sistema operativo suporta mais hardware de fábrica do que o Linux - mas existem drivers Windows para quase todo o hardware existente. Isto não se deve à Microsoft, mas obviamente a sua quota de mercado significa que qualquer fabricante de hardware ficaria sem mercado rapidamente se não trabalhasse com eles. Infelizmente o mesmo não pode ser dito dos fabricantes de hardware que não colaboram com o pessoal do kernel do Linux. Contudo, a maioria do hardware é suportado pelo Linux e cada vez mais hardware é suportado a cada dia que passa, à medida que o Linux cresce no mercado.

* Obter ajuda é fácil com Windows - quase toda a gente usa e conhece Windows por isso obter ajuda é fácil quando tem problemas. Nem toda a gente conhece pessoas que usem Linux. No entanto, você pode obter montes de ajuda online no IRC, listas de correio ou fórums - ou você pode ir ao seu encontro local do grupo de utilizadores Linux (GUL).


Em novembro de 2006, Novell e Microsoft firmaram uma parceria que deu pano pra manga: as duas empresas iam se unir pela interoperabilidade de seus sistemas para servidores e a Microsoft iria colocar seus times de vendas e marketing para vender algumas licenças do SuSE Linux, sistema operacional fornecido pela Novell.

A fatia mais ortodoxa da comunidade open source ficou de cabelo em pé, e alguns membros chegaram a chamar a Novell de traidora. Mas o fato é que a aliança rendeu US$ 112 milhões para a Novell em faturamento em 2007 - quase 10% do total registrado (US$ 932 milhões).

Coincidentemente ou não, depois disso, a própria Microsoft começou a ensaiar alguns passinhos em direção ao mundo do código aberto.

Para Susan Heystee, vice-presidente para alianças estratégicas da Novell, a iniciativa é "louvável". "Aplaudimos a Microsoft por isso, pois significa uma preocupação com o cliente, que é quem vai ganhar, no fim das contas", afirma. A executiva é a principal responsável pelo acordo com a empresa de Bill Gates e, agora, pela parceria com a SAP, anunciada esta semana.

As empresas tinham alguns acordos de cooperação, mas, a partir desta semana, o SuSE Linux, fornecido pela Novell, passa a ser o sistema operacional aberto recomendado pela SAP para rodar seus ERPs. Susan afirmou que a parceria deve beneficiar as duas companhias. De acordo com a executiva, além de cada uma delas poder buscar oportunidade entre os clientes da outra, ambas devem, em conjunto, buscar novos negócios.

O foco principal está em companhias de pequeno e médio portes - um conceito que varia entre as empresas. Para a SAP, o perfil é de empresas que faturem abaixo de US$ 1 bilhão, o que a Novell considera um corte muito alto. "Este é nosso tamanho para você ter uma idéia", lembra Susan. Por isso, a Novell estabeleceu que as médias são as que estão acima do faturamento de US$ 300 milhões.

Nos últimos anos, a SAP - que atualmente tem como principais clientes companhias de grande porte - luta para ingressar no mercado de médias empresas. A principal dificuldade é que seus sistemas são vistos como caros e demasiadamente complexos pela maioria das corporações que não está no topo das listas de maior faturamento.

Na opinião de Pat Hume, vice-presidente de canais e alianças estratégicas da SAP, as plataformas proprietárias "fazem parte do passado". "Percebemos que, se queremos continuar liderando os sistemas corporativos, temos que cada vez mais ingressar no mundo das plataformas abertas", disse.

Mas isso não significa, necessariamente, que a própria SAP pensa em abrir seus próprios códigos. não. "Vamos ingressar mais a fundo no mundo do código aberto com parcerias como essas e o resto o tempo dirá", lançou Pat.

Além de Microsoft e SAP, a Novell mantém uma lista de outros oito parceiros estratégicos, entre os quais figuram AMD, Intel, Dell, Lenovo, IBM, HP, Oracle e Fujitsu / Siemens.

Ex-editor do Linux Journal, Nicholas Petreley, defende que o sistema operacional aberto dará início a um grande momento do “lado do cliente"

Crescente uso de software livre em dispositivos móveis impulsionará adoção em PCs


Acredito que o Linux se tornará o sistema operacional padrão consagrado para os desktops. Embora ainda vá demorar algum tempo para que muitos usuários se libertem dos vínculos com o Windows, existe uma boa razão para acreditar que este dia chegará.
Considere que a comunidade global já está começando a apoiar os formatos de documentos padrão. Além disso, à medida que browsers, como o Firefox, conquistam maior participação de mercado, os usuários estão menos tolerantes com os sites que podem ser acessados apenas com o Internet Explorer. Contudo, a transição é lenta e continuará a ser lenta. A maioria das pessoas só vai deixar de utilizar o Windows quando estiver em questão o fator financeiro.

O cliente genérico perfeito
Um desktop é compatível com diversos métodos de hábitos de trabalho. Por exemplo, você pode editar um documento com um processador de textos local, como o Microsoft Word, do Windows, ou pode utilizar o Google Docs. Você precisa do Windows para utilizar o Word, mas qualquer sistema operacional com um bom browser poderá trabalhar bem com o Google Docs. Desde que seja eliminado o problema de migrar para um novo formato de documento, a questão passa a ser: "Por que estou pagando tanto para utilizar um Windows cheio de problemas, sobrecarregado e inseguro?" Simplificando, elimine a força de inércia dos sistemas herdados, e o desktop mais barato e menos problemático se tornará mais desejável.

A longo prazo, o Linux será o cliente genérico perfeito. Este é o aspecto central do desenvolvimento de softwares gratuitos, que faz deste o ponto focal para a computação genérica e aberta. À medida que as pessoas continuam a utilizar o Linux como base para telefones celulares, ou gravadores de vídeo digital, (Digital Video Recorders, como TiVo e Dish Network), roteadores e outros sistemas dedicados, ele está se tornando presente praticamente em todas as plataformas, exceto o PC. Isso apenas torna mais provável que ele domine o PC no futuro.

Quanto mais o Linux se torna a plataforma padrão consagrada para o desenvolvimento de software de qualquer tipo, mais atraente ele fica como a plataforma para computação pessoal. Qualquer superposição entre dispositivos e PCs economiza a duplicação de esforços. O vasto repositório de softwares gratuitos disponíveis mediante uma simples solicitação faz o Linux ser ainda mais atrativo como a base para desenvolvimento.

Muitas das tarefas que o Linux deve realizar em um PC ele já conclui em dispositivos, como telefones celulares. Talvez, nunca cheguemos a presenciar a era dos computadores em rede por US$100, mas a computação em rede está avançando, conforme evidencia-se pela crescente dependência de sistemas de e-mail com base na web e pelo surgimento de aplicativos em rede, como o Google Docs. Devemos agradecer ao Ajax e Java pelos ricos recursos para clientes, atualmente disponíveis em seu browser para PC e/ou para telefone celular.

Quanto mais dependermos desse tipo de computação, mais invisíveis os sistemas operacionais se tornarão. A maioria das pessoas não sabe ou não se preocupa com que sistema operacional seu telefone celular funciona. Sempre podemos nos preocupar mais com o que estamos executando em nosso PC, mas a diferença entre os dois desaparecerá gradativamente. Quando isso acontecer, o Linux deverá ser a melhor opção, porque ele já é prevalente em muitos dispositivos. O Linux só não pode obter sucesso como um cliente genérico de computação em rede. As pessoas continuarão a utilizar seus PCs como uma estação de trabalho capacitada, mesmo quando isso não for apropriado. Fazer isso é da natureza dos usuários de computadores. Por essa razão, o Linux precisa de uma experiência em desktop que seja persuasiva. Ele já dispõe do Compiz Fusion, mas mesmo que a capacitação para 3D no Linux não exija os mesmos recursos de hardware que o Vista, muitos usuários do Linux ainda se recusarão a instalar o Compiz ou resolverão desativá-lo.

O desktop precisa de um avanço mais substancial em seus conceitos. O novo KDE, denominado KDE4, parece ser promissor nesse sentido. Aparentemente, os desenvolvedores do KDE estão tentando acrescentar algo de novo à experiência em desktops, que não seja apenas “para inglês ver”. O KDE4, ou partes dele, será executado no Windows e no Mac OS-X, mas ele será totalmente nativo no Linux, e deverá beneficiar o Linux mais do que qualquer outra plataforma.

O KDE4, a proliferação do Linux nos dispositivos, a tendência para a computação genérica em rede, o fato de que o Linux é “livre” (tanto em termos de liberdade quanto pelo fato de ser gratuito), e outros fatores contribuem para o seu inevitável sucesso nos desktops. Mas o Linux ainda precisa de algo mais. Ele precisa de oportunidades para suplantar os sistemas herdados e também tem de superar alguns importantes obstáculos.

As oportunidades do Linux
Tanto os sucessos quanto os fracassos da Microsoft proporcionam uma substancial gama de oportunidades para o Linux conquistar uma significativa participação no mercado de desktops. É muito difícil, especialmente no nível corporativo, mudar os sistemas operacionais dos desktops, por isso, qualquer sistema herdado, como o Windows, sempre terá uma enorme vantagem. Mas a Microsoft tem cometido tantos erros ultimamente, que alguém deve dar à ela o crédito por encorajar os usuários a procurar por um sistema operacional alternativo. O Windows já era considerado notoriamente inseguro, mas a Microsoft está agravando esse problema com o Vista, que é caro, tem muitas falhas, é incompleto, tem um processo de licenciamento muito complexo, fica comprometido com questões de DRNM (Digital Rights Management), é desafiado no que se refere a hardware, e freqüentemente é atualizado sem permissão do usuário.

Como foi observado anteriormente, as pessoas deverão estar mais propensas a mudar para um novo sistema operacional quando a questão passar a envolver dinheiro. A Microsoft deveria ser esperta, no sentido de continuar proporcionando suporte técnico para o Windows XP, que é considerado "suficientemente bom", uma vez que qualquer iniciativa para forçar as pessoas a fazerem a atualização para o Vista poderá criar a referida situação "de passar a envolver dinheiro". O risco de se ajustar a um novo sistema operacional se torna muito mais agradável, quando isso permite economizar o custo de atualizar para um desktop do qual você sabe que não vai gostar.

Talvez, o erro mais grave da Microsoft tenha sido sua fracassada tentativa de utilizar a SCO como um instrumento para criar medo, incerteza e dúvida sobre o Linux. Quem apoiou a SCO agora está agüentando as conseqüências. Isto torna muito menos provável que os analistas de alto nível cometam o mesmo erro, agora que a Microsoft está atacando o Linux diretamente, ao afirmar que ele viola suas patentes de software.

Quando lançou o Windows 95, a Microsoft deu início a uma estratégia que terminaria por deixá-la em uma situação bastante complicada. Por um lado, ela teve sucesso ao aproveitar sua única vantagem, integrando aplicativos de 32 bits do Windows para eliminar praticamente toda a concorrência no setor de aplicativos para desktop de uso comum. O problema é que a Microsoft acabou ficando sem amigos. Por exemplo, se o Lotus Smartsuite e o WordPerfect Office ainda estivessem competindo com o Microsoft Office, seria praticamente impossível para o Linux entrar no mercado de desktops. As companhias ficariam felizes em coletar seus rendimentos com os aplicativos do Windows. Não haveria nenhum incentivo para apoiar outra plataforma para desktop.

Infelizmente, para a Microsoft, esse não é um erro que ela pode consertar facilmente. Ela não pode arcar com as conseqüências de desistir de sua significativa participação de mercado com o Office apenas para tentar reconquistar alguma lealdade para a plataforma Windows. Agora que os danos já foram causados, as companhias estão mais inclinadas a apoiar plataformas nas quais o campo de atuação seja estável, e é aí que está a oportunidade para o Linux e outros sistemas operacionais para desktop.

Mas enquanto a Microsoft torna quase impossível para a concorrência obter lucro com os aplicativos para desktop de uso comum, do Windows, o Linux não necessariamente aproveitará essa oportunidade. Os melhores aplicativos de uso comum para o Linux são aqueles gratuitos e de fonte aberta. Embora muitas companhias estejam começando a reconhecer a superioridade do software gratuito, a maioria ainda não descobriu como ganhar dinheiro com ele – pelo menos, elas percebem que não podem ganhar dinheiro do mesmo modo que faziam no antigo mercado.

Outro problema com essas oportunidades geradas pelas atitudes da Microsoft é que elas simplesmente tornam mais fácil para qualquer sistema operacional alternativo conquistar participação no mercado de desktop, não necessariamente o Linux. O Mac OS-X poderá colher tais benefícios, e provavelmente já está fazendo isso. O Linux poderá ficar em vantagem, a longo prazo, mas em curto prazo, é necessário que sejam feitas algumas mudanças adicionais no Linux para que ele possa explorar essas oportunidades, além de também ter de superar alguns obstáculos importantes.

Obstáculo: são necessários mais sistemas Linux pré-instalado
Segundo a experiência pessoal de muitos usuários do Windows e do Linux, este é, sem dúvida, muito mais fácil de ser instalado do que o primeiro, já que reconhece o hardware apropriadamente durante a instalação. Obviamente, o Linux pode ser difícil de ser instalado quando ocorre algum problema no reconhecimento do hardware, mas o mesmo pode acontecer com o Windows.

Alguém pode argumentar que, atualmente, os instaladores do Linux estão fazendo um trabalho melhor de reconhecimento de hardware. Isso é irrelevante. A instalação mais fácil é aquela que você não precisa fazer. É por isso que muitas pessoas acreditam, quer seja verdade ou não, que o Linux é mais difícil de ser instalado do que o Windows. É que eles têm de instalar o Linux, mas não precisam instalar o Windows. Quando compram um PC, o Windows já vem instalado. O Mac OS-X tem a vantagem, nesse aspecto. Compre um Mac, e o seu sistema operacional de desktop estará instalado para você.

O modo de superar este obstáculo é óbvio. Obtenha o Linux pré-instalado em PCs, e os usuários do Linux não precisarão lidar com os aspectos da instalação. Ubuntu e Dell formaram uma parceria para disponibilizar o Linux pré-instalado. Isso é um grande começo, mas é apenas um começo. O Linux precisará de um suporte técnico muito mais amplo nas pré-instalações, a fim de ter sucesso nos desktops.

Obstáculo: o KDE precisa substituir o GNOME como a GUI preferida do Linux
O GNOME é o ambiente de desktop gráfico padrão do Red Hat Linux, Ubuntu, SUSE, e outros. O GNOME pode não estar mantendo o Linux afastado dos desktops, mas ele também não está vendendo o Linux para desktops. Aparentemente, o GNOME não consegue “se decidir” se ele é destinado a usuários principiantes ou para hackers super-experientes. Isso poderia ser diferente, se o GNOME, como o KDE, tentasse servir a ambos os tipos de usuários. Em vez disso, a abordagem do GNOME de ser amigável para o usuário consiste em torná-lo impossível (ou quase impossível) de realizar qualquer coisa, exceto as operações mais básicas. Se você realmente quiser fazer alguma coisa que o GNOME não quer que você faça, será preciso tomar uma medida mais drástica e editar o registro ou outros arquivos de configuração do GNOME. Os desenvolvedores do GNOME argumentam que você pode manter os usuários livres de problemas e evitar confundi-los, se eliminar tudo, exceto os recursos mais simples. Até mesmo Linus Torvalds questionou a sabedoria dessa estratégia de design, escrevendo um e-mail enviado por mala-direta, há dois anos, dizendo: "Se você pensa que os usuários de seu GNOME são idiotas, somente idiotas irão utilizá-lo".

Alguém pode argumentar que o GNOME tem dado certo porque as principais distribuições de Linux o utilizam, por padrão. Isso poderia ser verdadeiro, se a participação do Linux no mercado de desktops estivesse crescendo rapidamente graças a essas distribuições, mas a lamentável participação do Linux nesse mercado pode ter outra justificativa. Essas distribuições são populares, mas somente entre aqueles que já estão familiarizados com o Linux, o segmento que pode, mais provavelmente, ser atraído pelo GNOME. Na realidade, o GNOME é atrativo para alguns usuários experientes no Linux, porque ele é um dos poucos ambientes para desktop completos, que é mais “leve” do que o KDE; o que torna o GNOME mais apropriado para o uso em servidores. As limitações no GNOME também são não-intrusivas para aqueles que sabem como contorná-las; por exemplo, alguém que não tenha medo do registro ou da linha de comando do GNOME.
O que deve ser feito para eliminar esse obstáculo? A Red Hat endossou o GNOME devido a questões de licenciamento que possivelmente foram resolvidas há muito tempo. O SUSE favorece o GNOME porque um dos primeiros desenvolvedores do GNOME praticamente comanda a companhia. Só Deus sabe por que o Ubuntu utiliza o GNOME por padrão (embora você possa fazer o download e instalar o Kubuntu, que utiliza o KDE por padrão). Mas se essas distribuições querem contribuir para a expansão do Linux nos desktops, elas precisam adotar e promover o KDE como o desktop padrão e/ou pressionar os desenvolvedores do GNOME para que abandonem sua inócua filosofia de desenvolvimento. Isso é especialmente verdadeiro para o Ubuntu, que está na liderança no que se refere a conseguir ter o Linux pré-instalado em marcas populares, como Dell. A participação do Linux no mercado para desktops provavelmente aumentará, de qualquer forma, mas crescerá mais rapidamente com as distribuições mais populares apoiando um desktop gráfico apropriado.

Os formatos abertos de documentos vão direcionar a adoção
O Linux tem dois sistemas legados para “destronar”. O Windows e o Office são praticamente sinônimos, e não existe o Office ou uma suíte totalmente compatível com o Linux. Os usuários devem migrar para os formatos abertos de documentos ou os aplicativos para o Linux precisam aceitar importações perfeitas de arquivos do Microsoft Office. A solução ideal seria migrar para formatos abertos, mas o mercado é que decidirá isso.

Este obstáculo não é tão insuperável quanto parece. Alguém deve se lembrar de que o WordPerfect, certa vez, praticamente dominou o mercado de produtos para processamento de textos, mas as pessoas conseguiam encontrar um meio de migrar para o Office. A Microsoft fará de tudo para tornar difícil qualquer transição a partir do Office, mas ela ainda é possível. O atrativo dos formatos abertos de documentos é inegável, pois eles fazem bem mais sentido do que a “viagem praticamente de mão-única” para o Office. A migração para os formatos abertos de documentos é uma iniciativa em direção à compatibilidade garantida, no futuro.

Conclusão

Apesar dos obstáculos envolvidos, existe uma boa razão para ser otimista sobre o Linux no setor de desktops. Este autor vem utilizando o Linux para desktop quase que exclusivamente, desde meados da década de 90, embora ele exigisse muito mais experiência prática em computadores naquela época do que exige atualmente.

Existe um fator adicional que não pode ser superestimado. Qualquer pessoa que realmente conheça o que significa software gratuito (ou free, em inglês, que também quer dizer livre) também sabe que ser “livre”, se referindo à liberdade, é o mais importante aspecto do Linux. Contudo, ninguém pode negar o poder do fato de algo ser “gratuito”. A Microsoft aplicou este poder para fazer do Internet Explorer o browser mais popular do mundo. O Netscape desapareceu porque a companhia não foi capaz de competir contra um browser gratuito. O Firefox somente tem conseguido competir porque ele também é gratuito. Dos três principais concorrentes no setor de desktops, Windows, Mac OS-X e Linux, apenas um deles é gratuito. Isso continuará ajudando muito a torná-lo o padrão consagrado no mercado de desktops.



Crescimento de 1% a 2% do Linux em termos de participação do mercado mundial será "significativo", diz executivo da Novell

As diferenças na interface do Windows Vista em relação aos seus predecessores gerou oportunidades para a Novell ampliar sua presença nos desktops, segundo Michael Applebaum, gerente-sênior de marketing de produto para Linux e plataformas abertas da companhia. Ele acredita que o fato de muitos usuários sentirem dificuldade na hora de usar a nova versão do sistema operacional da Microsoft levou-as a buscar alternativas. "O Linux para desktop é bastante parecido com o que eles estavam acostumados, então conseguimos muitos novos clientes por isso", afirma o executivo.

Ele diz que isso não se restringiu aos computadores pessoais, mas se estendeu aos desktops corporativos. "As empresas teriam que retreinar seus funcionários e optaram por adotar a versão do Linux para desktop também", diz. Entre estes clientes, ele cita duas grandes fabricantes de carros: as francesas Peugeot e Citröen.

Outro impulso para o chamado SLED (SuSE Linux Enterprise Desktop) foi a assinatura de acordos com fabricantes de computadores como IBM - uma solução consjunta do Lotus Notes hablitado para o SLED - e Lenovo.

Os resultados apareceram nos relatórios financeiros - de uma contribuição de US$ 45 milhões com o faturamento total da companhia em 2006, o volume da receita trazida pelos produtos baseados em Linux aumentou para US$ 76 milhões em 2007. Mesmo com seu entusiasmo e com os resultados positivos, Applebaum é pragmático quando fala de expectativas. "Acreditamos no potencial do Linux, mas sabemos que não vamos conquistar uma fatia muito grande do mercado de uma vez. Se crescermos 1% ou 2% de nossa participação no mercado mundial, já será significativo", diz ele.


A XS International, Inc. (XS), com sede em Atlanta, Geórgia, EUA, comprometeu-se hoje a manter e dar assistência sistemas de cluster e visualização da Linux Networx (LNXI) até 2012. A Linux Networx encerrou atividades em fevereiro, e a SGI anunciou a aquisição de alguns dos ativos da LNXI em 14 de fevereiro de 2008. Os contratos de assistência não foram assumidos pela SGI. A XS deverá oferecer contratos de assistência para os clientes da LNXI para expandir a vida dos seus sistemas até 2012.

O encerramento das atividades da Linux Networx, além de ser, com certeza, má notícia para os clientes da LNXI, causa ainda impacto na comunidade HPC, disse Todd Bone, diretor executivo da XS International. Nós nos comprometemos a dar assistência aos clientes IRIX quando a SGI entrou nesses sistemas e agora assumimos o mesmo compromisso com relação aos clientes da LNXI. Construímos uma sólida reputação atendendo aos clientes que a SGI deixou para trás e vamos continuar a fazê-lo para os usuários do LNXI.

A XS tem dado assistência, mantido e vendido sistemas de informática de alto desempenho desde 1990. A XS agora oferece uma maneira para que os clientes da LNXI possam operar e manter seus sistemas atuais em padrões de produção total, planejar a transição ordenada de seus códigos para outras plataformas e obter retorno pleno do seu investimento na LNXI. A XS comprometeu-se a oferecer sistemas LNXI sobressalentes e reformados, de modo que os usuários possam continuar a manter seus próprios sistemas e até mesmo ampliar seus agrupamentos de LNXI. Para os de LNXI que optam por fazer migração dos seus sistemas atuais, a XS oferece soluções alternativas e assistência para a transição, serviços profissionais, novas soluções de hardware e até recuperação de ativos com base nos agrupamentos retirados.

A XS International, Inc. oferece aos consumidores serviços de TI que reduzem o custo total de propriedade. Desde 1990, a XS tem se especializado em soluções de informática empresariais e high-end inovadoras, serviços de manutenção de sistemas e recuperação de ativos. A XS tem mais de três 3.200 clientes em sessenta e cinco países. A empresa tem sede em Atlanta, Geórgia, EUA e escritórios na Grã Bretanha, na Argentina e no Brasil.

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.


A multinacional Bull, presente em mais de cem países e com a sua base de operações da América Latina radicada no Brasil, acaba de inaugurar seu Centro de Competências de Computação de Alto Desempenho (HPC – High Performance Computing). O local escolhido para a criação do centro, que conta com uma equipe de 140 pessoas, é a cidade de Grenoble, localizada no sudoeste da França.

A missão dos profissionais que trabalham no novo centro é desenvolver softwares e soluções de clustering, utilizando sistemas Bull Novascale, além de sistemas integrados de fornecedores líderes da indústria. Dividido entre diversas unidades técnicas, o centro conta, em especial, com um grupo totalmente dedicado ao trabalho com o kernel do Linux. Esse grupo trabalha na otimização do Scheduler – software capaz de distribuir processos em diferentes servidores de alto desempenho, com tempo pré-determinado para cada tarefa – e na colocação de threads – processos e dados para arquiteturas de servidores de Alto Desempenho Bull NovaScale.

O grupo responsável pelo kernel Linux é composto por especialistas seniores em sistemas operacionais e no desenvolvimento do kernel 2.6. O grupo contribui, entre outras coisas, para o desenvolvimento de debuggers, testes e tecnologias de Alto Desempenho (Linux Scalability Effort). A Bull revisará, validará e suportará a distribuição de sistemas operacionais Linux adaptados a clusters de sistemas de Computação de Alto Desempenho, a partir das pesquisas e projetos desenvolvidos por essa equipe.


Todo o conteúdo do primeiro ano da Linux Magazine já pode ser baixado diretamente do site, sem necessidade de cadastro ou qualquer outro tipo de exigência. São mais de 800 páginas de conteúdo técnico e corporativo, que abordam todo o universo do SL/CA.

VoIP, bancos de dados, programação, administração de sistemas e redes, segurança, virtualização, entre outros temas, são abordados em profundidade ao longo do material.

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Para baixar os PDFs, basta acessar as revistas por meio do item Anteriores. Também é possível encontrar as matérias separadas por seção da revista, dispostas no menu à esquerda do site.

Notas de Lançamento do GNOME 2.22

1 Introdução

O GNOME 2.22 é a versão mais recente do GNOME, um ambiente de trabalho popular e multiplataforma. O foco do GNOME é facilidade de uso, estabilidade, e suporte de primeira classe a internacionalização e acessibilidade. Baseado em Software Livre e de Código Aberto, GNOME fornece todas as ferramentas comuns que usuários de computador esperam de um ambiente de computação moderno (e-mail, groupware, navegação na internet, multimídia, jogos, gerenciamento de arquivos), assim como uma plataforma poderosa e flexível para desenvolvedores de software, tanto desktop como móvel.

O GNOME é lançado a cada seis meses com muitos novos recursos, melhorias, correções de erros ("bugs") e traduções, e o GNOME 2.22 continua esta tradição. Para aprender mais sobre o GNOME e as qualidades que o distinguem de outros ambientes de trabalho (como usabilidade, acessibilidade, internacionalização e liberdade), visite a página Sobre o GNOME no nosso website.

Junte-se a nós hoje e veja quanta diferença você pode fazer.

O GNOME 2.22 inclui todas as melhorias contidas no GNOME 2.20 e anteriores. Você pode conferir as mudanças que aconteceram no GNOME 2.20 nas suas notas de lançamento.

2 Em memória de Raphael Higino

Esta versão do GNOME 2.22 é dedicada a Raphael Higino, membro do time de tradução e do GNOME Brasil.

Figura 1Raphael Higino

Raphael Higino foi um contribuidor dedicado de muitos anos do processo de tradução brasileira do GNOME. Ele foi um membro com quem pudemos sempre contar e que estava sempre disponí­vel para ajudar e guiar novos contribuidores, tornando-se uma pessoa muito querida na comunidade. Raphael faleceu no ano passado em um acidente de motocicleta com apenas 24 anos de idade. Sua dedicação, trabalho duro e companherismo serão sempre recordados pela comunidade e todos aqueles que tiveram o grande prazer de chamá-lo de amigo.

Texto de Og Maciel

3 O que há de novo para usuários

O foco do projeto GNOME nos usuários e na usabilidade continua no GNOME 2.22, com centenas de erros corrigidos e melhorias requisitadas pelos usuários. O alto número de aprimoramentos torna impossível listar aqui cada mudança ou melhoria, mas nós esperamos destacar algumas das mais excitantes características nesta versão do GNOME.

3.1 Diga Cheese

Figura 2O programa Cheese.

O GNOME 2.22 vem com uma nova aplicação, o Cheese. Cheese permite a você tirar fotos e fazer vídeos usando a webcam do seu computador. Você pode aplicar uma série de efeitos diferentes, como lilás, preto e branco, psicodélico e deformação. Você pode compartilhar estas fotos com seus amigos, carregá-las no F-Spot ou configurá-las como a foto da sua conta.

3.2 Composição de janelas

O GNOME 2.22 vem com a composição de janelas, nas plataformas onde isso é possível. Ajustando-se à política "mantendo as coisas simples" do GNOME, as funcionalidades não são muito espalhafatosas. As mudanças mais visíveis são as sombras das bordas das janelas, visualização do conteúdo da janela na mudança via Alt+Tab e efeitos de transparência.

Nem todas as placas gráficas têm suporte a composição, por isso essa característica vem desabilitada por padrão e não é exposta na tela de preferências. Se você sabe que o seu hardware tem suporte a composição, você pode habilitá-la através do comando: gconftool-2 -s --type bool /apps/metacity/general/compositing_manager true a partir da janela "Executar Aplicação", ou edite a chave no Editor de Configurações. Coloque o valor para false para desabilitar a composição.

3.3 Melhor sistema de arquivos em rede

O GNOME 2.22 vem com o GVFS, uma nova camada de sistema de arquivos virtual, transparente, para o GTK+. GVFS foi modelado para superar as deficiências do antigo sistema GNOME VFS, por exemplo, lembrando as credenciais de login enquanto durar a sessão e sendo mais flexível nas falhas. Muitas aplicações para GNOME já estão usando o GVFS, incluindo todas as aplicações principais.

Com a migração para o GVFS, o GNOME agora usa a especificação da Lixeira do Freedesktop.org para lidar com arquivos excluídos.

Alguns novos protocolos estão também disponíveis. cdda:// irá mostrar todas as faixas em um CD de áudio, disponíveis como arquivos WAV. gphoto2:// lhe dará acesso a qualquer câmera digital conectada.

O Gerenciador de Arquivos do GNOME agora está mais esperto com relação às mídias removíveis. Ele lhe mostrará uma barra de informação com as ações possíveis, quando você inserir uma mídia removível ou navegar em uma unidade removível.

Informações técnicas sobre o GVFS estão disponíveis na Seção 6.1 ― GVFS e GIO dentro da seção "O que há de novo para desenvolvedores".

3.4 DVD, TV digital e mais

O Reprodutor de Filmes do GNOME agora oferece suporte melhorado a DVD bem como o suporte a televisão digital (DVB). Outra novidade no 2.22 é uma seleção de novos plugins, incluindo o suporte a MythTV, Youtube e pesquisa baseada no Tracker. Além disso, temos o compartilhamento de listas de reprodução e a habilidade de escolher as legendas para os filmes.

O GNOME 2.22 estréia a capacidade de prévias e execução de arquivos Flash, usando o decodificador livre swfdec.

3.5 Relógio internacional

Não há mais a necessidade de fazer cálculos mentais para descobrir que a horas sua teleconferência começa em Sydney. O GNOME 2.22 agora tem a internacionalização no seu relógio. Adicione vários locais do mundo todo e veja suas horas e climas.

Figura 3O relógio internacional.

3.6 Evolução contínua

O Evolution continua sendo melhorado, como o novo suporte à Agenda do Google e rótulos personalizáveis de e-mail.

Figura 4Evolution mostrando uma Agenda Google.

Muito trabalho foi feito para melhorar a velocidade do filtro de spam e para tornar as mensagens de erro mais discretas, usando a barra de status ao invés de janelas de erro.

3.7 Acesso remoto

Outra novidade no GNOME 2.22 é o Visualizador de Área de Trabalho Remota (N.T.: "vinagre" para os íntimos). Esta aplicação complementa o servidor de acesso remoto do GNOME, e, entre suas características podemos citar a habilidade de descobrir as máquinas na rede local e a gravação das conexões favoritas.

Figura 5O Visualisador de Área de Trabalho remota em ação.

Os usuários que gostam de ter um maior controle sobre o servidor de acesso remoto irão apreciar a adição da aba Avançado na tela de configurações.

3.8 Configuração de teclado simplificada

As telas de configuração de layout e acessibilidade de teclado foram unidas em uma só tela, facilitando a configuração de teclado. Os atalhos de teclados permanecem em uma tela a parte.

Figura 6A nova tela de Preferências de Teclado.

3.9 Mas isso não é tudo...

O GNOME 2.22 vem com muitas outras melhorias e correções desde os últimos 6 meses de desenvolvimento, incluindo:

  • Abertura dos contatos do Evolution no Deskbar;
  • Impressão melhorada no Editor de Texto;
  • Jogo em rede no Xadrez;
  • Notificações de download no Epiphany;
  • Suporte a LZMA (7-zip) no Compactador de Arquivos;
  • Inibição automática de suspender/hibernar enquanto estiver gravando CD's;
  • O Visualizador de Documentos agora está mais rápido e usa menos memória;
  • O Visualizador de Documentos agora tem suporte a transição de páginas em apresentações PDF;
  • O Tomboy pode agora organizar suas notas em abas;
  • O Extrator de CD's de Áudio agora tem suporte a mais metadados, como número do disco e ano;
  • Muitas melhorias na precisão e usabilidade na Calculadora;
  • O Gerenciador de Chaveiros foi completamente substituído pelo Seahorse;
  • E muito, muito mais, você tem que instalar (ou atualizar) para ver!

4 O que há de novo em acessibilidade

4.1 Melhorias na leitura e ampliação de tela

Orca, a tecnologia do GNOME para leitura de tela, contém muitas melhorias excitantes na versão 2.22. Graças a uma colaboração mais integrada com a Mozilla temos uma excelente acessibilidade no Firefox 3. Uma novidade no Orca é o suporte a ARIA ("Accessible Rich Internet Applications") e Regiões Dinâmicas ("Live Regions"). Isto permite uma acessibilidade muito mais rica com as aplicações web dinâmicas de hoje em dia.

No GNOME 2.22 o Orca também agregou suporte ao Braille contraído nível 2. Muito trabalho foi feito para melhorar sua qualidade e estabilidade.

O ampliador de telas foi melhorado e pode usar recursos como a composição no X para permitir uma rolagem suave e rolagem em tela cheia, nas máquinas com suporte à composição. O suporte a filtros para daltônicos também foi melhorado.

4.2 Nova acessibilidade do mouse

O GNOME 2.22 inclui um conjunto de melhorias especiais de acessibilidade no que se refere ao controle do mouse. Por exemplo:

  • Habilidade de capturar o cursor dentro de uma região da tela;
  • Habilidade de abrir o menu de contexto com somente um botão do mouse; e
  • Habilidade de executar vários tipos de cliques (clique simples, clique duplo, clique de contexto e arraste) sem usar o botão do mouse (também chamada de clique de permanência ou "dwelling").
Figura 7Opções de acessibilidade do mouse.

5 O que há de novo para administradores

5.1 Integração com o PolicyKit

O PolicyKit é uma nova framework multiplataforma de segurança. A finalidade do PolicyKit é fornecer uma maneira consistente das aplicações ganharem privilégios extra, por exemplo, aplicações administrativas.

Usando o PolicyKit, administradores podem agora ajustar configurações globais do sistema. Por exemplo, você pode permitir a um certo usuário acertar a data e hora, ou você pode dar o direito de iniciar e parar serviços a certos usuários.

Para os usuários, as telas de configuração agora contém botões "Desbloquear", perto dos controles onde ele não está atualmente habilitado a mudar. Ao clicar no botão "Desbloquear", será apresentada uma tela onde o usuário poderá fornecer sua credencial extra para autorização.

Figura 8Configurações de Rede.

5.2 Melhores ferramentas do sistema

As ferramentas de administração do GNOME agora monitoram as mudanças no arquivos de configuração abertos por elas. Isso significa que, se outro administrador mudar alguma configuração, a sua tela será atualizada refletindo as mudanças.

A ferramenta Pastas Compartilhadas agora permite que você edite o banco de dados de usuários Samba (smbpasswd).

A ferramenta Configurações de Rede pode agora configurar conexões PPPoE e GPRS.

6 O que há de novo para desenvolvedores

A plataforma GNOME 2.22 para desenvolvedores fornece uma base estável para desenvolvedores independentes de software criarem suas próprias aplicações. O GNOME e sua plataforma são licenciados de forma a permitir a criação tanto de software livre como de software proprietário, que rodem com base no GNOME.

As bibliotecas na plataforma GNOME têm garantia de serem estáveis - API e ABI - para o resto das séries 2.x. As bibliotecas no ambiente ("desktop") GNOME não têm esta garantia, mas a maioria se mantém estável de versão para versão.

6.1 GVFS e GIO

GVFS é um sistema de arquivos virtual (em espaço de usuário) com backends para protocolos como SFTP, FTP, DAV, SMB, ObexFTP, etc. O GVFS é o substituto do GNOME-VFS. Agora o GNOME-VFS é considerado obsoleto, e os desenvolvedores não devem usá-lo em novas aplicações.

O GVFS consiste em duas partes:

  • GIO, uma nova biblioteca compartilhada que é parte da GLib e fornece a API para GVFS; e
  • GVFS propriamente dito, que é um novo pacote contendo backends para vários tipos de sistemas de arquivos e protocolos, tais como SFTP, FTP, DAV, SMB e ObexFTP.

GVFS/GIO almeja ser um sistema de arquivos virtual moderno e fácil de usar. Seu objetivo é fornecer uma API que os desenvolvedores prefiram às chamadas POSIX padrão. Ao invés clonar a API de E/S POSIX, ele fornece uma interface de alto nível, centrada em documentos. Além de ler e escrever arquivos, GIO tem mecanismos para monitoramento de arquivos, E/S assíncrona e complementação de nomes de arquivos.

A forma como GVFS funciona é assim: ele executa um único processo principal (gvfsd), que fica de olho nas montagens atuais. Cada montagem roda em um processo separado (algumas montagens compartilham o mesmo processo, mas a maioria não). Os clientes se comunicam com os recursos remotos através de uma combinação de chamadas D-Bus e de um protocolo personalizado para os conteúdos dos arquivos. Mover os backends para processos separados minimiza o inchaço das dependências nas aplicações e torna o sistema como um todo mais robusto.

O GVFS também oferece um pontos de montagem FUSE em ~/.gvfs/ de forma que as pastas GVFS possam ser acessadas por aplicações legadas usando a E/S padrão POSIX.

Diferentemente do GNOME-VFS, as conexões no GVFS são permanentes. Isso significa que um usuário só precisa digitar sua senha uma única vez, e não a cada conexão sucessiva.

Com a migração para o GVFS, as montagens e execução de programas automáticas passaram a ser gerenciadas diretamente pelo Nautilus, e não mais pelo gnome-volume-manager.

A documentação está disponível online — tanto a API quanto guias de migração de POSIX e GNOME-VFS para GIO.

6.1.1 Regressões

Ainda que o GVFS tenha corrigido muitos problemas que existiam no GNOME-VFS, existem algumas regressões de funcionalidades. Em especial, falta suporte às URL's fonts:// e themes://.

Estes problemas serão resolvidos o mais rápido possível. Existem também algumas aplicações que ainda precisam ser migradas para o GVFS. O estado dessa migração está documentado online.

6.2 IDE Anjuta

O IDE Anjuta agora faz parte da Suíte de Desenvolvimento GNOME. Anjuta é um IDE (ambiente de desenvolvimento integrado) que oferece muitas funcionalidades para desenvolvedores, tais como um depurador integrado, um editor de interfaces GLADE e uma interface para o Valgrind.

Figura 9Anjuta em ação.

7 Internacionalização

Graças aos membros do Projeto de Tradução do GNOME, o GNOME 2.22 está disponível em 46 idiomas (com no mínimo 80% de tradução), muitos dos quais contam ainda com manuais de usuário e administrador traduzidos.

O GNOME está traduzido para os seguintes idiomas:

  • Árabe
  • Basco
  • Português (Brasil)
  • Búlgaro
  • Catalão
  • Chinês (China)
  • Chinês (Taiwan)
  • Chinês (Hong Kong)
  • Checo
  • Dinamarquês
  • Holandês
  • Dzonga
  • Inglês (EUA, Inglaterra, Canadá)
  • Estoniano
  • Finlandês
  • Francês
  • Galego
  • Alemão
  • Grego
  • Guzerate
  • Húngaro
  • Italiano
  • Japonês
  • Coreano
  • Letão
  • Lituano
  • Macedônio
  • Malaio
  • Marathi
  • Nepalês
  • Norueguês Bokmål
  • Polonês
  • Português
  • Panjabi
  • Russo
  • Sérvio
  • Sérvio com alfabeto latino
  • Eslavo
  • Espanhol
  • Sueco
  • Tâmil
  • Tailandês
  • Turco
  • Ucraniano
  • Vietnamita

O GNOME tem ainda suporte parcial a muitos outros idiomas, com a tradução de mais da metade das mensagens.

8 Instalando o GNOME

Você pode experimentar o GNOME 2.22 através do LiveCD, que contém todo o software incluído no GNOME 2.22 em um único CD. Você pode fazer o download dele através do site BitTorrent do GNOME.

Para instalar ou atualizar sua máquina para o GNOME 2.22, nós recomendamos que você instale os pacotes oficiais da sua distribuição. Distribuições populares trarão o GNOME 2.22 muito em breve, e algumas delas já possuem versões em desenvolvimento já com o GNOME 2.22. Você pode obter uma lista das distribuições que vêm com o GNOME, ou descobrir quais versões do GNOME elas trazem na nossa página Get Footware.

Se você é corajoso e paciente, e gostaria de compilar o GNOME a partir do código fonte, nós recomendamos que use uma de nossas ferramentas de compilação. O GARNOME compila o GNOME a partir de versões lançadas. Você precisa do GARNOME 2.22 para compilar o GNOME 2.22. Também existe o jhbuild, que foi construído para quem quer compilar o GNOME diretamente a partir do SVN. Você também pode usar o jhbuild para compilar o GNOME 2.22, usando o módulo gnome-2.22.

Embora seja possível compilar o GNOME diretamente das versões lançadas, nós recomendamos fortemente o uso de uma das ferramentas de compilação citadas acima.

9 O que vem aí no GNOME 2.24

O desenvolvimento não pára no GNOME 2.22. O trabalho em torno do GNOME 2.24 já começou, ele será lançado exatamente seis meses depois do 2.22.

Entre as excitantes novidades que virão no GNOME 2.24, podemos destacar:

  • Uma nova versão do VoIP Ekiga, com uma interface remodelada e suporte a presença SIP;
  • O cliente de mensagens instantâneas Empathy, utilizando a framework Telepathy;
  • A muito requisitada visão em colunas e listas do Gerenciador de Arquivos;
  • A migração completa do GNOME-VFS para o GVFS; e
  • Correções de erros, melhorias de performance e melhorias no uso de memória.

O Roadmap do GNOME detalha os planos dos desenvolvedores para o próximo ciclo de lançamento e o calendário para o GNOME 2.24 aparecerá em breve.

10 Créditos

Estas notas de lançamento foram compiladas por Davyd Madeley com uma ampla ajuda da comunidade GNOME. Em nome da comunidade nós damos nosso muito obrigado aos desenvolvedores e colaboradores que tornaram possível este lançamento do GNOME.

Este trabalho pode ser voluntariamente traduzido em qualquer idioma. Se você deseja traduzi-lo para o português do Brasil, entre em contato com a Equipe Brasileira de Tradução do GNOME.


Empresa abre documentação de APIs e protocolos de produtos para acesso público, além de se aproximar da comunidade de código aberto..

A Microsoft anunciou nesta quinta-feira (21/02) uma grande mudança nas suas políticas de produtos e prometeu "mais transparência" no desenvolvimento e práticas de negócios.

A companhia apresentou uma nova estratégia para prover maior acesso para APIs e protocolos proprietários para alguns de seus principais produtos, incluindo o Windows e o Office.

As mudanças da Microsoft se concentrarão em quatro pilares que, segundo Steve Ballmer, presidente da companhia, significam "uma expansão significativa em direção à maior transparência".

As alterações se concentração em garantir conexões abertas entre produtos, promover a portabilidade de dados, melhorar o suporte a padrões de mercado e incentivar maior engajamento entre clientes e a indústria, com foco especial em comunidade de software livre.

Na maior mudança, a Microsoft tornará pública e gratuita o acesso à documentação de todas as APIs e protocolos de comunicação dos softwares Windows Vista, Windows Server 2008, SQL Server 2008, Office 2007, Exchange Server 2007 e Office SharePoint Server 2007 para consulta pública, algo feito anteriormente apenas por acordos de confidencialidade.

De acordo com a companhia, as cerca de 30 mil páginas de documentação para Windows poderão ser usadas livremente por pequenos desenvolvedores para a criação de novos produtos a serem utilizados nos softwares da empresa, sob o pagamento de uma licença de patente para soluções comerciais.

O anúncio remete às pressões que a Microsoft sofreu pela União Européia para fornecer dados de interoperabilidade de seu sistema Windows para que rivais desenvolvessem produtos com maior interação com a plataforma da Microsoft.

Nos próximos meses, os arquivos para todos os outros softwares, incluindo o Office 2007, serão oferecidos na comunidade MSDN.

A Microsoft se comprometeu também em tornar públicos documentos que atestam a maneira como seus produtos encaram e utilizam padrões instituídos pelo mercado de tecnologia, incluindo "extensões da Microsoft que afetam a interoperabilidade de outras implementações destes padrões", citação provável ao navegador Internet Explorer.

No meio das duas primeiras iniciativas, a Microsoft afirmou que dará maior flexibilidade ao Office 2007 para diferentes formatos de documentos - novas APIs para Word, Excel e PowerPoint serão distribuídas para aumentar o número de padrões suportados pelo pacote.

Iniciativa de código livre
No que parece ser o trecho mais polêmico do seu anúncio, a Microsoft pavimentou um caminho iniciado com o acordo com a Novell de se aproximar das comunidades de software livre ao criar a Open Source Interoperability Initiative.

Pelo projeto, a Microsoft investirá em pesquisas, eventos e instalações para aumentar a interação entre projetos de código aberto tocados pela comunidade e produtos da Microsoft, além de criar o Interoperability Forum e a Document Interoperability Initiative para debater questões de interoperabilidade entre documentos.

O que você acha dessa mudança de estratégia da Microsoft? Dê sua opinião por meio dos comentários.


Inaugurado oficialmente no dia 5 de Março de 2008, o Ranger já é considerado o maior supercomputador do mundo atualmente, com 504 TFlops(Trilhões de operações Numéricas por segundo), instalado no TACC (Texas Advanced Computer Center), na Universidade do Texas em Austin. Este centro foi fundado pela National Science Foundation e tem como compromisso fornecer serviços de supercomputação em larga escala a qualquer pesquisador ou cientista nos Estados Unidos.

O Ranger é totalmente baseado em Tecnologia Sun - mergulhando no jargão técnico por um momento, aqui estão os detalhes:

  • Performance: aproximadamente 504 TeraFlops
  • Total de Racks: 94 do tipo Blade
  • Mais de 4000 Servidores em formato Blades da Sun Pegasus, todas com o novo processador Quad Core Opteron (BARCELONA) com mais de 120 TB de RAM.
    • Sistema operacional do servidor: CentOS Linux
  • Extensão dos cabos : ~14 quilômetros
  • Cerca de 600 metros quadrados de espaço de datacenter, com consumo inferior a 3 megawatts.

Projeto Magnum

Para este projeto foi criado um Switch Infiniband Massivo (3456 portas), projetado para ter um alívio no peso total (neste caso foram 3 toneladas) e pesadelos de latência que impedem a maioria das instalações de supercomputação.

magnum_2.jpg

O maior switch IB existente no mercado até o momento tinha até 288 portas – então seriam precisos um monte deles (com a proliferação de cabos, nós e complexidade) para se comparar o que foi feito com o Magnum.

Na nossa visão, poderemos reduzir por um fator de 2x ou 3x, pelo menos, o custo e a complexidade de construção de um supercomputador – para um ambiente acadêmico ou comercial.

A simplificação que conseguimos com a dobradinha SB6048(Constellation) e Magnum, pode ser visto nos diagramas abaixo (O primeiro um datacenter normal e o segundo usando um switch magnum):

Datacenter ruimDatacenter com Magnum

A construção do Ranger no TACC envolveu uma enorme quantidade de engenharia, assim como a tecnologia que está por trás dele, que agora a Sun pode replicar em todo o mundo em instalações menores (e maiores, claro) tanto públicas, como comerciais.


Diretor executivo da fundação diz em entrevista que está aberto a colaborar com a Microsoft e aborda outros temas polêmicos do software livre.

Jim Zemlin, diretor executivo da Linux Foundation, falou a Paul Krill, editor do InfoWorld, sobre o papel da organização, Linux no desktop e no mundo móvel, sobre a abertura de protocolos anunciada pela Microsoft e sobre as perspectivas de colaborar com a empresa de Bill Gates, entre outros temas. Confira.

InforWorld: Qual o papel da Linux Foundation?
Jim Zemlin: Obviamente somos a casa de Linus Torvalds [criador do Linux]. Focamos em três áreas principais da plataforma. A primeira área é promover o Linux como solução tecnológica, em computação embutida, móvel, servidores e desktops. Nós respondemos pela competição de mercado em nome da plataforma, portanto quando os concorrentes estão espalhando medo, incerteza, e dúvida sobre o código aberto, ou se há uma falta geral de entendimento das práticas de licenças de código aberto ou práticas de governo, nossa organização desempenha o papel de educar a indústria e os usuários finais sobre esses assuntos.

Nós protegemos a plataforma ao permitir que pessoas como Linus Torvalds trabalhem como membros da fundação para que possam ser atores neutros em projetos de colaboração em massa, como o Linux. Nós gerenciamos a marca registrada Linux. Nós temos um fundo de defesa legal para a plataforma. Nós trabalhamos com o Escritório de Patentes e Marcas Registradas e em assuntos de qualidade de patentes. E, finalmente, trabalhamos para padronizar a plataforma Linux.


Que tipo de proteção legal o Linux exige? As alegações da Microsoft de que há código patenteado por eles no Linux já teve algum efeito?
Eles falaram sobre patentes que a Microsoft detém em uma série de áreas. E não revelaram quais seriam, mas de maneira geral eles sentiam que a tecnologia deles se sobrepunha à nossa. Não, nada resultou disso porque todo mundo tem patentes de tudo ultimamente em software.

Vocês têm um fundo para defesa legal. As pessoas devem ter preocupações legais ao usar o Linux?
Assim como em outras grandes plataformas de software, vai haver oportunistas que vão tentar prejudicar a plataforma. O SCO Group foi um bom exemplo disso. Na verdade, o fundo legal foi criado para assistir a defesa da plataforma no processo da SCO.

E o que houve neste caso?
A SCO perdeu o processo, foi decidido que não houve infração de direitos autorais na plataforma Linux, e foi provado que a Novell de fato tinha os direitos autorais do software que a SCO alegava ser seu. A SCO foi retirada da lista da Nasdaq e agora está em processo de falência.

Há algo acontecendo no sentido de usar a versão 3 da GNU General Public para o Linux ou não vai acontecer?

Não está acontecendo hoje. No futuro, pode ser, mas acho improvável a esta altura. Linus, que tem muita influência sobre a decisão, disse publicamente que não está interessado na GPL3 no momento.

O Linux já se estabeleceu no servidor. Como está o progresso no desktop?

É um ano de investimento para o Linux. Estamos começando a ver algumas alavancas para o sucesso da plataforma serem acionadas mais dramaticamente que nunca.

Se você pensa no que faz o sucesso de uma plataforma de desktop, o fato de o Windows vir pré-instalado na maior dos computadores comprados no mercado, obviamente é uma grande vantagem. E estamos começando a ver companhias fazer o mesmo com o Linux.

Começamos a ver companhias como a Asus e seu Eee PC, que vem com Linux pré-instalado e custa, acredito, menos de 400 dólares. [...] E vemos essas ofertas sendo replicadas pela Everex, no produto CloudBook. A Lenovo também está oferecendo o Linux nas suas máquinas série X. A Dell anunciou no último ano que vai pré-instalar o Ubuntu Linux nos seus notebooks.

Portanto, estamos começando a ver os OEMs pré-instalando o Linux pela primeira vez, o que é interessante, mas quando você olha mais a fundo, o mais interessante é: por que eles estão fazendo isso? Por que o Linux é mais funcional que nunca? A resposta é sim, está mais funcional. Mas tem também tem os custos do Windows. Em um PC de 300 a 400 dólares, é 30% a 40% do preço.

É não só é um dos maiores componentes de um PC, como também é o de maior margem, certo? Olhando para o mercado de ações, você vê que a Microsoft tem cerca de 30% de lucro líquido. Você tem a Intel lucrando 15%, a Dell 5%, então empresas como Dell ou Asus ou Lenovo, todas olham para essas margens, e dizem: “Por que não criar meu próprio sistema operacional e vender com o aparelho?”.

Continuamos a ouvir que, exceto pelos Estados Unidos e alguns outros lugares, a maior parte do acesso à internet será feita por dispositivos móveis.
Sim. Deixe-me falar sobre o Linux neste mercado. Estamos vendo a emergência de várias plataformas baseadas em Linux. O Google tem uma plataforma chamada Android. É uma plataforma baseada em Linux e eles estão preparando um kit de desenvolvimento de software (SDK) e trabalhando com fabricantes de aparelhos e operadoras de telecomunicações para garantir a adoção no mercado. Há um segundo grupo, a LiMo Foundation, que reúne fabricantes como Samsung, LG, Motorola, e outros, na criação de uma plataforma referência em Linux para seus dispositivos. Há ainda uma organização chamada OpenMoko, que está criando um aparelho completamente open-source.

Então os dias da Microsoft como fornecedor dominante de sistemas operacionais para desktops, servidores e até dispositivos móveis estão contados?
Monopólios não duram para sempre, portanto acho que eles têm um longo caminho a percorrer. Mas acho que o mais importante é que o que a Microsoft está percebendo agora - e você viu que eles recentemente abriram seus protocolos e estão tentado ser uma empresa mais aberta – é que houve uma mudança fundamental na forma como as empresas criam produtos inovadores e competem no mercado. E as empresas estão fazendo isso por meio de colaboração em massa. Eles olham para empresas como Google, Facebook e organizações como a Wikipedia. Eles olham para o Projeto Genoma e para o Linux, e tudo isso está cruzando as barreiras normais do desenvolvimento e pesquisa – contratar as melhores pessoas, mantê-las fechadas, proteger sua propriedade intelectual. A Microsoft está tendo problemas para competir neste mundo.

Por que você acha que eles anunciaram que abririam as documentações?
Acho que eles o fizeram por causa dos órgãos reguladores, acho que fizeram porque metade da companhia percebe que o mundo está indo para outro modelo e que eles precisam fazer isso para competir.

Aparentemente, a Microsoft vai se encontrar com a Fundação Eclipse na próxima semana. Há alguma colaboração entre a Microsoft e a Fundação Linux?
Não no momento, mas adoraríamos fazê-lo.

O que vocês gostariam de ver?

Um lugar onde os desenvolvedores podem vir trabalhar em fazer com que o Linux tenha uma interoperabilidade mais efetiva com produtos da Microsoft. E olhamos para isto com uma visão mais código aberto, que não está presa a nenhum contrato específico, como um processo aberto em que qualquer um da comunidade possa participar.

Qual o problema de interoperabilidade atualmente?
Sempre penso que há espaço para melhorias em torno de áreas como o Projeto Samba, de pastas de arquivos; redes de máquinas virtuais, e sua gestão em diferentes plataformas.

Você falou com a Microsoft sobre isso?
Não, não formalmente. Quer dizer, penso que eles sabem que a oferta está aí.

Até onde pode ir o movimento do software livre?

O mundo está se movendo em direção a um lugar onde a colaboração em massa é fundamental para ser competitivo. Uma única empresa não pode ter todas as boas idéias. [Com] o Linux, por exemplo, o trabalho que é feito em tempo real, permitindo suporte ao kernel do Linux em sistemas financeiros de missão crítica em Wall Street, é a mesma tecnologia que vai para beneficiar o mundo móvel. Quando se fala de software livre e até onde ele pode ir, acho que parte da conversa é saber quão longe a colaboração em massa pode ir, o que é o mais importante e precedente para a segunda parte, que é: como você rentabiliza ela. Certo? Fica claro para mim que o Linux, por exemplo, e outros semelhantes - quer se trate de Wikipedia ou Facebook ou Google ou qualquer um dos outros exemplos típicos do incrível trabalho que é feito nesta colaboração em massa - são facilmente rentabilizados. A Red Hat certamente provou no mundo open-source que eles podem oferecer serviços, suporte e formação.

Não creio que as suas receitas estejam sequer perto da Microsoft ou da Oracle.
É evidente que não, porque eles são uma plataforma aberta que concorre proporcionando valor ao cliente e não tem o luxo da alta margem que o monopólio garante. Mas isso é ruim para a humanidade? Penso que não. Sim, os dias de alta margem, de dependência de um único fornecedor monopolista praticados no software empresarial acabaram, se foram para sempre.

Que inovações estão sendo planejadas para futuras versões do kernel Linux, e quando as veremos?
Bom, eu provavelmente não sou a melhor pessoa para detalhar o roteiro do kernel do Linux. Jonathan Corbet, que trabalha conosco e publica algo chamado A Previsão de Tempo do Linux, provavelmente seria a melhor pessoa para falar sobre isso. Mas eu acho que você verá melhorias no sistema de arquivos, você verá melhorias na gestão de energia e em tecnologias de virtualização aparecendo com freqüência.

O Solaris pode competir com o Linux?
Talvez se a Sun tivesse aberto a plataforma oito anos atrás, teria sido um grande concorrente efetivo para o Linux. Mas penso que, neste momento, a concorrência em torno Solaris está criando um desenvolvimento semelhante à comunidade Linux, que tem milhares de desenvolvedores trabalhando para centenas de grandes empresas em todo o mundo. Acho que eles estão muito atrasados. Esse tipo de esforço exige uma plataforma em que as pessoas tenham confiança e que estará disponível nos próximos anos.


Começa nesta segunda, em Porto de Galinhas, no Litoral Sul, a segunda edição do Bossa Conference, evento pioneiro de tecnologia que reúne pesquisadores, desenvolvedores e representantes da indústria mundial de Linux e sistemas embarcados. O encontro é promovido pelo Instituto Nokia de Tecnologia (INdT) e reúne nomes importantes da área em âmbito mundial.

Por meio de palestras e workshops, os participantes pretendem compartilhar experiências, planejar ações conjuntas, descobrir oportunidades e analisar questões práticas ligadas a Pesquisa & Desenvolvimento em plataformas móveis embarcadas. Serão apresentadas e discutidas inovações envolvendo Linux, mobilidade e internet.

Entre os nomes confirmados no Bossa Conference estão Alexandre Oliva, co-fundador e secretário da Fundação Software Livre América Latina; Marcel Hotmann, um dos principais desenvolvedores do BlueZ, o bluetooth Linux; Carsten Haltzer, o Rasterman, engenheiro de software conhecido por ter iniciado o desenvolvimento do gerenciador de janelas Enlightenm; além de John J5 Palmieri, Zach Rusin e Chris Wilson.

Por conta da repercussão do evento, cuja primeira edição foi realizada no ano passado, o Bossa Conference tende a se tornar referência para a comunidade Linux em todo o mundo. “O Bossa explora aspectos técnicos do open source em um nível que não encontramos em outros eventos destinados a esse público”, explica o diretor do INdT do Recife, Sandro Alves. A intençãodo encontro é facilitar o feortalecimento de pesquisas para a adoção do Linux e componentes de software de código aberto nos dispositivos de comunicação móvel e, com isso, influenciar diretamente o desenvolvimento, a disseminação e a interoperabilidade de aplicações e serviços..

A programação completa do evento pode ser acessada pelo link http://www.bossaconference.org.


A Novell e a SAP anunciaram a ampliação de sua parceria. As empresas tinham alguns acordos de cooperação, mas, a partir desta semana, o SuSE Linux, fornecido pela Novell, passa a ser o sistema operacional aberto recomendado pela SAP, para rodar seus ERPs. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (18/03), durante o Brainshare, evento promovido pela Novell em Salt Lake City (Utah, EUA), que reúne 6 mil participantes durante uma semana.

Pat Hume, vice-presidente sênior de canais e alianças estratégicas da SAP, iniciou seu discurso afirmando categoricamente que o futuro está nos sistemas abertas. "Plataformas proprietárias fazem parte do passado e percebemos que se queremos continuar liderando os sistemas corporativos, temos que, cada vez mais, ingressar no mundo das plataformas abertas", disse ela.

Isso significa que a SAP pensa em abrir seus próprios códigos? Por enquanto, não. "Vamos ingressar mais a fundo no mundo do código aberto com parcerias como essas e o resto o tempo dirá", lançou Pat.

Susan Heystee, vice-presidente e gerente-geral de alianças estratégicas da Novell, disse que a parceria deve beneficiar as duas companhias. De acordo com a executiva, além de cada uma delas poder buscar oportunidades entre os clientes da outra, ambas devem, em conjunto, buscar novos negócios.

O foco principal está em companhias de pequeno e médio portes - um conceito que varia entre as empresas. Para a SAP, o perfil é de empresas que faturem abaixo de US$ 1 bilhão, o que a Novell considera um corte muito alto. "Este é nosso tamanho, para você ter uma idéia", lembra Susan. Por isso, a Novell estabeleceu que as médias são as que estão acima do faturamento de US$ 300 milhões.

No ano passado, a Novell anunciou uma parceria de interoperabilidade com a Microsoft, que também abrangia vendas e marketing do SuSE Linux junto aos clientes da empresa de Bill Gates. O acordo gerou controvérsias entre a comunidade de código aberto, mas foi positiva para a Novell. Segundo o CEO Ron Hovsepian, dos US$ 932 milhões que a companhia faturou em 2007, US$ 112 milhões foram resultado da aliança.

Logo depois do anúncio, a Microsoft começou a abrir partes do seu código, um movimento que aponta o desejo da gigante de conquistar novos clientes e a comunidade desenvolvedora de software livre. "Aplaudimos esta iniciativa, no fim, todo mundo ganha, principalmente os clientes", pontua Susan.

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Este artigo é uma tradução livre do artigo "The REAL reason we use Linux", por Vlad Dolezal, em seu blog An Amazing Mind. O original pode ser encontrado em blog.anamazingmind.com/2008/03/real-reason-we-use-linux.html.
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Nós dizemos às pessoas que nós usamos Linux porque é seguro. Ou porque é livre, porque é customizável, porque é gratuito, porque tem um excelente suporte da comunidade...

Mas tudo isso é só marketing. Nós dizemos isso aos não-usuários porque eles não entenderiam o verdadeiro motivo. E se nós dissermos essas falsas razões suficientemente, podemos até começar a acreditar nelas nós mesmos.

Porém no fundo, o verdadeiro motivo permanece.

Nós usamos Linux porque é divertido

É divertido fuçar no seu sistema. É divertido mudar todas as configurações, quebrar o sistema, e depois ter de entrar em modo de recuperação (recovery mode) para consertá-lo. É divertido ter mais de cem distribuições para escolher. É divertido usar a linha de comando.

Deixe-me repetir isso. É divertido usar a linha de comando.

Não surpreende que não-Linuxistas não entenderiam.

A questão conosco Linuxistas é: nós usamos Linux por usar Linux. Claro, nós queremos aprontar o serviço. Claro, é bom estar seguro de vírus. Claro, nós gostamos de economizar dinheiro. Mas isso são somente efeitos colaterais. O que nós realmente gostamos é brincar por aí com o sistema, discobrindo fatos completamente irrelevantes porém fascinantes sobre o SO.

Aí estão os três principais motivos pelos quais Linux é tão divertido:

1. Linux te dá controle completo

Já aconteceu de tentar parar um processo no Windows e o sistema não o deixar? Já aconteceu de tentar deletar um arquivo - e não conseguir? Mesmo com direitos de administrador?

O Linux te deixa fazer qualquer coisa. Esse é o grande benefício de logar como um usuário. Se você logar como root, o sistema parte do princípio que voce sabe o que está fazendo. Quando você se torna root, tudo é permitido.

2. Linux não é muito usado

Esse é um paradoxo. Nós reclamamos freqüentemente que Linux não é mais popular. Mas esse é um dos motivos pelo qual nós o usamos. Te dá uma sensação de fazer parte de um grupo especial. Como se nós fôssemos melhores que "aquelas massas ignorantes".

Se Linux tornar-se amplamente usado, nós provavelmente trocaremos por alguma outra coisa. Ou ao menos desenvolveríamos uma distribuição obscura que só nós usaremos. Por que, vamos encarar, nós queremos nos sentir especiais.

3. Linux é livre

Nós podemos conseguir o código-fonte para todos nosssos aplicativos. Se nós queremos saber como determinada parte do SO funciona, nós podemos. Isso faz com que nós possamos brincar com ele, deixar o sistema exatamente como queremos. E nós simplesmente amamos isso.

Obviamente, nós não podemos dizer aos não-Linuxistas que nós isamos Linux porque é divertido - eles nos colocariam em um hospício mais rápido do que nós conseguimos dizer "anticonstitucionalissimamente". Então nós continuaremos dizendo a eles os falsos porém plausíveis motivos para usar linux. Mas lá no fundo, nós saberemos o verdadeiro motivo.

E talvez, quem sabe, a próxima vez que me perguntarem porque eu uso Linux, tirarei um enorme sorriso e responderei: "Poque usar linux é DIVERTIDO!"

Tradutor: Alessandro Delgado (http://alessandrodelgado.blogspot.com)

Mensagem posta no forum do Guia do Hardware por Leandro Santos:
Olá Pessoal,

Meu nome é Leandro Santos e sou o criador e mantenedor do Kalango Linux. Eu e o Carlos Morimoto havíamos destido de manter os projetos Kalango e Kurumin por não existir até então mais algum motivo plausível para a existência desses projetos, já que hoje em dia temos ótimas opções para Desktop como o Ubuntu, Madriva, Fedora, etc...distros que tem feito um trabalho competente no que se refere à Desktop.

Entrentanto nós sabíamos que o fim dos dois projetos de uma vez seria uma perda enorme para a comunidade nacional, pois os dois projetos já têm o seu público fiel que espera um sistema que use KDE por padrão, que já tenha suporte total ao Português do Brasil e diversas outras características que vocês estão acostumados.

Dentro deste assunto eu fiz a proposta de manter a nova geração do Kurumin chamada Kurumin NG com base no (K)Ubuntu, proposta esta que foi aceita pelo Carlos e que já está em andamento. A princípio é isso que posso falar a respeito do Kurumin NG, de agora em diante vamos manter vocês atualizados a respeito do projeto.

Fonte: http://www.guiadohardware.net/comunidade/v-t/845697/
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Reações dos usuários:

Oficialmente, o Fim do Kurumin

Realmente não esperava escrever esta postagem, sonhei com alguma reviravolta que fizesse o tão bem sucedido projeto Kurumin tomar outro rumo além do final, contudo, infelizmente, hoje li que realmente acabou oficialmente, ainda mais, acabou o Kurumin e Kalango, numa só levada.

Em um tópico do Fórum Guia do Hardware o Leando S. S.., desenvolvedor do Kalango, anunciou que em conversas com o Morimoto decidiram que iriam juntar as duas distribuições, ficando o Leandro a frente do novo Kurumin, batizado de Kurumin NG (de Next Generation), contudo iriam deixar o Debian como base e passariam a utilizar o Kubuntu no seu lugar.

Coincidência ou não, a ultima noticia sobre o Kalango era justamente esta, que ele passaria a usar como base o Kubuntu, o que gerou muito criticas, das quais concordo, afinal, mais uma distribuição baseada no Ubuntu não é algo que as pessoas esperam, temos muitas, algumas com fins específicos, outras apenas modificações visuais, mas muito poucas agregam algum valor, sendo está a principal reclamação quanto a novas distribuições.

Na minha opinião o Kurumin era uma distribuição com identidade, um desktop live-cd baseado no Debian, de fácil instalação, administração e, principalmente, voltada para os brasileiros. Infelizmente, com esta mudança não vejo como manter essas características, afinal, uma das melhores escolhas foi justamente optar pela base no Debian estável, partindo para o Kubuntu isso é perdido, facilidade de administração e instalação o Ubuntu já tem, mas agora há o trunfo a favor da distribuição sul-africana, ela já está presente no Brasil, inclusive contratando pessoal para dar total resguardo ao mercado nacional.

Cabe ainda a questão do live-cd, como disse na ultima postagem, o Kurumin tem me salvado nesses dias sem um disco rígido, mas o Ubuntu e seus derivados não conseguiram suprir minhas necessidades, em grande parte por causa da forma que é pensado e planejado para seu funcionamento, tomando emprestado o termo criado pelo Flávio (Grobsch) Oliveira, o Ubuntu é uma DQREC (Distribuições Que Rodam Em Cdroms) e não um live-cd, este sim, para mim, o pior que pode ocorrer com o Kurumin, deixar de ser uma solução para se tornar “apenas mais uma distribuição Linux”.

É, o sonho acabou, o Kurumin que conhecemos, independente do que vá surgir, chegou ao fim. Foram anos trazendo soluções, auxiliando pessoas, divulgando o sistema e até divulgando lá fora que tem gente aqui abaixo do equador usando Linux, mesmo depois do fim da Conectiva. Meu muito obrigado ao Morimoto, aqueles que contribuíram de alguma forma com a distribuição e ao Kurumin, por ter, e ainda estar, salvando a pela de muita gente por ai ao longo de tantos anos.
Descanse em paz.

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Kurumin NG: a distribuição volta com força total! [oficial]

Leandro Santos, criador e mantenedor do Kalango Linux, e Carlos Morimoto haviam desistido de manter os projetos Kalango e Kurumin por não existir até então mais algum motivo plausível para a existência desses projetos, já que hoje em dia temos ótimas opções para Desktop como o Ubuntu, Madriva, Fedora, etc., distros que tem feito um trabalho competente no que se refere à Desktop.

Entretanto nós sabíamos que o fim dos dois projetos de uma vez seria uma perda enorme para a comunidade nacional, pois os dois projetos já têm o seu público fiel que espera um sistema que use KDE por padrão, que já tenha suporte total ao Português do Brasil e diversas outras características que vocês estão acostumados.

Dentro deste assunto Leandro fez a proposta de manter a nova geração do Kurumin chamada Kurumin NG (New Generation ou Next Generation) com base no (K)Ubuntu, proposta esta que foi aceita pelo Carlos e que já está em andamento. A princípio é isso que podemos falar a respeito do Kurumin NG, de agora em diante vamos manter vocês atualizados a respeito do projeto.

Vale lembrar que o Kurumin NG é apenas baseado no Kubuntu, ou seja, só os repositórios serão em comum, pelos motivos já ditos e entendidos pelo Leandro no link abaixo. O Kurumin NG será totalmente diferente do Kubuntu, assim como o antigo Kurumin 7 é totalmente diferente do Debian (excluindo a questão de pacotes) - O novo Kurumin manterá suas raízes e suas principais características, como os Ícones Mágicos e os diversos utilitários de configuração A versão beta será lançada em aproximadamente duas semanas, e a versão final para início de maio.

E nos ajudem nos testes do novo sistema de Ícones Mágicos, no link disponível abaixo. Obrigado!

imagem
Prévia não definitiva do Kurumin NG


Leiam mais e participe mdo desenvolvimento em (não se esqueçam de lerem as perguntas já respondidas antes de postarem alguma dúvida):

http://www.guiadohardware.net/comunidade/v-t/845697/

Participem do desenvolvimento dos Ícones Mágicos em: http://www.guiadohardware.net/comunidade/v-t/845720/

A ascenção e a queda do XMMS


“Quem usa Linux há pouco menos de 3 anos, tem chance de não ter chegado a usar o XMMS. Os mais antigos com certeza se lembram desse clone visual do Winamp e possivelmente ainda o utilizam. Mas quem conheceu e atualmente não o vê mais nas principais distribuições deve estar se perguntando: o que aconteceu com esse que era o tocador de mp3 padrão dos desktops GNU/Linux por anos a fio?

A resposta não é simples nem curta, então vamos contar um pouco do que aconteceu através dos anos.”

Segundo a entrada na Wikipedia, http://en.wikipedia.org/wiki/Xmms , o Xmms começou como X11Amp, feito por Peter e Mikael Alm em Novembro de 1997. Ele surgiu após o Winamp para Windows, que veio ao mundo em maio daquele ano. O então X11Amp foi feito para ser clone do Winamp, sendo inclusive compatível na época com as skins deste. Em 1999 o projeto passou a ser patrocinado pela 4Front Technologies, e desde então o nome mudou para X MultiMedia System, ou XMMS.

Assim como o Winamp em sua plataforma nativa, o XMMS logo se tornou uma referência entre os tocadores de mp3, com grande número de skins e plugins disponíveis, a maioria feitos pela comunidade construída ao redor dele. Os plugins traziam as mais diversas funcionalidades para o XMMS, como suporte a novos e exóticos formatos de áudio (como o formato de áudio das ROMs de Super Nintendo) e vídeo (através de um plugin do Mplayer), passando por suporte a controle remoto e normalização de volume. Até hoje, o XMMS ainda é o tocador de mp3 para ambientes livres com o maior número de codecs de áudio suportados (alguns arquivos de áudio só podem ser ouvidos através dele).

Por volta de 2003, com a disponibilidade de internet de banda larga e com o fenômeno do mp3 em plena expansão, começaram a surgir usuário com coleções de mp3 que ultrapassavam 1000 músicas, algo impensável anos antes. Sempre houve tocadores especializados em grandes coleções, como o MusicMatch Jukebox para Windows, mas eram programas grandes e pesados, além de ter uma interface mais complicada que tocadores como o Winamp, que eram muito mais populares.

Então, com coleções enormes, muitos usuários passaram a usar aqueles programas pesados, mas capazes de lidar com grandes coleções, organiza-las e de criar listas de músicas de modo a se poder aproveitar melhor a grande coleção disponível. Por essa época, surgiram no software livre projetos como o Amarok (QT) e o Rhythmbox (GTK), além do iTunes da Apple. Um número cada vez maior de usuários passou a usar o PC como centro de entretenimento, estocando enormes quantidades de arquivos de áudio e vídeo. O XMMS tinha dificuldades de lidar com tantas músicas disponíveis, e criar listas de música dentre centenas de opções não era algo muito fácil de se fazer nele.

Entre 2002 e 2003, Peter Alm, um dos criadores do X11Amp original, começou o projeto do XMMS2 a partir do zero, usando GTK2. pouco tempo depois o projeto passaria para as mãos de Tobias Rundström e Anders Gustafsson. Porém, o progresso tem sido muito lento, e após cerca de 4 anos, ainda não está disponível uma versão utilizável pelo grande público. Enquanto isso, o XMMS original foi abandonado por volta de 2004, na versão 1.2.10. Embora ainda um ótimo tocador de mp3, o XMMS carecia de recursos para concorrer com projetos mais novos, e ainda havia uma extensa lista de bugs a corrigir. A insistência em continuar utilizando o GKT+ (por causa das dezenas de plugins disponíveis) levou a forks do projeto, sendo o primeiro o Beep Media Player em 2003, utilizando GTK2. Deste projeto foi criado outro fork, o Audacious (não confundir com o editor de som Audacity) em 2005.

Foi então que a vaca foi pro brejo. Não recebendo mais atualizações, com uma grande lista de bugs, o perigo de surgimento de falhas de segurança que não seriam corrigidas e com opções em desenvolvimento ativo na arena do software livre, grandes distribuições começaram a fazer algo impensável a alguns anos antes: retirar o XMMS dos repositórios. O primeiro foi o Gentoo, em outubro de 2006, seguido pelo Slackware em março de 2007. Esta retiradas dos repositórios foram altamente criticadas por vários usuários, e até a página do XMMS entrou no meios das calorosas discussões, publicando alguns comentários sarcásticos durante as remoções dos repositórios, como pode ser visto na página principal do projeto: http://www.xmms.org/ .

Agora o XMMS corre o risco de ser removido também dos repositórios do Debian, onde discussões a respeito duram vários meses: http://thread.gmane.org/gmane.linux.debian.devel.general/116761

No link acima, o desenvolvedor do Audacious, um projeto que tem a base do XMMS, revelou que o site do projeto foi atacado por usuários hackers fanáticos pelo XMMS, pelo simples motivo do Audacious ser o programa que está sendo substituindo o XMMS nos repositórios. Em numa manobra para livrar o seu projeto da polêmica gerada, seu criador nega que o Audacious seja uma simples cópia do XMMS e que não pretende ser retrocompatível com este, além de ter objetivos diferentes, uma simples olhada neste projeto ( http://audacious-media-player.org ) mostra o porque das distribuições o estarem utilizando como substituto natural do XMMS. E aí entra outra polêmica: o código do Audacious não é completamente compatível com o programa antigo e muitos recursos disponíveis através de plugins no XMMS estão indisponíveis no Audacious. E o que é pior: vários formatos de áudio que só são audíveis no GNU/Linux através dos plugins do XMMS estão agora inutilizados.

À comunidade, resta agora a opção de unir forças para a resolução de diferenças visando cobrir a lacuna deixada por aquele que ainda é o maior tocador de mp3 do mundo do software livre.

http://br-linux.org/linux/a-ascencao-e-a-queda-do-xmms


Para os freetards que odeiam a Microsoft a notícia de que 2/3 dos novos Asus Eee virão com Windows XP pré-instalado soa como uma derrota, ainda mais com afirmações como a de Alvin Kwock, analista da JP Morgan:

"Um Eee PC rodando Windows é mais atraente porque o público simplesmente não está acostumado com computadores baseados em Linux"

Por outro lado, nunca um computador tão popular foi vendido com Linux nativo, e nunca em tanta quantidade. Foram 300.000 em 2007 e a projeção é de 5 milhões de unidades em 2008. Yes, Virgínia, 1,6 milhões de maquininhas rodando Linux, e rodando BEM, não aqueles casos de fabricantes que colocam Linux nos laptops pra aproveitar o hype e depois vemos gente reclamando que Webcam não funciona, suporte de energia não está habilitado, etc.

A perspectiva da Asus é vender os novos Eee por algo em torno US$400,00. Os modelos mais simples custam US$200,00 e dão de dez a zero no OLPC, que custa US$180,00, e no Classmate, mais caro do que isso.

"Guerra declarada!"

Categoria:
Ação/Estratégico

Nº de jogadores:
Simples/Multijogadores

Tamanho do download:
30,8 MB

Site Oficial:
http://www.wormux.org

Requerimentos mínimos:
Processador: Pentium III 800MHz
Memoria Ram: 256MB
Placa de Vídeo: Onboard acoplado com 32MB
Wormux


Nessa zona de batalha temos os mascotes de softwares livres na arena de Wormux. Usando dinamites, granadas, bazuca ou o impagável bastão de baseball (dentre muitas outras armas), elimina-se o oponente em um cenário 2D divertido.

Cada jogador (2 por PC, ou até 8 pela rede) controla sua equipe com um time de mascotes (pingüins, gnus, raposas e muitos outros) e deve destruir os mascotes da outra equipe.

Embora um mínimo de estratégia seja necessário para vencer, Wormux é basicamente um jogo onde a cada rodada cada membro da equipe tenta produzir o máximo de dado possível em seus oponentes.


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Instalando o Wormux

Se você está rodando a última versão do Ubuntu (Gutsy 7.10), simplesmente clique aqui para instalar o jogo.

Ou, se preferir...

Entre com o seguinte comando em Aplicações > Acessórios > Terminal:


sudo apt-get install wormux


O jogo estará em Aplicações > Jogos.

Da liberdade veio a elegância. Com esse slogan o Linux Mint (ver site), baseado no Ubuntu, vem com uma boa aparência e conquistando novos admiradores.

LinuxMint não é somente mais uma distribuição, fizeram um grande pacote com softwares de qualidade, como exemplo o OpenOffice Mint Edition (visual melhor), Firefox 2, Gimp 2, Amarok 1,4, etc. Seu desktop padrão é o Gnome e com vários efeitos do Beryl. Para quem não conhece, o Beryl tem vários efeitos tridimensionais para o desktop.

Existe também a versão FULL, que contém vários codecs.

Faça o download e experimente o Linux Mint.

linuxmint_gnome.jpg
versão GNOME

É uma ótima escolha para quem quer entrar no mundo do verdadeiro sistema operacional, LINUX.

kde_linuxmint.jpg
Versão KDE

Lançado Foresight Linux 2.0


Acaba de ser lançada a versão 2.0 da Foresight Linux. O Foresight é uma distribuição Linux reconhecida por lançar suas novas versões sempre contendo as últimas novidades dos softwares, o que sempre mantém seu sistema atualizado. Esta nova versão, por exemplo, já conta com a mais nova versão do ambiente desktop Gnome, que foi lançada oficialmente hoje (Gnome 2.22).

A nova versão do Foresight está disponível para download em rBuilder para ambas as arquiteturas x86 e x86_64. O Foresight também inclui aplicações inovadoras que tornam a experiência de usabilidade do computador muito mais intuitiva e suave. Saiba mais no site da Linux Magazine.


A versão 5.2 do Red Hat Enterprise Linux (RHEL) acaba de entrar na chamada fase beta de desenvolvimento. A nova versão da distribuição Linux para empresas é compatível com uma variedade ainda maior de hardware, além de apresentar melhorias em diversas áreas, dentre as quais podemos citar virtualização, cluster, segurança de dados (data encryption) e de registros de atividades do sistema (secure logging). Mas as melhorias não se restringem ao servidor: o ambiente desktop foi atualizado e contém as versões mais recentes do OpenOffice.org, do Firefox e do Evolution. Usuários de notebooks já podem contar com melhor suporte para recursos como suspend e hibernate. A versão beta do RHEL 5.2 utiliza um Kernel Linux da série 2.6.18. Saiba mais no site da Linux Magazine.


Gosto não se discute. Historicamente, a turma do pinguim gosta de montar seu próprio 'prato', ou melhor, sistema. Eles são do tipo "Self Service", ou seja, pegam um sistema pelado (prato vazio) e vão moldando conforme a sua preferência (colocando as porções), e pelo terminal de comando (sem garçon servindo), melhor ainda. Tem mais 'sabor' o resultado final, pois está a seu gosto, e foi preparado com esforço pessoal. Enfim, a sua cara. Dá o maior prazer trabalhar na 'sua' máquina.


O pessoal que curte o Ubuntu Gutsy (7.10) é desse grupo… dos 'self service', assim como a turma do "Slackware" (os radicais do self service - dizem que quem consegue usar - se servir - não larga mais), do Arch, do Debian, enfim, das primeiras distribuições, chamadas raízes, das quais derivaram todas as outras.

Porém, com a evolução e consolidação do Linux em desktops, está surgindo um outro grupo… o grupo dos 'A la carte', ou seja, pessoas que gostam de saborear um belo e requintado prato pronto, com entrada, prato principal e sobremesa já disponíveis, tudo prontinho e servido (pode ser um simples PF também… ehehe). Este grupo de pessoas, com certeza migrantes do windows, sente dificuldade em 'montar' o seu prato (sistema), pois os garçons do Bill se encarregavam de fornecer o PF, ou seja, o prato feito (cheio de enfeite por cima, para esconder a bagaceira debaixo… eheheh).

Por isso, esse novo grupo se identifica mais com distribuições como o Linux Mint, um ubuntu muito bem preparado, já com todos os 'acompanhamentos' instalados, bonito e agradável, forte e saboroso. É só saborear, sem ter o trabalho de ficar instalando porções. Mas, claro, se quiser reforçar o prato… também pode. E as opções não param de aparecer. É o mundo todo fazendo receita nova! Tem muita porcaria, mas pelo menos você está vendo o que estão te servindo, e não é obrigado a engolir… é o livre arbítrio!! Viva a liberdade… Viva o Software Livre!

Temos outros 'a la carte' muito bons, inclusive um indicado pelo guru do Software Livre - o Richard Stallman - que disse usar o Linux gNewSense… muito bom por sinal, já baixei o liveCD e vou instalar para testar (claro que em paralelo, sem deixar o meu Mint, o qual já dei uma 'retemperada' reforçada, e acho difícil achar outra distro que supere). Pelo menos por enquanto.

Para concluir, cito o muito legal slogan do Mint: "from freedom came elegance".

E você? Vai de quê? 'Self-service' ou 'A la carte'?

Fonte: http://www.softwarelivreparana.org.br/modules/news/article.php?storyid=2243
Autor: Vitorio Y. Furusho ( skype: vyfurusho)


A Wal-Mart anunciou na terça-feira, 11, que deixará de vender PCs com Linux pré-instalado. A empresa vendia o chamado "Green gPC", Everex, desde outubro de 2007.

"Realmente não é algo que nossos consumidores estão procurando", afirmou a representante da empresa, Melissa O'Brien, para a Associated Press sem revelar dados de venda dos produtos.

Os computadores com Linux serão vendidos apenas na loja virtual da Wal-mart.


A época do “lançamento” das novas versões está quase a chegar e vai ser provavelmente iniciada pelo próximo Ubuntu e pelo Mandriva Spring. O objectivo deste artigo é resolver algumas possíveis duvidas dos leitores em relação a escolha de uma certa distribuição de Linux, visto que o numero destas é crescente, honestamente, “nascem como cogumelos”, por isso o artigo foca-se nas principais.

Instalar? Ou não?

Só querem dar uma vista de olhos ao Linux sem instalar, e sem complicações? A solução está na utilização de um “LiveCD” , mas o que é um “LiveCD”?

Essencialmente é um CD de onde podem correr uma distribuição de Linux sem instalarem nada, algumas versões são “LiveCD” instaláveis.

Como funciona?

Basicamente a ideia é primeiro poderem ver o Sistema e sem quiserem podem instalar. O processo é simples, “sacam” o ISO do CD, gravam-no, “deixam-no ficar na gaveta”, reiniciam a máquina e podem usar Linux sem instalações!

As principais versões LiveCD são o Knoppix e o Slax.



Há para aí algum que seja “pêra doce”?

Claro que sim! Neste campo estão as mais famosas distribuições, algumas já com milhões de utilizadores, são todas fáceis de instalar e usar, e quase todas têm LiveCDs instaláveis, o objectivo destas é de serem Sistemas Operativos para o utilizador comum sem complicar a transição, chamada migração, de sistema para sistema.

Ubuntu - A distribuição do momento é baseada em Debian, é fácil de instalar e usar, tem o Compiz-Fusion “a distância de um clique”, e como a base deste é o Debian têm uma lista de Software bastante grande, o objectivo do Ubuntu é ser o Linux mais fácil de usar, ou seja um Linux para as massas, existem também milhares de “distribuições” baseadas em Ubuntu, as chamadas variantes, as oficias viradas para a utilização doméstica são o Ubuntu (GNOME), o Kubuntu (KDE) e o Xubuntu (XFCE).

CentOS - Desenvolvido a partir dos códigos-fonte do sistema operacional Red Hat Enterprise Linux (RHEL), o CentOS - acrônimo para Community ENTerprise Operating System - é uma distribuição Linux gratuita, voltada ao ambiente corporativo, e que agrega as vantagens técnicas da distribuição na qual se baseia: segurança, estabilidade e compatibilidade com diversos hardwares e pacotes criados especificamente para o RHEL.
Esses e outros atributos fazem do CentOS uma alternativa gratuita para as diversas distribuições corporativas de alto custo, entre elas o SUSE Linux Enterprise Server, Mandriva Linux, além do próprio Red Hat Enterprise Linux.

Mandriva - “Antigamente” chamada Mandrake ou Mandrakelinux, passou a ser chamada Mandriva quando a MandrakeSoft adquiriu a Conectiva. O processo de instalação é muito fácil, sendo esta a primeira distribuição de Linux a pensar no utilizador comum e a conseguir ter sucesso em tal, o Mandriva integrasse perfeitamente em GNOME e KDE, tem um “painel de controlo” que tem tudo e faz tudo, em muitos aspectos é muito mais fácil de usar que qualquer outra distribuição de Linux ou que outro Sistema Operativo, é das distribuições de instalação fácil com maior estabilidade. Os repositórios têm tanto Software que só são “batidos” pelos repositórios do Debian.


Fedora - A distribuição doméstica da “gigante” Red Hat, é uma das distribuições mais complexas, os pacotes incluidos podem servir um pouco para servidor, mas é sem duvida uma distribuição para Desktop, é das mais inovadoras de todas, tem uma integração perfeita com o GNOME, é muito fácil de usar e de instalar é muito independente, e tem uma grande lista de Software. O Fedora nas ultimas versões conseguiu colmatar os problemas das instalações de Codecs que antes eram uma dor de cabeça nesta distribuição.


OpenSUSE - Baseada numa das distribuições mais difíceis, o Slackware, poderia parecer que o OpenSUSE não conseguiria ser fácil de instalar ou de usar, mas desenganem-se é muito fácil, a lista dos repositórios é extensa incluindo mesmo Software grátis mas não Livre/Aberto. Peca infelizmente por ser relativamente lento, quer na instalação quer na gestão dos repositórios, mas fora disso é das versões mais bem conseguídas, tem actualizações diárias e demonstra uma grande capacidade de inovação.


E de Portugal não há?

Claro que existem distribuições nacionais, e actualmente já existem num numero considerável mas as duas principais são o Caixa Mágica baseado em Mandriva e o Alinex baseado em Ubuntu, essencialmente o que as torna especiais são o facto de serem “feitas” por portugueses, existem outros como o Komunix ou o Vixta.



Aqui só entra GNU!

Se são totalmente radicais em relação a licença a melhor escolha é o menino bonito da GN, o Debian, é das distribuições mais estáveis e leves tem Software para tudo, mas o radicalismo do Debian atinge limites sem precedentes, chegando a criar um Firefox, o Iceweasel, actualmente não é muito difícil de usar mas pode ser muito confuso a todos os que querem um Linux mais simples.



Mão nele…

Se quer instalar tudo a sua maneira e ter totalmente mão nele, claro que isto só se recomenda a utilizadores mais experientes.

Slackware - É a mais antiga distribuição de Linux ainda no activo, a instalação é relativamente confusa, e ele só instala o indispensável, ficando um Linux quase ao osso, mas tal torna o Sistema muito, muito estável e leve, dando liberdade de escolha a quase tudo, mesmo assim não é para para utilizadores inexperientes, é só mesmo para os mais aventureiros e sábios.


Gentoo - Se o Slackware é “difícil” o Gentoo é para chocar, não instala quase nada e requer dias para se configurar tem a vantagem de deixar a máquina totalmente a gosto, mas aprende-se a fazer quase tudo através da aventura que é instala-lo, mesmo assim só para “experts”.


Arch Linux - Quase tudo o que se aplica aos anteriores aplica-se a este, a vantagem do Arch é que depois de instalado não é tão difícil de usar, e tem imensas actualizações, acaba por ficar um Linux muito actualizado com imenso software acabado da sair.


Damn Small Linux - Mais conhecido por DSL é a distribuição mais leve actualizada é leve em todos os aspectos desde o tamanho em disco até ao tamanho do ISO de instalação, 50 Mb, o objectivo era enfiar o maior numero de Software no mais pequeno espaço possível.


Agora é só escolher e experimentar…

Knoppix - http://www.knoppix.org/
Slax - http://www.slax.org/
Ubuntu - http://www.ubuntu.com/
Mandriva - http://www.mandriva.com/
Fedora - http://fedoraproject.org/
OpenSUSE - http://www.opensuse.org/
Caixa Mágica - http://www.caixamagica.pt/
Alinex - http://www.alinex.org/
Komunix - http://www.alphamatrix.org/project/komunix
Vixta - http://vixta.sourceforge.net/
Debian - http://www.debian.org/
Slackware - http://www.slackware.com/
Gentoo - http://www.gentoo.org/
Arco Linux - http://www.archlinux.org/
Damn Small Linux - http://damnsmalllinux.org/
CentOS - http://www.centos.org/


Desde o início de 2008, a Novell coloca em prática planos de capacitação de desenvolvedores nas suas plataformas. Também faz parte da sua estratégia o recrutamento de 12 novos parceiros especializados em suas soluções de Linux, segurança, gestão de recursos e colaboração.

Tendo isso em vista, a especialização em Linux é o tema de uma série de treinamentos e cursos que a Novell oferece, em conjunto com a Komputer Linux, empresa de prestação de serviços em Linux que compõe seu ecossistema de canais.

O programa de treinamento, que terá início no dia 17 de março, é composto pelos cursos Linux Fundamentos, Linux Administração e Linux Administração Avançado, e ao término será entregue a Certificação Novell CLP SUSE 10.

Para mais detalhes sobre os cursos, acesse: http://www.komputer.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=35

Para mais informações sobre o programa de treinamentos Novell, visite: http://www.novell.com/training/certinfo/clp/.

Nota 4: Workshop de certificação Microsiga acontece em Campinas
Microsiga Campinas oferece Workshop gratuito de Certificação Microsiga e recebe currículos para contratação

Com o objetivo de disseminar o conhecimento em gestão empresarial com ERP (Enterprise Resource Planning), o Projeto Microsiga Dá Educação realizará um workshop gratuito no dia 15 de março em Campinas, São Paulo.

Denominado WCM – Workshop Certificação Microsiga, o evento contará com uma palestra sobre Certificação, que será conduzida pelo executivo palestrante Marcelo Sinhorini, coordenador do Projeto de Certificação Microsiga.

Direcionado aos empresários de diferentes setores, profissionais e estudantes de Tecnologia da Informação, o workshop pretende mostrar as vantagens da Certificação que dará oportunidade ao profissional de fazer parte da equipe Microsiga Campinas.

Durante o evento, serão recolhidos e cadastrados currículos para cinco vagas de contratação imediata.


Dois anos e meio após as primeiras máquinas chegarem a grandes varejistas, o que se vê é um programa que, mesmo como um dos incentivadores de um setor que cresceu 21% em 2007 atingindo 9,98 milhões de PCs vendidos, enfrenta turbulências na maneira como o Linux chega aos usuários finais.

Usuários ouvidos pelo IDG Now!, que compraram máquinas certificadas no programa Computador para Todos, relataram problemas pontuais em equipamentos que chegam mal configurados e sem suporte adequado para o uso dos sistemas abertos.

O caso do engenheiro de produção Jorge von Atzingen é o mais extremo entre centenas de clientes do programa que, em blogs e fóruns de discussão na internet, detalham como a interação com o micro foi prejudicada.

Jorge comprou um desktop da Novadata com a distribuição Insigne 3.0. Ele ligou o micro e percebeu algo errado ao notar que “as portas USB não estavam instaladas. O modem não estava instalado. Tinha uma gravadora de CD, mas nenhum programa para gravar CD”.

Ao invés de apelar para o suporte técnico, obrigação por um ano de todas as fabricantes homologadas pelo Governo Federal no programa Computador para Todos, Jorge tentou resolver sozinho com o CD que acompanha o equipamento.

“Coloquei o CD no drive, que rodou automaticamente. Só tive de clicar em ‘Avançar’ repetidas vezes para que os drivers fossem instalados e o micro começasse a funcionar corretamente”, relata em entrevista.

Classificado como mal configurado por uma suposta falta de cuidado da fabricante, o micro ainda acolheu a distribuição por duas semanas, até que ele a trocasse pela brasileira Kurumin e, posteriormente, pela Mandriva 2007. "A empresa (Novadata) parecia não estar preocupada se a gente ia continuar usando Linux ou não", acusa.

Jorge não está sozinho nos problemas enfrentados. Allan Alves foi ajudar um amigo na compra do seu primeiro computador – acabou escolhendo um modelo da Itautec com a distribuição Mandriva.

“Não estava mal configurado: simplesmente não estava configurado, nem funcionava o WinModem que veio dentro dele”, relata o usuário dentro da comunidade BR-Linux, que reúne entusiastas do código livre.

Após formatar a máquina, Allan instalou o sistema Mandriva 2005 e, após algumas lições básicas para o amigo, “converteu-o” em usuário de sistemas abertos. “Ele diz que se sente em casa e não tem nem vontade de conhecer” o sistema operacional Windows, continua.

Ainda que em menor grau, José Roberto Gomes experimentou a mesma dificuldade em tirar um PC novo da caixa e não poder aproveitar todas as funções adquiridas – a webcam do seu notebook Amazon PC não era reconhecida pela distribuição Kurumin nativamente, o que o obrigou a procurar a solução pela internet.

Mesmo com a solução criada por um programador italiano, a webcam “ainda não está 100%”, conta o consumior. O laptop, segundo ele, tem alguns problemas no som dada a “qualidade do driver para Linux”, que o acompanha.

Tanto no caso de José Roberto como no de Jorge, houve um estranhamento: mesmo que tenham sido comprados sob um programa que exige sistemas abertos, os equipamentos trouxeram CDs de driver tanto para Linux como para Windows, algo visto por ambos como incentivo à migração pirata para o sistema da Microsoft.

Em todos os casos, é inegável a experiência que os envolvidos têm no desenvolvimento de código aberto. Com problemas de configuração à frente, os três usuários se viram obrigados a apelar (Jorge em menor grau) a um certo conhecimento técnico ausente no público-alvo do programa federal.

“Minha irmã tem uma amiga que comprou um PC que veio com Mandriva. Ela mesma acabou ensinando a amiga a usar e, principalmente (dificuldade, em minha opinião, mais comum) instalar um software adicional”, relata Ivan Brasílico, também no BR-Linux, tocando em uma das principais causas para o suposto incentivo de pirataria que o programa pode promover no mercado brasileiro de micros.

“Via de regra, o primeiro conhecido a ‘dar suporte’ decide o destino da máquina. Se for um ‘formatador’ contumaz, vai instalar Windows”, resume Brasílico.

A falta de informações oficiais sobre a suposta tendência de usuários comprarem micros do programa com a intenção de substituir o Linux por Windows faz de qualquer acusação algo mais embasado pelo “achismo” do que por estatísticas.

O único dado oficial que não tenha relação com o número de cópias das versões de Linux distribuídas desde o começo do Computador para Todos vem da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) e aponta que 73% dos clientes do programa fazem a troca para Windows.

A estatística virou alvo de fabricantes do setor e de entusiastas do software livre, que questionavam os critérios adotados pela ABES. A entidade informa que ouviu 502 usuários nas cidades de São Paulo e Curitiba, em uma pesquisa cuja amostragem tem pouco valor nacionalmente.

Procurada para comentar a pesquisa, a ABES preferiu não se manifestar sobre os critérios adotados.

No último dado divulgado com o apoio do BNDES, a IT Data estimava que 380 mil computadores homologados pelo programa haviam sido vendidos até outubro de 2006, representando 7,1% de todos os PC vendidos no Brasil nos primeiros nove meses daquele ano.

Quase dois anos depois, os dados estão defasados - estatísitcas de fabricantes, como a Insigne, que diz ter atingido o primeiro milhão de máquinas com seu sistema operacional em Linux, provam o ponto.

Linux em ultraportáteis
Um exemplo recente de popularização do Linux por meio de um novo hardware, desta vez internacionalmente, é um bom indicativo que o problema não está relacionado diretamente com o sistema ser aberto ou não.

Criado na onda de notebooks ultrapórtáteis motivada pela batalha entre a fundação One Laptop per Child e a Intel, o Eee PC, da Asus, traz a distribuição própria de Linux, Xandros, que prima pela simplicidade. É o que afirmam usuários do laptop no Brasil.

“É muito fácil de usar e vem instalada redondinha. Cheguei a considerar colocar o (Windows) XP. Como não iria comprar, seria meio na ilegalidade. Mas, só de imaginar que (o Eee PC) ficaria mais pesado, preferi manter (o Linux)”, relata o professor de matemática Robinson dos Santos, dono de um ultraportátil desde janeiro.

A distribuição é motivo de elogios mesmo para usuários que, por necessidades atendidas pela simplicidade do portátil, decidem alterar o sistema operacional. “O sistema está pronto, com editor de texto e browser, mas a conexão à internet pelo celular não rola”, se queixa a dentista Bia Kunze, responsável pelo blog Garota sem Fio.

Para contornar a impossibilidade de usar seu celular como modem, Kunze pretende trocar o Xandros por Windows XP, por mais que tenha gostado bastante do sistema. Trajetória semelhante teve o jornalista João Nucci.

“É um sistema operacional voltado pra deixar as coisas realmente muito fáceis para os usuários, com ícones gigantes para as principais atividades”, explica. “Como tenho experiência com o Ubuntu, desinstalei essa distribuição e instalei o eeeXubuntu. E de fato funciona muito bem, estou bastante satisfeito”.

Muy amigo
Ironicamente, o “amigo/técnico” que sugere a substituição do sistema pré-instalado Linux por Windows está na lista dos principais inimigos de João Pereira, presidente da Insigne Software, responsável pela distribuição de mesmo nome, que é popular entre micros do Computador para Todos.

Responsável por outra distribuição bastante conhecida dentro do programa, a MetaSys foi procurada pelo IDG Now!, mas não retornou contatos.

“O primeiro é o vendedor mal informado - 90% não têm PC em casa e fica difícil falar de algo que você não usa. O segundo é o técnico mal intencionado, que dá cartãozinho oferecendo instalação pirata. E o terceiro é o amigo que acha que entende”, relata Pereira, afirmando que, por estes últimos, a Microsoft conseguiu ter milhares de “consultores gratuitos”.

Em um mercado onde enfrenta a desconfiança do usuário médio frente à dominação do Windows, o Linux pode encontrar o caminho do crescimento na educação de vendedores e usuários. Na avaliação de Pereira, a falta de conhecimento pode ser benéfica ao sistema do pingüim.

“Se um usuário nunca mexeu em computadores, então ele não conhece o Windows do mesmo jeito que não conhece o Linux”, argumenta, explorando as oficinas de instrução que a Insigne montou em São Paulo para ensinar as funções do sistema a clientes.

A malícia de vendedores e técnicos mal intencionados também terá de ser combatida com campanhas de conscientização, num “trabalho de formiguinha”, segundo Pereira, que vem sendo feito por alguns responsáveis por distribuições de Linux.

O presidente da Insigne ainda esclarece que a prática de entregar CDs com drivers do Windows é uma prática da distribuidora para dar opção ao usuário de instalar o sistema que preferir na sua máquina.

Cursos pós-compra estão entre umas das sugestões que entusiastas do Linux ou compradores de primeira viagem sugerem como necessários à maior adoção dos sistemas abertos, junto a uma melhor documentação do sistema.

Materiais de instrução criados e organizados pela própria comunidade de software livre, como o Guia Foca GNU/Linux ou o SuporteLivre.Org, estão entre os lembrados por Jorge ou por Augusto Campos, criador do BR-Linux, como possíveis ferramentas para melhorar a compreensão dos sistemas em Linux.

Não há curso ou “amigo/técnico”, porém, que mude a mentalidade de usuários já acostumados com o Windows que, por outro lado, até nutrem certa simpatia pelo sistema aberto, como a assessora de imprensa Luciana Sanches.

“Pra falar a verdade, eu não quis ter muito trabalho. Como eu tava acostumada com Windows, desinstalei e nem cheguei a usar o Linux”, relata, falando sobre o notebook da Positivo que ganhou do marido no Natal de 2007.

“Nas duas vezes em que usei, achei (o Linux) bem parecido. Deve ser fácil (de mexer), mas queria ter tempo pra aprender”. Ao contrário do que cantaram os Rolling Stones, definitivamente, o tempo (também) não está ao lado do Linux.

Firefox 3 Beta 4 Disponível


Já está disponível o Firefox 3 Beta 4, mais uma evolução para o produto final. Nesta versão, além dos tradicionais bugs corrigidos e algumas pequenas melhorias foram feitas algumas modificações ao look and feel do browser de forma a o melhor integrar com os sistema operativo em uso, o Windows Vista, Windows XP, Mac OS X e Linux. Foram também feitas melhorias ao nível da performance, que devem tornar o browser "muito mais rápido" em aplicações como por exemplo o GMail, reduzindo a quantidade de memória necessária.

Fonte: Techamok
Download: Aqui

Fedora x CentOS x Red Hat

Quem trabalha com informática em algum momento da vida já ouviu falar ou usou uma dessas três distribuições. No entanto, algo que é meio obscuro é a estreita relação que as três distros apresentam entre si (e esta relação não é somente o fato de as três terem a poderosa Red Hat por trás) e como cada uma pode ser usada para fins bastante específicos. Então, se você nunca entendeu qual das três escolher para o seu caso, este é o artigo certo.

Fedora:

O Fedora nasceu em 2003 como uma iniciativa da Red Hat. Nessa época, com o aquecimento do mercado de software a Red Hat, que já mostrava um crescimento espantoso nos seus negócios, decidiu concentrar-se definitivamente no mercado corporativo e cancelou a distribuição gratuita do seu sistema operacional para a comunidade. O Red Hat 9 foi o último Red Hat grátis e ainda pode ser baixado AQUI, mas o fato é que eu, assim como muitas pessoas, fiquei esperando o Red Hat 10 e ele nunca saiu. A Red Hat passou a somente vender seu produto… e não é que ela não vendesse o Red Hat antes. A Red Hat foi a pioneira em empacotar um Linux e oferecer 100% de suporte aos seus clientes, mas o fato é que o fim do Red Hat grátis marca o nascimento do Fedora.

Fedora era o nome de uma pequena equipe de voluntários que participava criando alguns pacotes para o Red Hat e que, posteriormente acabou sendo absorvida pelo Fedora Project. Vale ressaltar que o Fedora não é o Red Hat e que o Projeto Fedora é um projeto com suas próprias metas e táticas de desenvolvimento, sendo, somente, patrocinado pela Red Hat.

O Fedora tem como seu principal objetivo ser o pioneiro em tecnologia de software e testar novas idéias. Basicamente, como usuário Fedora, posso sempre afirmar que tenho instalado em meu computador a versão mais atual de uma imensa lista de softwares e, ainda mais, são grandes as chances de que um usuário Fedora seja o primeiro a experimentar um novo software que as outras distribuições podem levar de seis meses a um ano para poder experimentar.

Sempre há muitas atualizações, tanto que não é raro fazer download de um Fedora e deparar-se com 600 MB de update (mas não se desespere, para isso a equipe lança os respins que são remasterizações dos discos com tudo atualizadinho), no entanto, muitas atualizações não significam, necessariamente, que há muitos problemas. As atualizações refletem, em grande maioria, a própria evolução dos softwares instalados e não significam bugs, geralmente.

Estabilidade:

A distribuição é muito estável, mesmo com a grande quantidade de atualizações e é raro ver um Fedora travando ou passando por um Kernel panic que não seja por motivo de alguma má configuração do próprio usuário. Ainda vale o ponto sempre forte de que se trata de um linux e como todo Linux, o Fedora herda essa estabilidade característica.

Fedora desktop/estação de trabalho/servidor:

Justamente pelo fato de o Fedora sempre usar tudo que há de mais atual em software, ele se enquadra nas três categorias. Durante a instalação, o usuário pode selecionar perfis que melhor se ajustem às suas necessidades e é fácil transformar uma instalação “em branco” do Fedora num sistema multimídia com aplicações de áudio, vídeo e gravação, assim como deixá-lo bonito, com efeitos de cair o queixo ou montar um servidor com rígidas políticas de segurança (sempre ressaltando que os softwares serão os mais atuais possíveis).

Fedora como servidor: uma má idéia?

Se você tem um sistema operacional para diversão ou apenas para as tarefas corriqueiras da vida de um mero mortal, provavelmente não se importará em reinstalar seu Fedora 7 para experimentar as novidades no novo Fedora 8. O desenvolvimento é muito rápido e a cada 6 meses (mais ou menos) há um novo fedora saltando por aí. Você também não se importará em saber que dentro de aproximadamente 13 meses aquele Fedora mais antigo deixará de receber atualizações e será descontinuado os planos do Fedora Project. Mas, se voc|ê é um administrador de rede ou se gerencia um servidor que vive em alta carga, sabe que “em time que está ganhando não se mexe”. Isso equivale a dizer que depois que seu servidor estiver pronto, você rezará aos céus para nunca mais ter que mexer nele e a simples idéia de saber que seu servidor Fedora vai sair de linha dentro de 13 meses pode ser desanimadora.

Não quero dizer que o fedora não vai ser um bom servidor. A verdade é que ele vai ser um ótimo servidor, no entanto, o rápido ciclo de atualizações pode fazer do Fedora uma má escolha se você se importar em ter que reinstalar seu servidor a cada 13 meses. Ainda tenho máquinas rodando Fedora 3 que nunca deram problema, mas isso não significaria que estou disposto a ter um sistema que deixou de receber updates. Lembre-se: “em time que está ganhando não se mexe” e é por essa máxima que ainda existem servidores por aí rodando linux tão antigos que usam o velho kernel 2.2. Para resumir, se você não se importa em deixar de ser atualizado a cada 13 meses, o Fedora será uma boa escolha. O que eu uso nos meus servidores? Uso CentOS. =) Já veremos o motivo.

CentOS:

Centos significa Community ENTerprise Operating System e se você não o conhece deveria conhecer. A verdade é que nós, do Projeto Fedora, amamos o CentOS pois é preciso admitir que eles são “os caras”. Cada CentOS é uma cópia fiel do Red Hat Enterprise Linux (RHEL) pago, retirando somente as logomarcas e o nome Red Hat para não infringir nenhuma licença de uso.

Uma vez que a Red Hat disponibiliza seus códigos fontes, o que a comunidade CentOS faz é compilá-los, distribuindo um RHEL grátis para qualquer um que desejar usá-lo.

Cada CentOS é 100% compatível à sua contraparte RHEL, isso significa que o CentOS 5.1 é compatível com o RHEL 5.1, assim como o 5.0 é 100% compatível com o RHEL 5.0 e daí por diante.

A equipe CentOS não perde tempo e trabalha de maneira muito competente para manter o CentOS sempre em sincronia com o RHEL, tanto que para cada atualização lançada para o RHEL, leva no máximo 72 horas para que a mesma esteja disponível nos repositórios do CentOS.

Ao contrário do Fedora, o CentOS não conta com o patrocínio da Red Hat e é totalmente mantido e patrocinado por uma comunidade de profissionais e empresas voluntários que contribuem com doações ou com trabalho especializado, tornando o CentOS possível.

Estabilidade:

Os softwares que vêm no CentOS são tão estáveis quanto os softwares que vêm no RHEL. Apenas dizer isso já seria uma garantia de que o sistema é sólido e de que cada software, antes de ser colocado na distribuição, foi testado exaustivamente para garantir a segurança e a funcionalidade. Isso, é claro, também significa que o Centos não vem com os softwares mais atuais; em vez disso ele troca o caráter experimentador do Fedora por um caráter conservador.

CentOS desktop/estação de trabalho/servidor:

Assim como o Fedora, CentOS também pode ser mudado simplesmente escolhendo-se um perfil durante a instalação. Basta adicionar alguns poucos repositórios para tornar seu CentOS, naturalmente sério e rigoroso, numa estação de trabalho divertida e bonita. O CentOS 5,1 é o equivalente a um Fedora Core 6 muito estável e ele já vem pronto para ser um servidor que funcione em produção, necessitando apenas ser configurado de acordo com as necessidades do profissional. Ao contrário do Fedora, o ciclo de vida do CentOS é longo e cada versão recebe atualizações por incríveis 7 anos. Isso significa que seu servidor usando CentOS 5 vai continuar recebendo patches e updates até 2014. Se você é uma empresa média ou pequena e que não pode (ou quer) arcar com os custos de um RHEL, mas deseja um sistema estável e de nível Enterprise, CentOS é a sua melhor escolha, mas, é claro, ao abrir mão de pagar pelo RHEL você também abre mão de ter uma empresa que lhe dê todo o suporte e passa a confiar na ajuda da comunidade CentOS que disponibiliza documentação em sites e ajuda em fóruns.

O que a Red Hat pensa sobre o CentOS?

Embora a Red Hat não esteja ligada ao CentOS de nenhuma forma, ela vê com bons olhos a iniciativa e chega a recomendá-lo em alguns casos. Eu só soube o que o CentOS realmente era quando comecei a me preparar para o Exame de RHCE e fui procurar maneiras de estudar o Red Hat Enterprise Linux sem usar nada que fosse “pirata” ou ilegal. Fiquei surpreso ao ler que a própria Red Hat recomenda que procurássemos por distribuições como o CentOS para levar adiante os estudos sem ter que pagar os preços de uma distribuição enterprise.

Por fim, ainda falando sobre o CentOS, se você tem uma empresa que usa CentOS ou se você é um profissional que procura uma boa (e estável) solução, considere contribuir para a Comunidade CentOS com doações financeiras ou contratando servidores dedicados. Isso é muito menos do que você pagaria para usar o RHEL e vai garantir que o CentOS terá uma vida longe (e próspera). Se quiser colaborar de alguma forma, veja como proceder AQUI.

Red Hat

A Red Hat começou suas atividades em 1995, com Bob Young e Mark Ewing. O Red Hat 1 teve o codinome Halloween e foi o primeiro passo dado por uma empresa que se tornaria uma das maiores do software livre no mundo. O nome Red Hat vem de uma história interessante: Mark Ewing gostava de usar um chapéu vermelho e sempre que era procurado diziam para falar com o “cara do chapéu vermelho”. O nome veio naturalmente.

O sistema Red Hat pode ser adquirido gratuitamente quando você baixa o CentOS, mas o diferencial é o serviço. A Red Hat tem uma equipe composta por engenheiros e técnicos que passam por testes extremamente rigorosos durante a capacitação. O exame para RHCE tem a duração de 6 horas e é uma mistura de situações teóricas e práticas que coloca o profissional em uma situação de stress e pressão, tudo para garantir que, depois de aprovado, poderá prover o melhor serviço.

O atendimento é personalizado ao extremo e chega ao ponto de você, como cliente, poder passar as suas especificações de hardware para receber um Red Hat com kernel recompilado especialmente para o seu uso.

O RHEL é um sistema operacional recomendado para grandes empresas que rodam aplicações vitais e não podem abrir mão de um suporte extremamente especializado, 24 horas por dia. Os serviços são caros (podendo ir de US$ 80 até alguns milhares de dólares), mas a Red Hat tem como meta a excelência nos serviços que presta.

Fonte: lonelyspooky.com



CentOS é uma Distribuição Linux de classe Enterprise, derivada dos fontes disponibilizados gratuitamente pela Red Hat. O CentOS é 100% binário compatível com o sistema Red Hat. Apenas são removidas os banners e os trabalhos gráficos que identificam a Red Hat. O melhor de tudo é que ele é gratuito.

Aplicações para Cluster e GFS (Global File System) estão disponíveis gratuitamente e acompanham a distribuição.

O CentOS é desenvolvido por um pequeno mais crescente grupos de desenvolvedores. Os desenevolvedores do core, são suportados por uma comunidade de usuários ativa, incluindo administradores de sistemas, administradores de redes, usuários enterprise, gerentes, distribuidores do core do Linux e entusiastas de todas as partes do mundo.

O nome CentOS significa: The Community Enterprise Operational System;

Como clone do Red Hat, suas versões seguem o mesmo padrão. Atualmente encontra-se na versão 5.1.
Seu ciclo de versões e período de suporte a versões anteriores segue o mesmo padrão da Red Hat, vide quadro abaixo:

CentOS 2 updates até 31 de Maio de 2009
CentOS 3 updates até 31 de Outubro de 2010
CentOS 4 updates até 29 de Fevereiro de 2012
CentOS 5 updates até 31 de março de 2014


Dessa forma, podemos rodar um sistema operacional Linux robusto, de classe Enterprise, tendo atualizações de segurança e suporte ao produto durante um longo período.

Vantagens do CentOS:

- Comunidade ativa e crescente;
- Os pacotes são rapidamente montados, testados e auditados por QA;
- Rede de mirrors extensa;
- Desenvolvedores contactaveis e enviam respostas as questões submetidas;
- Diversas formas de obtenção de suporte gratuito: IRC Chat, Lista Discussões via E-mail, Foruns, FAQ's. Suporte Comercial também está disponível através de representantes.

Sempre que a Red Hat faz a liberação de um fix e coloca em seus mirrors públicos, a equipe do CentOS possui como meta o rebuild e liberação desses pacotes em até 72hs, no entanto, na maior dos casos, isso é feito em 24hs, ocasionalmente, atraso podem ocorrer.

O CentOS é atualizado através do yum ou através do up2date, ambos apontando para os repositórios do CentOS.

Arquiteturas suportadas por cada versão:

CentOS 2 apenas suporta x86.
CentOS 3 suporta x86, x86_64 (AMD64 e Intel EM64T), s390, s390x, ia64 (Intel Itanium2).
CentOS 4 suporta x86, x86_64, ia64. ppc (PowerPC) e alpha (DEC Alpha) existe beta releases para s390, s390x, e sparc está sendo desenvolvido.
CentOS 5 suporta x86 e x86_64


O CentOS pode ser baixado em Centos Download

Devido as características apresentadas acima, o CentOS constitui uma excelente opção de distribuição Enterprise, possuindo recursos, performance e segurança baseados na maior distribuição Linux do Mundo, a Red Hat.

Fonte: http://www.madeira.eng.br/wiki/index.php?page=CentOS

Análise do CentOS 5


Desenvolvido a partir dos códigos-fonte do sistema operacional Red Hat Enterprise Linux (RHEL), o CentOS - acrônimo para Community ENTerprise Operating System - é uma distribuição Linux gratuita, voltada ao ambiente corporativo, e que agrega as vantagens técnicas da distribuição na qual se baseia: segurança, estabilidade e compatibilidade com diversos hardwares e pacotes criados especificamente para o RHEL.

Esses e outros atributos fazem do CentOS uma alternativa gratuita para as diversas distribuições corporativas de alto custo, entre elas o SUSE Linux Enterprise Server, Mandriva Linux, além do próprio Red Hat Enterprise Linux.

Um clone do RHEL

CentOS 5Tela do CentOS 5
De acordo com algumas pesquisas realizadas no ambiente corporativo, o Red Hat Enterprise Linux - distribuído pela Red Hat, Inc. - é atualmente apontado como o líder de participação entre as distribuições Linux. Resultado de suas importantes vantagens para esse mercado:

  • Uma grande base de softwares e hardwares certificados.
  • Uma série de programas de parceria.
  • Longo ciclo de suporte para cada versão da distribuição (7 anos).
  • Excelente performance, segurança, escalabilidade e disponibilidade, com testes de performance auditados pela indústria.
  • Tecnologias de código aberto rigorosamente testadas através do projeto Fedora, patrocinado pela Red Hat.
  • Excelente interoperabilidade com outros sistemas Unix e Microsoft® Windows®.

Pode-se, no entanto, subtrair dessas vantagens o alto custo da distribuição, que muitas vezes se torna um impeditivo para pequenas e médias empresas adotarem o RHEL em seus servidores ou estações de trabalho. Praticamente esse custo está associado ao suporte técnico, que pode ser por telefone, web ou ambos, dependendo do contrato.

Apesar do custo, a Red Hat cumpre o compromisso com os princípios de código aberto, bem como dos softwares de código aberto utilizados, e libera os códigos-fonte dos pacotes usados no RHEL, permitindo assim que qualquer pessoa ou instituição recompile e utilize a distribuição sem absolutamente nenhum custo, mas com apenas uma condição: remover as marcas registradas e os logotipos da Red Hat.

É com base nesse princípio que, em meados de Maio de 2004, surgiu a primeira versão do CentOS 2, baseado no Red Hat Enterprise Linux 2.1. Desde então, a distribuição se tornou uma opção gratuita para empresas que gostariam de contar com as vantagens técnicas do RHEL, mas que não tinham condições de pagar por sua licença. Ou para aquelas que simplesmente não necessitavam do suporte técnico da Red Hat.

Versão do CentOS Arquiteturas suportadas Versão do RHEL (base)
2 i386 2.1
3.9 i386, x86_64, ia64, s390, s390x 3 Update 9
4.6 i386, x86_64, ia64, ppc (beta), alpha, sparc (beta), s390, s390x 4 Update 6
5.1 i386, x86_64 5 Update 1
Tabela de versões e arquiteturas suportadas

Com o passar do tempo, o projeto do CentOS ganhou força e notoriedade em relação as outras distribuições "clones" do RHEL, entre elas o Scientific Linux, Tao Linux (projeto encerrado em Junho de 2006) e o White Box Enterprise Linux.

Atualmente na versão 5.1, que obviamente é baseada no RHEL 5.1, o CentOS conseguiu estabelecer uma base sólida de usuários, boa documentação e uma lista de e-mail bastante ativa, com apoio dos mantenedores e da grande comunidade que se formou em torno dessa distribuição.

Download e instalação

Existem hoje aproximadamente 140 mirrors públicos para o CentOS, onde é possível obter as imagens ISO dos seus CDs ou DVD de instalação, de todas as versões lançadas a partir do 3.4. Os mesmos mirrors são também repositórios dos pacotes RPM, utilizados por ferramentas de gerenciamento de pacotes como o yum.

Instalação do CentOS 5Instalação do CentOS 5
Para a versão 5 existe uma novidade: um CD de instalação, com tamanho aproximado de 7 MB, chamado NetInstall. Com ele, todos os pacotes RPM são obtidos através da rede (NFS, FTP, HTTP) durante o processo de instalação. Esse procedimento é comum em empresas para, por exemplo, agilizar a instalação em múltiplos servidores.

Felizmente, o CentOS também herda do RHEL o seu excelente programa de instalação, o afamado Anaconda. Nele, todo o processo é guiado com clareza e simplicidade suficiente, ao mesmo tempo que permite realizar configurações muitas vezes essenciais para servidores, como a configuração do Firewall e SELinux, criação de partições utilizando Software RAID e LVM, e seleção de pacotes individuais ou por grupos. É importante revelar que o Anaconda também é um projeto da Red Hat licenciado pela GPL.

Um recurso interessante e útil do programa de instalação Anaconda é o Kickstart. Através dele o administrador poderá automatizar todo o processo de instalação, colocando em um arquivo todas as respostas para as questões que normalmente são feitas durante esse processo. Isso faz do Kickstart uma boa opção para acelerar a instalação de servidores e estações de trabalho em empresas onde esse procedimento é corriqueiro.

Política e procedimento de atualização

Diferentemente do projeto Fedora - cuja atualização ocorre praticamente a cada 6 meses - a Red Hat garante um grande ciclo de vida para cada versão do RHEL. Como referência, o RHEL 5 foi lançado 2 anos após o lançamento do RHEL 4. Essa política de atualização, típica de distribuições corporativas, garante uma qualidade muito apreciada pelas empresas: a estabilidade.

Após o lançamento de uma nova versão do RHEL, por exemplo, o RHEL 5, são priorizadas as atualizações de segurança e correções de bugs dos softwares que integram essa versão da distribuição. Novas funcionalidades são geralmente adicionadas após a atualização para um novo release, por exemplo, o RHEL 5.1. Antes de ser disponibilizado nos repositórios, os pacotes atualizados são rigorosamente testados pela Red Hat para evitar, ou pelo menos minimizar, qualquer impacto na estabilidade ou desempenho do sistema.

A política de atualizações do RHEL pode ser ilustrada da seguinte forma: caso a distribuição seja lançada com o servidor de banco de dados MySQL na versão 5.0, será bem provável que ele não seja atualizado para a versão 5.1 se isso implicar, de alguma forma, uma alteração no funcionamento dos sistemas que utilizam esse banco de dados. Mesmo assim, vale ressaltar que as falhas de segurança e bugs encontrados nas versões posteriores ao MySQL 5.0, mas também presentes nessa versão, serão rapidamente corrigidos através de uma técnica conhecida como Backporting.

Evidentemente o CentOS se beneficia dessa mesma política, lançando suas atualizações poucos dias após a Red Hat liberá-las, e com um diferencial que pode ser importante para determinadas empresas: Tela do Yumex

Tela do Yumex
conta com repositórios adicionais, mantidos pelo próprio projeto, que possuem alguns pacotes de softwares nas versões mais recentes. No entanto, por não serem distribuídos no RHEL, não são suficientemente testados e, por conseguinte, podem prejudicar a estabilidade do sistema em casos específicos.

A partir da versão 5.0, a tarefa de atualizar e gerenciar os pacotes passou a ser exclusivamente do software yum (Yellow dog Updater, Modified), substituindo definitivamente o up2date presente nas versões anteriores. O yum é um programa de gerenciamento de pacotes por linha de comando para sistemas operacionais baseados em RPM, comparado, por exemplo, ao notável apt-get do Debian. Atualmente o yum é considerado um software bastante estável e maduro, sendo usado como base para várias ferramentas gráficas de gerenciamento de pacotes, entre elas o pup, pirut, e yumex.

Softwares

Um dos pontos mais criticados do RHEL, e conseqüentemente do CentOS, são as versões dos softwares disponibilizados na distribuição, consideradas muito antigas em relação a última versão estável (ver tabela comparativa de versões).

Novamente, essa discordância entre as versões é resultado da já explicada política de atualizações da Red Hat, que, de certa forma, desestimula os usuários que preferem contar com as novidades dos softwares mais recentes.

Software Versão no CentOS 5.1 Última versão estável
Kernel 2.6.18 2.6.23
Mozilla Firefox 1.5.0.12 2.0.0.11
Mozilla Thuderbird 1.5.0.12 2.0.0.9
OpenOffice 2.0.4 2.3.1
Gnome 2.16 2.20
MySQL 5.0.22 5.0.51
PostgreSQL 8.1.9 8.2.6
Apache 2.2.3 2.2.6
PHP 5.1.6 5.2.5
Tabela comparativa de versões

Outro ponto importante de discussão é o Kernel da distribuição. No RHEL 5 alguns módulos e opções considerados instáveis são desativados por padrão, como por exemplo, os sistemas de arquivos XFS, ReiserFS e JFS, além de vários módulos USB, Firewire e SCSI. Então, para permitir uma alternativa aos usuários que sentem falta desses recursos, os mantenedores do CentOS sustentam em um repositório chamado CentOSPlus um kernel recompilado (kernel-2.6.x.xxx.el5.centos.plus), com todos esses módulos e opções ativados.

Mesmo com uma razoável coleção de softwares espalhada nos 6 CDs do CentOS 5, existe ainda uma grande quantidade de pacotes RPM disponíveis em outros repositórios na Internet. Entre esses repositórios destaca-se o RPMForge, com mais de 4.000 pacotes compatíveis com todas as versões do CentOS.

Documentação e suporte

Como fruto do recente ganho de popularidade e espaço nas empresas, o CentOS passou a servir de base para muita documentação disponibilizada na Internet. Junto a essa fartura de documentação, somam-se os próprios manuais do RHEL, disponíveis nos CDs de instalação e traduzido em várias línguas, e também um Wiki, onde é possível encontrar HowTos, dicas, FAQ e acompanhar algumas novidades sobre a distribuição.

Outra fonte de informação útil para usuários do CentOS é a Base de Conhecimento (knowledgebase) da Red Hat. Ela é uma biblioteca de dicas, procedimento para resolução de problemas e informações adicionais, atualizada diariamente pelos técnicos da Red Hat com base nas questões mais freqüentes obtidas pela equipe de suporte. Vale citar também a existência das erratas, com detalhes das atualizações liberadas para a distribuição.

No caso de alguma informação não estar na web ou nos manuais, ainda é possível recorrer as melhores fontes de conhecimento e suporte do CentOS: seu fórum e suas listas de e-mail. Eles já contam com uma grande quantidade de mensagens acumuladas em seus históricos e um bom número de membros bastante prestativos, incluindo alguns dos mantenedores da distribuição.

CentOS em Laptops

Há não muito tempo, foi colocado em discussão na lista de e-mail do CentOS um projeto para alavancar e prestar informações para o uso da distribuição em Laptops. Inicialmente desinteressante para essa esfera de usuários - já que o foco do CentOS é principalmente os servidores e as estações de trabalho - muitos já se convenceram que a estabilidade e confiabilidade de uma distribuição é um fator muito mais importante do que ter as últimas versões dos softwares em seu sistema operacional. Pensando nisso, a comunidade foi encorajada a reunir na Wiki as informações sobre suas experiências com o CentOS em Laptops.

Considerações finais

Embora sob algumas críticas, a Red Hat pode ser considerada responsável por grandes avanços do Software Livre dentro do mercado corporativo. Consolidou-se líder em soluções Open Source e criou uma relação de confiança com as empresas, principalmente através de sua distribuição: o Red Hat Enterprise Linux.

Seguindo esse sucesso do RHEL, o CentOS surgiu apenas como mais um clone gratuito dessa distribuição. Com o passar do tempo, tornou-se o mais profissional entre eles, construindo em sua volta uma comunidade de usuários ativa e tendo como alicerce a boa quantidade de documentação e repositórios pela Internet. Suas atualizações são lançadas rapidamente, na maioria das vezes levando alguns poucos dias após a Red Hat liberá-las.

Por essas e outras razões, o CentOS tem conseguido conquistar um importante espaço, sendo cada dia mais uma escolha confiável para as empresas.


Não haveria melhor maneira de medir a forma como os lojistas vêm oferecendo os equipamentos do programa Computador para Todos do que visitar alguns dos maiores varejistas brasileiros atrás dos micros com Linux e financiados pelo governo.

Usando o argumento de que precisaria comprar um PC para usuários com pouca intimidade com computadores (os pais do repórter, no caso), a reportagem visitou lojas das redes Carrefour, Ponto Frio e Extra, três grandes varejistas com PCs vinculados ao programa do governo.

A rede Casas Bahia também foi visitada, mas atendentes informaram que a cadeia tem um acordo de exclusividade com a Positivo Informática e vendia apenas micros com o sistema Windows Vista.

O que se apresentava apenas como acusações nos discursos de entusiastas e desenvolvedores de distribuições de Linux se provou verdade na primeira parada. No Carrefour, o vendedor P. recebeu o repórter com uma série de fatos errados salpicados por uma sinceridade inoportuna.

“O Linux até pra gente é difícil de trabalhar. Pelo menos bastante gente já falou que é mais difícil trabalhar com Linux. Tô dizendo que é pior? Não também. Só que o brasileiro está muito acostumado com a Microsoft, desde o Windows 95”, afirma, explicando a suposta “rejeição a outros sistemas operacionais”.

Ao expressar uma preocupação premeditada sobre dar um PC com Linux aos pais fantasiosos, o vendedor compara a compra de um micro do programa com a preparação de um peixe.

“Você vai fazer um peixe. O peixe saiu barato, mas, de repente, o molho que você vai usar não é. E por quê? Porque não é simplesmente tirar um e colocar outro, principalmente Linux. Linux tem que mexer em placa e em tudo. Se for pra tirar um e colocar o outro, tem que ser o Windows”, citando o XP como melhor opção.

Questionado se o volume de reclamações dos usuários é alto frente ao número de micros com Linux vendidos, P. reitera sua crença de que o Linux “é difícil até pra quem conhece informática” e confirma um número alto de reclamações, como que tentando convencer o repórter a apelar para PCs com Windows.

E qual é a distribuição Linux? Ele não sabe – responde, obviamente, Linux. Um segundo vendedor se aproxima e, encostado em caixas de impressora, encara a conversa entre o vendedor e o repórter – é hora de ir embora.

Próxima parada, Extra. No segundo andar da ampla loja próxima à Avenida Paulista, não há quase vendedores pelos corredores apertados onde laptops e desktops se enfileiram em prateleiras de metal. O repórter se aproxima de um vendedor que atende uma senhora de seus 50 anos e pede ajuda.

Explico meu desejo de comprar um PC para meus pais e peço os mais baratos da loja. Ele toma o sentido contrário das prateleiras e, debruçado sobre um micro antigo, usado como terminal de acesso para preços, me detalha um micro da NovaData. A empresa enfrentou problemas financeiros a ponto de ter sua falência decretada por credores, mas continua a ter micros próprios nas prateleiras.

Não comento o assunto e o vendedor J., mais experiente que o concorrente do Carrefour, se mostra bastante informado sobre as particularidades do Linux.

Fala sobre o OpenOffice sem citar seu nome (“você não vai precisar do Office”), elogia a usabilidade do sistema (“é que você não conhece, mas é mais fácil que o Windows”) e apela para a inegável superioridade de segurança em relação ao sistema da Microsoft (“não pega vírus”).

O repórter reitera sua preocupação e, meio incomodado pela duração do atendimento enquanto outros clientes andam a esmo entre as prateleiras, J. começa a se desvencilhar, dizendo que os micros do Computador para Todos vendem bem e não registram muitas reclamações.

Aperta a mão no repórter, deixa o ponto de atendimento e, antes de contornar uma pilha de caixas com TVs de LCD, olha pra trás, levanta o dedão da mão direita e diz que eu não tenho de me preocupar, que posso ter certeza que o Linux é fácil de usar.

Hora de procurar ajuda em localizações mais populares. Em pleno Largo da Batata, região de grande tráfego de pessoas que chegam das cidades ao redor de São Paulo numa espécie de terminal de ônibus, o Ponto Frio quase divide portas com a rival Casas Bahia.

Já é final da noite e o segurança cutuca o vendedor para avisar sobre a chegada do cliente. Assim que me identifico e lhe conto sobre o motivo da visita, M. emenda o preço do PC mais barato e vai falando - sem espaço para interrupções - sua configuração.

O modelo que ele detalha é completo. "Quero apenas a CPU", aviso. No terminal da loja, ele mostra a configuração de um micro da Toshiba, em último dia de uma promoção que torna seu preço centenas de reais mais barato do que supostamente é cobrado normalmente (não caia nessa, ok?).

"E qual é o sistema Linux?", pergunto. “Ah, é normal, né?”, diz M..

Quando questiono se o micro é fácil de usar, o vendedor logo responde: “É fácil, todo mundo compra e não tem reclamação. Melhor que o Windows Vista.”

"Sério? Vendem tanto assim estes com Linux?", indago surpreso. “Tá acabando", joga o vendedor. "Só tenho duas peças. Vieram 100 peças na semana passada e acabou tudo."

“O Linux você pode trabalhar numa boa com quantas janelas quiser e é antivírus”, continua, criticando a restrição do Windows Vista Starter Edition de permitir apenas 3 janelas e confundindo um pouco a segurança do Linux com o fato de não precisar de software de segurança.

Exponho novamente o medo de entregar um micro com Linux na mão dos meus supostos pais e M., num humor bem justificável por estar trabalhando além das 21h, responde que “ninguém nasceu sabendo.”

Ele percebe o papel nas mãos do cliente com os preços de outras lojas (e onde grande parte da minha apuração está) e argumenta: “Pode procurar que preço igual ao meu você não vai achar (...). Você não vai fechar já?”.

O que mais assusta o repórter não é o estado de espírito de M., o detalhamento do Linux dado por J. ou a sinceridade meio torta de P..

Nenhum deles, em momento algum, ofereceu cópias piratas do Windows para substituição dentro da loja. Isto não significa que a prática, garantida por alguns usuários ouvidos pelo IDG Now!, não aconteça em canais de varejo onde o Computador para Todos é comercializado.

O IDG Now! teve o cuidado de gravar todas as conversas que teve com os vendedores para a redação desta matéria.

IST promove exames sobre Linux


O Instituto Superior Técnico (IST) e a DRI, empresa representante do Linux Professional Institute em Portugal, assinaram um acordo de cooperação que permite aos alunos de informática do instituto a realização de exames de Certificação LPI a metade do preço. Esta redução visa dar aos estudantes de TI a oportunidade de valorizarem as suas capacidades sobre o sistema operativo Linux e as suas ferramentas associadas.
Para Arlindo Oliveira, presidente do Departamento de Engenharia Informática do IST, «o estabelecimento de relações deste tipo enquadra-se na política do departamento de incentivar as ligações entre a universidade e o tecido empresarial, e de fornecer aos alunos de Engenharia Informática do IST conhecimentos práticos que lhes permitam ser produtivos imediatamente após a sua inserção no mercado de trabalho».


A IBM firmou parceria na Áustria e Polônia para oferta de computadores sem sistemas Microsoft para o mercado do Leste Europeu, afirmou a IBM em comunicado nesta terça-feira.

A IBM informou que está oferecendo computadores com o sistema operacional de código aberto Linux juntamente com a distribuidora austríaca de software VDEL, da Red Hat, e a distribuidora de software e serviços LX Polska, da Polônia, em resposta à demanda dos executivos de tecnologia da informação da Rússia.

Os computadores serão equipados também com o software Lotus Symphony, da IBM, baseado em Open Document Format, um formato concorrente do Open XML da Microsoft, que a empresa de Bill Gates tenta fazer com que seja adotado como um padrão ISO aprovado internacionalmente.

A IBM, que vendeu sua unidade de PCs para a chinesa Lenovo, afirmou que o hardware seria fabricado por parceiros da VDEL e LX Polska.

Na Rússia, onde muitas grandes empresas e agências governamentais de serviços públicos estão montando sistemas de computadores pela primeira vez, está surgindo uma disputa entre a Microsoft e seus rivais, que oferecem alternativas de código livre.

A Microsoft faz campanhas educacionais de tecnologia na Rússia e no mês passado assinou um acordo com a MTS, maior operadora de telefonia móvel do país, para oferta de serviços e laptops de custo menor equipados com o sistema operacional Windows Vista para pequenas empresas.

A IBM afirmou que a linha de computadores com Linux que irá oferecer em parceria com a VDEL e LX Polska, chamada de Open Referent, irá reduzir pela metade os custos dos compradores com computador.

A gigante norte-americana afirmou que executivos de tecnologia da informação de organizações russas, incluindo o Ministério da Defesa, a companhia aérea Aeroflot e o banco privado Alfa Bank estão na lista de entidades que pediram PCs com sistema operacional livre.

Lançamento do Windows Server, virtualização, aquisição do Yahoo e promessas de interoperabilidade estão em pauta


A Microsoft lançou o Windows Server 2008, o SQL Server 2008 e o Visual Studio 2008, em um evento realizado em Los Angeles (Estados Unidos), em 27 de fevereiro. Depois do discurso dirigido aos profissionais de TI presentes na ocasião, a InformationWeek EUA teve a oportunidade de conversar com o CEO da Microsoft, Steve Ballmer.


Em uma entrevista com duração de 25 minutos, Ballmer falou sobre virtualização, Linux, as preocupações que os clientes podem ter sobre o lançamento do Windows Server 2008, o recente anúncio de "abertura" por parte da Microsoft; a futura aquisição da Yahoo (incluindo o destino do Flickr), e até mesmo sobre mainframes. Eis os principais pontos:


InformationWeek: Acredito que você considera que a VMware atuando de maneira agressiva na área de virtualização. Os clientes com quem conversei afirmam que a Microsoft está definitivamente atrasada neste setor. Você mencionou isso em sua palestra de hoje, com o atraso do Hyper V. O fato de a companhia estar iniciando agora no segmento da virtualização a coloca em desvantagem, em relação às concorrentes?

Ballmer: Como se sabe, a escolha está em ser, ou não, o primeiro a ter participação em um mercado. Creio que prefiro ser o primeiro. Mas é preciso lembrar que este mercado mal começou a ser explorado e, menos ainda em base instalada – menos de 5% de todos os sistemas estão virtualizados. A virtualização é um caminho complicado demais para se seguir; um caminho demasiadamente caro, atualmente, para que as pessoas possam tirar proveito dele, e está excessivamente isolada do restante de tudo o que acontece no desenvolvimento de aplicativos para a implementação e as operações de data centers. O que digo não é uma forma de criticar, trata-se apenas de se vamos nos dedicar efetivamente a esse caminho – se o fenômeno chegar a concretizar seu efeito total, então, teremos de democratizá-lo. Isso poderá ocorrer por meio da VMware, mas eles não têm demonstrado nenhuma iniciativa nesse sentido. Alguém pode argumentar que essa pode ser uma das alternativas do código aberto. Gosto daquilo que temos. Acho que assumimos a responsabilidade por esses problemas.

Isso não significa que outras empresas vão desistir. Obviamente, reconhecemos esse fato e proporcionamos boa interoperabilidade com a virtualização da VMware. Mas não creio nisso – existe uma simplicidade quanto ao desempenho, ao gerenciamento, ao gerenciamento integrado, e todos os outros fatores –, acredito que vamos fazer uma verdadeira diferença. Certamente, eu gostaria que, já há um ano, tivéssemos e fornecêssemos o que temos e estamos disponibilizando agora. Ou, quem sabe, há dois anos? É claro que sim. Mas pode acreditar: vamos fazer uma grande diferença.

InformationWeek: Uma das preocupações que descobri que as pessoas têm – certamente, com o lançamento do Vista e suas experiências anteriores com esses sistemas operacionais – é a preocupação referente à compatibilidade inicial com os aplicativos. Que tipo de coisas a Microsoft está realizando atualmente e que não fez antes para garantir aos clientes que eles poderão começar a migrar muito em breve para o Windows Server 2008?


Ballmer: Bem, obviamente, temos trabalhado muito, mesmo no que se refere ao Vista. Temos nos dedicado muito à compatibilidade dos aplicativos. Parte desse trabalho é direcionada ao código, mas a maior parte do nosso esforço está dirigida à nossa iniciativa relacionada a outros provedores de software, aos desenvolvedores de aplicativos, às ferramentas que ajudam as pessoas a obter melhor desempenho, etc. E isso não significa que conseguiremos concluir totalmente nosso trabalho, mas creio que essa é uma área na qual temos realizado um ótimo trabalho e, a verdade é que o fato de o Windows Server 2008 estar sendo lançado um ano depois do Vista realmente acaba ajudando muito no seu próprio lançamento.


Sendo assim, acho que deveremos prosseguir muito rapidamente daqui em diante. Sabe como é, se considerarmos isso, somente parte do que acontece no segmento de servidores se refere a aplicativos “sob medida” ou a aplicativos distribuídos por terceiros. Muito do que acontece no setor de servidores, francamente, tem muito a ver com a padronização de aplicativos. Todos os bancos de dados são compatíveis ou não? Todos os programas de e-mail são compatíveis ou não? Todas as ferramentas de gerenciamento de documentos e de colaboração, assim como o SharePoint, são compatíveis ou não? Acredito que uma porcentagem muito maior das máquinas forma o que chamamos de aplicativos padronizados, em vez dos aplicativos especializados. Isso não significa que os aplicativos padronizados não sejam importantes.

InformationWeek: Outro aspecto a se considerar é o Linux. Você disse que está ganhando terreno em relação ao Linux, e os relatórios de alguns analistas têm demonstrado isso. Mesmo assim, um quarto de nossos leitores disse que pretende aumentar sua proporção de servidores Linux em relação aos servidores da Microsoft. Como a Microsoft pode manter seu sucesso frente ao Linux e como você poderá convencer este um quarto de nossos leitores de que eles estão errados?


Ballmer: Bem, acredito que o que temos de fazer, em vez de convencer as pessoas de que elas estão erradas, é convencê-las de que o produto que fornecemos, de que a parceria estabelecida proporciona verdadeiro valor. E é nesse sentido que estamos fazendo um excelente trabalho. Quero dizer, o que importa é: Como vamos superar o Linux? O modo como uma companhia ultrapassa quaisquer outras de suas concorrentes: você pode agregar valor real, o que, nesse caso, significa um bom custo total de propriedade, certo? Porque, no final, o custo total de propriedade é o que realmente importa. E também o fato de que o Linux é código aberto, portanto, parece que seu custo é nulo – isso, torna mais fácil fazê-lo se destacar no aspecto que sempre faz a diferença, de qualquer forma, que é o custo total de propriedade. Hoje em dia, temos uma melhor proposição, eu creio, para o custo total de propriedade, e precisamos oferecer melhor valor onde este fator reflete os aplicativos que estão disponíveis, a qualidade das ferramentas.


Considere algo como o SharePoint, independentemente. Trata-se de um ótimo produto. A qualidade dos bancos de dados é uma excelente vantagem. A disponibilidade de ferramentas, do Visual Studio e .Net, e a capacidade de integrar aplicativos personalizados; tudo isso faz parte do valor e do custo total de propriedade. E acho que estamos tendo grande sucesso em nossa iniciativa. Nas áreas em que não estamos realizando um bom trabalho, temos menor participação. Por exemplo, nossa porcentagem de participação de mercado é menor no segmento de computação de alto desempenho. Isso representa 40% dos negócios relativos ao Linux. Realmente não entramos nesse mercado com o que se pode chamar de um produto aperfeiçoado, com alto nível de inovação e com grande valor agregado, até o ano passado. Agora, estamos “no jogo”, estamos conquistando participação no setor de carga de trabalho de computação de alto desempenho. Nesse sentido, a formula é antiga: mantenha os preços baixos, mantenha um alto grau de inovação, e faça com que o custo total de propriedade permaneça baixo.


InformationWeek: As questões relacionadas à interoperabilidade, à abertura e aos padrões representam um papel importante nessa concorrência com o Linux e também o código aberto?


Ballmer: Certamente que sim, essas questões são significativas. A interoperabilidade é uma via de mão-dupla – o concorrente tira participação de você, e você tira participação dele –, e sempre será assim. Tudo o que começa com a palavra “interoperabilidade” tem essa característica. O benefício de nossos clientes, o que é uma ótima coisa. Enquanto acreditamos que temos uma oportunidade de obter benefícios, você está considerando os riscos; acho que os riscos são de que a interoperabilidade faz mais mal do que bem. Não acredito que isso seja provável, mas de qualquer modo, a interoperabilidade está disponível para nós e também para as pessoas com quem você precisa interoperar.


Eu sempre costumava brincar com a IBM; sabe como é: estamos abrindo o segmento de desktop para eles, e eles estão abrindo o setor de mainframes e data centers para nós. E definir quem conseguirá convencer quem é uma boa coisa em termos de quem vence.

InformationWeek: Duas das principais preocupações que tenho ouvido sobre a aquisição do Yahoo se referem às principais diferenças de infra-estrutura entre Yahoo e Microsoft, e uma série de redundâncias de produtos. Craig Mundie realmente mencionou isso em uma palestra realizada para os profissionais da Goldman Sachs. Por que os clientes e investidores não estariam preocupados com esses fatores? InformationWeek: Você soube da matéria divulgada no New York Times, em que a IBM dizia que os mainframes estão voltando?

Ballmer: Eu realmente não sei se isso é verdade. Mas se eles poderão continuar a operar e se poderão aumentar seus rendimentos, essa é outra história. Mas se você realmente conversar com a maioria de seus leitores e disser que os mainframes estão realmente voltando à ativa, creio que você vai perceber que apenas 25% deles concordarão com essa declaração.


InformationWeek: Com todas as versões do Windows, você ouve pessoas dizendo: "Estou esperando pelo Service Pack 1". Muitas dessas pessoas fazem isso porque percebem a quantidade de “bugs” existente em uma versão inicial. A Microsoft vem dizendo que esta versão do Windows Server está entre os produtos que foram mais rigorosamente testados para serem lançados pela companhia. O que você pode dizer para comprovar isso?


Ballmer: Ele deriva da base de código do Vista. Por isso, todos os testes continuaram por mais um ano. Houve algum aperfeiçoamento e muitos testes foram feitos. Modificamos – há cerca de três ou quatro anos – nosso processo de desenvolvimento para podermos mudar para uma abordagem segura de ciclo de vida de desenvolvimento. E se você observar - a prova está nos resultados obtidos – todos os produtos que temos lançado com esse tipo de metodologia de desenvolvimento apresentam suscetibilidades e vulnerabilidades reduzidas, o que me faz sentir muito bem, e corroboro totalmente essa declaração.


Acredito que muitos clientes dirão: "Bom, resolvi que vou adiante". Algumas pessoas, sem dúvida, escolherão esperar pelos resultados apresentados pelo mercado, ou por um pacote de serviço.


InformationWeek: Existe uma expectativa no sentido de que as implementações de servidores poderão ser realizadas durante um período mais longo do que as de desktops?


Ballmer: Todo o processo necessário para que os servidores sejam implementados é muito diferente do que acontece com os desktops. As pessoas querem fazer parecer que os processos são os mesmos. Os usuários substituem ou atualizam os desktops; as pessoas, principalmente, acrescentam servidores. Ocasionalmente, alguém poderá redefinir a plataforma de um aplicativo servidor que está funcionando. Mas na maioria das vezes, um servidor não precisa que sua plataforma seja redefinida. Você tem apenas um desktop para uma pessoa; esse é o ambiente completo. Você pode modificá-lo ou não. Você pode deixar a carga de trabalho do SharePoint no Windows Server 2008 e manter a carga de trabalho da computação de alto desempenho no Linux, e alguma outra carga de trabalho da web no Windows Server 2003, e o usuário nem precisa saber disso. Por isso, a tendência é de que os servidores sejam acrescentados e de que os desktops sejam atualizados.


InformationWeek: Nesta era de consolidação de servidores, com a virtualização sendo considerada como uma próxima etapa para a consolidação, o Windows Server continua a ser um mecanismo de crescimento para a companhia. O que é responsável pelo contínuo acréscimo de servidores?


Ballmer: Em primeiro lugar, a virtualização é um estágio muito inicial, um fenômeno que está nascendo. Ou seja, eu já disse que menos de 5% dos servidores estão virtualizados. Em segundo lugar, temos definido os preços de nosso software do Windows Server de tal modo, que, na verdade, mesmo se os sistemas tenderem a se tornar mais consolidados, teremos uma oportunidade de continuar a participar financeiramente, não cobrando muito, mas o preço adequado. Cobramos mais por nossa edição corporativa e para data centers, e disponibilizamos mais máquinas virtuais, efetivamente, do que as que são executadas. Temos alguns preços que nos ajudam a continuar sustentando valor.


E, em terceiro lugar, a demanda absoluta; o número absoluto de aplicativos que as pessoas querem integrar e executar está ultrapassando qualquer capacidade que qualquer um de nós parece ter de reduzir cargas de trabalho. Provavelmente, o fator número quatro é o aumento de escala, que é como um uso mais intensivo de servidores por carga de trabalho. O modelo de aumento de escala é importante para muitos dos aplicativos de próxima geração para a web, que estão sendo executados. Eles não serão consolidados, pois irão em outra direção. Certamente, podemos verificar isso em um local como a Microsoft, com MSN ou Amazon ou eBay ou qualquer uma dessas empresas.



Ballmer: Honestamente, não tenho certeza de que os clientes vão pensar duas vezes a esse respeito. Ou seja, os clientes, agora, são consumidores e anunciantes. E o que quer que esteja acontecendo “nos bastidores”, esse é o tipo de problema que devemos resolver. Portanto, esses não são clientes corporativos. Trata-se de algo com que temos de lidar, portanto, não entendo o ponto de vista do cliente.


Dissemos aos acionistas: olhem, acreditamos que existe uma oportunidade de obter valor, de obter sinergia nesta combinação, e que temos uma série de idéias; conversamos a respeito de algumas áreas nas quais podemos ter sinergia. E, ao mesmo tempo, até que nós e o Yahoo tenhamos uma verdadeira discussão a esse respeito, isso ainda é muito prematuro, para ser mais específico.


InformationWeek: Creio que o aspecto com que os clientes podem estar preocupados a respeito, por exemplo, é o Flickr. Acontecerá alguma coisa em relação a ele ou ele “desaparecerá”?


Ballmer: Como eu disse, esse será um problema que teremos de resolver. E naturalmente, existem algumas questões a serem avaliadas. Não tenho certeza do porquê que uma coisa boa como o Flickr desaparecer do mercado, não sei por que alguém poderia levantar essa hipótese.

InformationWeek: Quanto à garantia de abertura que vocês anunciaram recentemente, uma coisa que eu realmente não consegui entender direito é se vocês sentem que a Microsoft está se dirigindo mais no sentido de adotar padrões abertos do que fez anteriormente? Essa é a primeira parte. E o segundo aspecto é: o que vocês esperam conseguir com esse crescente envolvimento com a comunidade de código aberto?
Ballmer: Creio que no que realmente trabalhamos para fazer a abertura foi sistematizar e formalizar e tornar digerível para os parceiros, os participantes da indústria, os clientes, etc. o modo como pensamos sobre a interoperabilidade e a compatibilidade entre padrões. Não dissemos, de modo algum, que não vamos nos dedicar à inovação. Não fizemos isso. Afirmamos que quando adotarmos padrões, seremos transparentes sobre o modo como faremos isso. Iremos adotar muitos padrões, e teremos de ser transparentes com relação a isso. Se nos desviarmos do que planejamos, também seremos transparentes a esse respeito.


Conversamos sobre o que eu chamo de um envolvimento transparente e aberto com os padrões da indústria, o que acredito que é muito bom. Posso até mesmo dizer que se trata do modo como estamos tentando realizar as coisas; outras pessoas podem discordar, mas em vez de discutir sobre isso, por que não estabelecer isso como um princípio? Vamos seguir esse princípio internamente e também com nossos clientes.


No caso do código aberto, temos vários tipos de projetos. A Microsoft sempre se esforçou para estar no centro de onde o trabalho inovador está acontecendo. Se o trabalho inovador estiver sendo realizado na comunidade de código aberto, quero que ele ocorra em nossas plataformas. Sempre estamos tentando fazer um trabalho inovador acontecer em nossos sistemas operacionais, e quero que o Windows seja o principal destino da inovação referente ao código aberto.


Ao mesmo tempo, alguns de nossos produtos têm, eles mesmos, concorrentes na área de código aberto. E iremos competir com os concorrentes que temos nesse segmento, assim como iremos interoperar com eles; e também faremos qualquer coisa que realizaríamos com um concorrente comercial. Se estivermos anunciando interoperabilidade para nos aproximar do Linux, estamos falando sobre proposição de valor e o que estamos tentando fazer para tirar a participação de mercado do Linux. Nesse sentido, o que se pode dizer é que o Windows compete com o Linux, e não que a Microsoft compete com o código aberto, não em termos gerais. O Windows compete com o Linux; o SQL Server compete com o MySQL, etc.


Depois de testar a versão Beta 2 do novo navegador, a jornalista do Computerworld faz uma análise dos pontos que mais gostou. Acompanhe.

Novas versões de aplicativos prediletos sempre são um pouco complicadas. Você quer acompanhar os novos tempos sem precisar consertar o que não está quebrado. Pensando nisso, dei uma olhada no recém-liberado Firefox 3 Beta 2 para descobrir o que podemos esperar da versão final, prevista para 2008.

O visual básico do browser não mudou e há poucos recursos novos. (A lista completa está nas notas da Mozilla sobre o release.) Alguns dos recursos novos no Firefox 3 não são óbvios, pelo menos para o usuário ocasional.

Entre outras coisas, a Mozilla incorporou novas arquiteturas de renderização de gráficos e texto em seu mecanismo de layout web Gecko 1.9 para aprimorar a renderização em CSS e SVG; vários recursos de segurança, como proteção contra malware e verificação de versão de seus add-ons; e suporte offline a aplicações web adequadamente codificadas.

Outras novidades são mais visíveis para os usuários finais, como a barra de menu que agora pergunta se você quer salvar uma senha que acabou de entrar. Eu me pergunto se o browser ficará pesado com recursos embutidos que já estavam disponíveis, como add-ons.

O Firefox 3 Beta 2 permite que você salve as tabs existentes quando fecha o aplicativo e aprimorou a capacidade de ampliar web pages, passando do texto à página inteira – recursos que já estavam disponíveis via extensões Tab Mix Plus e Image Zoom. No momento, parece que a nova versão vai escapar de uma crítica específica – o tamanho da memória é menor do que o da versão 2 – mas só o tempo dirá.

A propósito, se você quiser testar o novo beta, sinta-se à vontade, mas lembre-se de que é uma versão beta no sentido tradicional, não o tipo de beta eterno que você obtém, digamos, com Google Docs. Como resultado, ainda não há suporte a add-ons atuais. (Ou melhor, algumas extensões, como Adblock Plus, funcionarão com o Firefox 3 Beta 2, mas você deve ter cautela.) E ainda existem algumas falhas graves – por exemplo, você recebe uma mensagem de erro se tentar usar o formato de e-mail mais recente do Yahoo.

Dito isso, cinco recursos novos ou aprimorados do Firefox 3 Beta 2 atraíram especialmente minha atenção. São eles:

1. Downloads mais fáceis.
O antigo gerenciador de downloads era muito útil, mas a Mozilla fez alguns ajustes interessantes na nova versão. Ele agora lista não só o nome do arquivo, mas também a URL de onde foi baixado, e inclui um ícone que leva à informação sobre quando e onde você o baixou. (O link Remove foi removido do gerenciador de downloads – agora você tem que clicar com o botão direito do mouse para deletar uma listagem.)

O recurso novo que realmente aprovo, entretanto, é a capacidade de reiniciar um download que foi interrompido abruptamente porque o Firefox ou o sistema do usuário quebrou. Testei-o usando o gerenciador de tarefas para fechar o firefox.exe durante um download. Quando abri o Firefox de novo, o gerenciador de downloads reiniciou o download como se nada tivesse acontecido. Como desperdicei muito tempo ao longo dos anos lidando com downloads fracassados, gostei deste recurso.

2. Barra de endereços aprimorada.
A Mozilla também melhorou a função ‘autocomplete’ da barra de endereços (que a Mozilla chama de “barra local”) e tenho que admitir que a acho fantástica e útil. No Firefox 3 Beta 2, a função autocomplete não apenas oferece uma lista das URLs que você visitou, como também inclui sites que estão na sua lista de favoritos.

Você recebe uma lista clara de URLs e nomes de sites em texto grande e fácil de ler, com a frase digitada sublinhada. É muito fácil encontrar e retornar àquele web site “semi-lembrado” que você visitou alguns dias atrás.

3. Organizador de favoritos funcional.
Por falar em favoritos, as barras laterais e os gerenciadores de histórico/favoritos foram substituídos – ou melhor, reforçados – por um único Places Organizer, que utiliza o familiar formato de árvore na esquerda/lista na direita do Windows Explorer.

Ele oferece uma maneira simples e rápida de ler e gerenciar o histórico e os favoritos – incluindo a capacidade de editar imediatamente o nome, o local e as tags de um favorito, em vez de ter que entrar na caixa Propriedades (algo que realmente eu não gostava na versão 2).

4. Favoritos simplificados.
Na realidade, existem poucos recursos novos relacionados a favoritos. Alguns deles são pequenos, mas extremamente úteis. Agora você pode criar um favorito rapidamente com um duplo clique em uma estrela que aparece no lado direito da barra de endereços. Você também pode acrescentar tags para seus favoritos, o que funciona muito bem como uma ferramenta organizacional.

Há ainda uma nova pasta chamada Smart Bookmarks na barra de ferramentas. Ela oferece três categorias de favoritos -- Most Visited, Recently Bookmarked e Recent Tags – e é povoada automaticamente durante as sessões na web.

Como a maioria das pessoas, tenho a tendência de visitar regularmente uma série de sites, e posso ver que a lista Most Visited seria útil como um recurso de um clique para minha navegação diária. (É claro que eu poderia criar minha própria pasta para estes sites, mas é muito mais fácil deixar que o Firefox o faça.) Minha única crítica: uma lista Recently Visited também seria útil, mais até do que uma lista de sites que foram recém-marcados como favoritos.

5. Melhor gerenciamento de memória.
Sou grande fã do Firefox, mas houve uma época em que pensei em voltar para o Internet Explorer por causa de problemas com memória. Depois de algumas horas acrescentando e soltando tabs, o Firefox confiscaria 200MB de memória – nesta altura, normalmente eu teria que fechá-lo para evitar que meus outros aplicativos paralisassem. Era muito frustrante, principalmente quando o pessoal da Mozilla negava que isso fosse um problema.

Agora, o problema parece ter sido resolvido. A Mozilla anunciou que a nova versão lida melhor com o uso de memória. Por isso decidi fazer um modesto teste. Abri o Firefox 3 beta e minha cópia atual do Firefox 2.0.0.11 em sistemas diferentes.

O uso de memória inicial da versão atual (com add-ons desativados) foi de 25.740KB, cerca de 100KB a menos do que os 25.848KB do novo beta. Depois abri cinco tabs em ambas as versões, executei um vídeo do YouTube de dois minutos e fechei tudo, exceto a home page inicial. Nesta altura, o Firefox 3 Beta 2 estava utilizando 46.296KB de memória –2.500KB menos do que os 48.968KB que o Firefox 2 estava utilizando.

Não é um teste abrangente ou conclusivo, mas, se esta tendência se estender ao uso no longo prazo, antevejo a nova versão do Firefox consumindo muito menos memória do que a anterior.

De acordo com as notas da Mozilla sobre o Firefox 3 Beta 2, ainda há muito por vir. Isso tanto pode ser bom quanto ruim. O Firefox ganhou popularidade porque era enxuto e podia ser ajustado pelo usuário, e eu detestaria que a Mozilla perdesse este foco.

Certamente, se o Firefox 3 Beta 2 servir de indício, a equipe da Mozilla está sabendo muito bem equilibrar recursos novos com a filosofia básica de “não consertar o que não está quebrado”. Vamos torcer para que eles continuem seguindo este lema à medida que o tempo passa e o release final se aproxima.


O avanço de open source por nas pequenas e médias é impulsionado pelo baixo custo do ciclo de vida, bem como outros fatores e há quem defenda que a adesão seja inevitável.

Para qualquer lugar que você se vira, hoje, esbarra em um fornecedor de olho no mercado de pequenas e médias empresas (SMBs). As SMBs estão se multiplicando e representam um segmento do mercado de TI que ainda não foi totalmente explorado por muitas organizações, incluindo os fornecedores de software de código aberto que alcançaram sucesso rápido junto às grandes empresas.

Os fornecedores se deparam com obstáculos para entrar no espaço das pequenas e médias empresas. Elas relutam a apostar em uma solução open source em um mercado dominado pela Microsoft. Querem soluções de TI que sejam fáceis de instalar, configurar e manter. A marcha dos fornecedores de software de código aberto, portanto, é lenta, mas está acontecendo.

Quase três anos atrás, a AMI Partners pesquisou a participação do Linux no mercado SMB. O estudo mostrou que o Linux estava presente em aproximadamente um quarto de todas as empresas com 100 a 249 funcionários. A concentração maior de usuários Linux foi encontrada no setor de serviços.

Na verdade, muitas SMBs que utilizam Linux e software open source atuam na indústria de TI e já são familiarizadas com soluções open source e sua configuração e manutenção. As revendas estão integrando soluções de código aberto às suas ofertas para o mercado SMB.

A Avocent, empresa de TI que oferece produtos de gerenciamento, incluindo equipamento KVM e console serial, delineou uma estratégia de negócio destinada a capitalizar o mercado SMB. A Avocent lançou um produto de gerenciamento de servidor Linux desenvolvido especificamente para este mercado.

“As pequenas empresas querem economizar dinheiro em tecnologia”, diz Kamini Rupani, diretor de produto da Avocent. “Em uma época de licenciamento rigoroso, custos de software crescentes e baixos custos iniciais do Linux e seu arsenal de ferramentas, as SMBs estão adotando a estratégia de cogitar software open source. O Linux é apropriado para organizações menores porque permite escalas como incremento sem grandes gastos monetários iniciais. As SMBs podem se adequar para melhor suprir suas necessidades com Linux”, afirma.

Entre outras economias associadas ao código aberto, está o uso de servidores Linux em uma variedade de funções – por exemplo, como servidor de arquivos e servidor web. Os servidores Linux também podem atender um grande número de usuários sem custo extra além do hardware adicional.

Heather Boyer, diretor de gerenciamento de produto da Verio, fornecedora de rede IP (Internet Protocol), credita o atrativo do Linux e de soluções de código aberto no mercado SMB a três fatores: redução de custos, fim da dependência em relação a um único fornecedor e maior segurança.

A Microsoft está abraçando apaixonadamente o mercado SMB, mas o argumento de Boyer de “fim da dependência em relação a um único fornecedor” é algo a que a SMB não se oporia.

“As pessoas estão aprendendo que software proprietário de uma única fonte é ruim para o negócio no longo prazo. Além de ficarem condenadas a pagar preços mais altos ao longo da vida útil do produto, em muitos casos a tecnologia proprietária não é adequada para resolver diretamente os problemas de negócio que elas estão enfrentando”, diz Dave Roberts, vice-presidente de estratégia da Vyatta, que fornece uma solução roteador e firewall open source baseada em Linux.

Segundo ele, o código aberto permite que as pessoas façam modificações e adaptem a solução ao seu problema específico. Em muitas situações, consultores e parceiros de negócio estão ajudando-as a desenvolver o sistema de que precisam utilizando o open source como matéria-prima.

O avanço de open source por SMBs é impulsionado pelo custo mais baixo de seu ciclo de vida, bem como outros fatores. “O ritmo de implementações de Linux está tão veloz que talvez se torne difícil mantê-lo. Mas a adoção crescente, esteada em diversas motivações, dependendo da região, é uma evidência convincente para outros que estão cogitando o Linux”, acrescenta Rupani.

“O Linux oferece flexibilidade, propriedade e segurança a baixo custo. Com uma variedade de cenários de retorno do investimento para governo, negócio e educação, o Linux está acelerando não só a inovação tecnológica, mas também o desenvolvimento econômico e social em todo o mundo”, diz.

Segundo Boyer, as grandes empresas que adotam open source ajudam a conquistar as mentes e os corações de SMBs. “O endosso de governos asiáticos e europeus está aumentando a credibilidade das soluções open source e até fomentando esforços concentrados para eliminar a dependência em relação a um único fornecedor”, afirma Boyer. “Nos últimos anos, o aumento do suporte de fornecedores estabelecidos contribuiu para conscientizar mais as SMBs e está impulsionando a adoção do Linux de uma maneira geral.”

De acordo com Ellen Libenson, vice-presidente de gerenciamento de produto da Symark, que oferece soluções de gerenciamento de senha e usuário para ambientes Unix e Linux, um dos fatores de custo importantes a favor do Linux nas SMBs é ser implementado, normalmente, em hardware commodity que elas podem adquirir ou trocar em uma loja de informática local.

“Os custos de manutenção iniciais e contínuos são muito razoáveis em comparação a hardware proprietário”, diz Libenson. “O que se tornou uma nova e importante tendência é a maturidade do processo de instalação e configuração”, acrescenta.

Montar uma rede baseada em Linux costumava ser um esforço de configuração. Entretanto, a maioria das distribuições de servidor Linux agora inclui funcionalidade de implementação e gerenciamento que as transformam em acréscimos lógicos à rede baseada em Microsoft de uma SMB.

Gerald Carter, da Likewise Software, tem um tutorial popular na LinuxWorld Conference & Expo que ensina a integrar novos servidores Linux em um ambiente Microsoft Active Directory. Agora, um produto Likewise open source, o Likewise Open, foi integrado a várias distribuições Linux populares, tornando mais fácil incorporar um servidor Linux a um ambiente Active Directory existente.

Outros dados de pesquisas
Alguns acham que a incursão do Linux e de open source no espaço SMB não é tão sólida quanto pode parecer. Outra empresa de pesquisa de TI, The 451 Group, descobriu que isso ainda vai demorar um pouco para acontecer de fato.

De acordo com o estudo, o segmento SMB é responsável por menos de 50% da receita de quase três quartos dos fornecedores de open source. Metade dos fornecedores acredita que o segmento SMB contribuirá para um crescimento significativo do seu negócio no futuro e para cerca de um terço isso não acontecerá.

A pesquisa do The 451 Group revela ainda que o domínio da Microsoft no mercado SMB é uma barreira expressiva para muitos fornecedores de software open source que tentam se infiltrar nele, e é improvável que qualquer mudança ocorra em breve.

Produtos Windows e Office, por exemplo, são suportados por um leque respeitável de profissionais com certificação MCSE (Microsoft Certified Systems Engineer). Em contrapartida, os profissionais com certificação em open source para a comunidade SMB são escassos.

O levantamento do The 451 Group aponta que as áreas mais amadurecidas de adoção de código aberto no nicho SMB serão aquelas com menor domínio da Microsoft.

Será difícil enfraquecer a influência da Microsoft na América do Norte, mas na Ásia, Europa, Índia, América do Sul e em outras regiões o crescimento de Linux e de software open source deverá ser rápido, alimentado por diretrizes e preferências governamentais e comerciais locais”, diz Jay Lyman, analista do The 451 Group, em um comunicado divulgado junto com a pesquisa.

Ainda assim, persiste o paradigma de que o Linux veio para ficar e que as pequenas e médias empresas são a próxima grande mina de ouro. Este paradigma já existe há alguns anos e mais cedo ou mais tarde o Linux será parte integrante da infra-estrutura de TI das SMBs.

“O código aberto é uma tendência do mundo de TI: resistência é fútil”, afirma Roberts, da Vyatta. “Em algum momento, você será assimilado. É difícil dizer se acontecerá em 3, 5 anos ou mesmo 10 ou 20 anos, mas a tendência, definitivamente, é essa”, decreta.

Linux no celular: Ubuntu Mobile

Todos querem estar nos celulares! Esta afirmação se torna cada vez mais forte a cada anuncio envolvendo novos sistemas operacionais para celulares. A Canonical, organização que mantém a distribuição Ubuntu, divulgou hoje as primeiras imagens do projeto Ubuntu Mobile que deve ser lançado em breve.

Ubuntu Mobile irá incluir suporte touch-screen e ícones grandes para uma navegação fácil através dos dedos. Utilizará o navegador Firefox como padrão, além do suporte a Flash 9, Java, e praticamente tudo que precisa para acessar os mais modernos web sites.

Algumas das aplicações incluem:

* Skype com suporte a vídeo
* Players de Áudio e vídeo
* Cliente de e-mail com suporte a POP e IMAP
* Leitor de RSS
* PIM software


Você já pensou em utilizar programas de relativa qualidade, que podem ter seus códigos alterados livremente e que, além disso, não possuem restrições quanto a sua distribuição? Assim são os chamados softwares livres, uma categoria de programas que você com certeza já ouviu falar por aí, ainda vai ouvir muito e que envolvem uma grande polêmica.

De um lado os softwares proprietários, restritos quanto ao seu uso, distribuição e, principalmente, à sua modificação. Nesse time estão os grandes softwares pagos que são logo lembrados quando o assunto é pirataria: o sistema operacional Windows e o popular pacote de aplicativos Office da Microsoft, antivírus da Norton, grandes programas profissionais como Photoshop, Autocad e Corel Draw, entre uma infinidade de outros programas que já fazem parte do nosso dia-a-dia no uso do computador.

Com preços geralmente altos e sem muitas alternativas aos usuários que não querem dispor da quantia monetária que lhes é exigida para poder aproveitar suas funcionalidades, esses softwares são grandes alvos da distribuição e da utilização ilícita.

Do outro lado, estão softwares “open source” (do inglês, código aberto) que vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado como alternativa à pirataria e que mostram uma ideologia altamente condenada pelos grandes produtores de softwares proprietários. Entre eles estão softwares em grande ascensão como o navegador Mozilla Firefox, os sistemas operacionais Linux, o editor de imagens Gimp, o pacote de aplicativos OpenOffice, entre outros.

Mas qual é o porquê de tanta contrariedade?

Quando falamos dos chamados softwares livres, estamos falando de um software sobre o qual você tem o direito de copiar seu código, incluir alterações e usá-lo como quiser, criando novas distribuições e as adaptando aos interesses que melhor convier. Isso significa que o programa não será cobrado pelo seu direito de uso, mas somente — e eventualmente — pela sua distribuição.

Em suma, qualquer um pode utilizar o código do programa sem precisar pagar por isso, fato que vai de encontro aos interesses de empresas privadas que ganham com o comércio de tal forma de pesquisa.

No momento atual, software livre já não é mais sinônimo de “programa complicado que só programador sabe mexer” e quanto às suas funcionalidades, é verdade que muitos destes softwares ainda apenas engatinham, mas, em algumas categorias específicas, eles já se equiparam aos softwares proprietários e talvez até os superem em muitos quesitos.

No Baixaki, você poderá encontrá-los em todas as categorias, desde pacotes de aplicativos, utilitários, ferramentas para desenvolvedores, editores de imagens, modeladores 3D, até jogos das mais variadas modalidades (apresentando inclusive versões alternativas de jogos famosos) e players de áudio e de vídeo, tudo isso gratuitamente.

10 dicas Linux Ubuntu

Uma das formas de aprender mais sobre Linux Ubuntu é ter contacto com os comandos. Claro que não vamos regredir, nem utilizar a shell fará o interesse esvair-se, sim aquele prazer que é mexer num sistema operativo através do seu interface gráfico, isto é apenas um complemento. Depois de verem resultados, passarão a ter menos “medo” de seguir dicas que metam comandos.


Já ouviste falar em comandos Ubuntu?? Não… não é nenhuma força de elite, mas sim uma força negra (dark force) que te permite executares tarefas muito mais rapidamente do que estás habituado, isto claro após alguns “meses” de experiência ou seguindo aqui estas poucas dicas.
Ora vamos lá. Arregaçar as mangas, abrir a shell do Ubuntu e voilá…


1) Qual a versão do meu Linux Ubuntu?

$ lsb_release -a

Distributor ID: Ubuntu
Description: Ubuntu 7.10
Release: 7.10
Codename: gutsy

2) Historial de Comandos introduzidos na shell?

$ history

504 history | grep lsb
505 lsb_release -a
506 sudo gedit &
507 cat /proc/cpuinfo | grep processor | wc -l
508 dpkg -s gcc

Para executar um comando pode usar !
ex: !504

3) Quantos processadores tem a minha máquina?

$ cat /proc/cpuinfo | grep processor | wc -l

4) Mudar o timeout do Boot

$ sudo gedit /boot/grub/menu.lst

## timeout sec
# Set a timeout, in SEC seconds, before automatically booting the default entry
# (normally the first entry defined).
timeout 3

5) Localização de um determinado pacote instalado

$ dpkg -L

ex: dpkg -L amsn

6) Quais a partições do meu disco?

$ sudo fdisk -l

7) Criar um novo utilizador

$ sudo useradd

ex. sudo useradd -d /home/pplware -m pplware
* -d definir home directory de um utilizador
-m força que a directoria principal seja criada

sudo passwd pplware

Nota: outra opção é usar o comando: adduser

8) Esvaziar reciclagem

$ rm -rf ~/.Trash/*

9) Informações sobre o sistema

$ uptime

$ w

10) Fazer um restart rápido ao ambiente gráfico

$ CTRL + ALT + END


Cerca de 8 milhões de servidores no valor de aproximadamente US$ 55 bilhões foram vendidos no mundo em 2007, de acordo com dados da IDC. Esses valores são mais ou menos semelhantes áqueles recentemente publicados por analistas do Gartner Group. Servidores com processadores de arquitetura x86 permanecem como “campeões de vendas”, perfazendo 95% de todos os sistemas vendidos, e contribuindo decisivamente para o crescimento do mercado de servidores em geral.
Ainda segundo a IDC, foram comercializados no ano passado cerca de 7,6 milhões de servidores com processadores x86 – 8,3% a mais do que em 2006. O faturamento nesse segmento cresceu mais de 10%, chegando a 28,7 bilhões de dólares. Tanto o Gartner quanto a IDC observaram um aumento ainda maior no segmento de servidores do tipo Blade, cujo faturamento aumentou em quase 41%, chegando em 2007 a cerca de 3,9 bilhões de dólares.